
Fred Pericini
Co-fundador da Agência F2F, Engenheiro de Produção pela UFSCAR, empreendedor com mais de 10 anos de experiência em Marketing Digital, foi consultor na McKinsey, diretor comercial do Groupon Brasil e Groupon China.
EP 47
Vibe coding nas empresas e a governança de 5 mil devs fora da TI
Biólogo molecular de formação, hoje morando em São Francisco e trabalhando com IA. Lorhan Caproni, cofundador e CEO da Sprav.ai, conta como a IA “deu um tapa no tabuleiro” do negócio. Clientes que tinham 50 desenvolvedores passaram a ter 5 mil pessoas criando scripts com vibe coding. A Sprav.ai passou pela Y Combinator, recebeu investimento do SoftBank e atende empresas como Bayer, LG, XP, Sicredi, QuintoAndar e Stone em mais de 70 países. No episódio, ele mostra como o Sprave, novo produto da empresa, dá visibilidade sobre o código criado fora da TI, do Python que virou a nova macro de Excel ao HTML que virou o novo PowerPoint. Conta o caso de um SAP que caiu com um monte de scripts batendo na mesma tela e o de uma automação feita por um usuário que pode economizar 500 mil euros por ano se levada para a empresa inteira. Fala ainda de custo de inferência, FinOps e do apetite ao risco das empresas americanas comparado ao das brasileiras. Fica a provocação: se todo mundo pode construir, quem está governando o que está sendo feito?

CONVIDADO
Lorhan Caproni
Sprav.ai
Transcrição do episódio
Hoje a gente brinca que o Python é a nova macro de Excel. E aí, o que o Sprave permite? Enxergar tudo que é criado em vibe coding, desde o Python, que é a nova macro de Excel, até aquele HTML, que é o novo PowerPoint ou o novo Power BI. Eu não vou ficar tentando customizar o dashboard do outro, vou mandar o Cláudio bater lá e fazer o meu dashboard.
Olá, bem-vindos a mais um episódio do AI Firstcast. Nós somos o podcast destinado a uma discussão estruturada sobre a adoção de inteligência artificial nos negócios. Eu sou Fred Pericini, sou fundador da Agência F2F. Tô com o meu co-host querido hoje em cor vibrante.
É isso aí, joguei para o eleitorado de casa. Minha caçula adorou o amarelo. Você não gostou muito, mas ela gostou, então tá tudo certo. Fredão, estamos na nossa jornada de disseminar informação e conteúdo sobre inteligência artificial, e hoje a gente tem um convidado diretamente de São Francisco para para falar com a gente. Pois é, sabe o que significa, né?
O cara tá vivendo no lugar onde a energia da adoção de inteligência artificial é pujante. Muito bem-vindo, se apresente.
Bom, primeiro obrigado. Sou Lohan Caproni, sou cofundador e CEO da Bot City e também da Spravi, que é o nosso novo produto. Eu vivo em São Francisco e sou basicamente um biólogo molecular de formação que hoje trabalha com AI. Então, eu gosto de problema.
Caramba, cara! Como é que um biólogo chegou aí na fundação de uma empresa de tecnologia?
No fim, é um processo de gostar de se aprofundar em conhecimento. É engraçado que dentro da área de biotec existe uma área de bioinformática, que lá atrás já era um começo de uso. Se você olhar até os próprios modelos de AI no cloud, o novo Fable, Se você tentar usar para biotecnologia, ele te dá um downgrade no modelo, de tanto que essa área está sendo afetada. Então, era um desejo antigo, cheguei a prestar ciência da computação na época, decidi ir para biologia molecular e hoje estou aqui de novo na computação.
Legal! Conta um pouco mais sobre a empresa Bot City e um produto novo, a Sprava. O que é essa empresa? Em que países? Dá um pano também de fundo para a gente entender tamanho.
Claro! A gente começou a Bot City há quase 10 anos e naquela época era quando o low-code estava crescendo. Então, low-code seria o futuro. E na nossa cabeça, uma demanda que as empresas tinham era de automatizar processos. E na nossa cabeça não fazia sentido trabalhar com low-code se codar, por exemplo, em Python era tão fácil. E na nossa cabeça Python ia ficar muito fácil um dia, alguma coisa ia acontecer para abstrair isso. E nem no melhor dos meus sonhos a gente imaginava o que o AI ia fazer. Hoje a gente brinca que o Python é a nova macro de Excel. Então, com o tempo, a Bot City construiu uma plataforma que permitia você ter governança nessas automações. Todo mundo pode criar, mas e aí? Como que você controla? Como que você audita? Como que você faz uma automação que vira o estoque de uma empresa de varejo ser auditada, controlada e realmente entregar valor para a empresa? Então, a Bot City é essa plataforma de governança. E a plataforma foi crescendo. Hoje a gente tem clientes aí como Bayer, LG, XP, Sicredi, Quinto Andar, Stone, e aí são clientes em mais de 70 países. Só que aí, conforme a gente foi crescendo, a gente teve diversas rodadas de investimento, participou da Y Combinator, foi quando eu fui para São Francisco, que é a maior aceleradora do mundo.
E aí a IA veio, como a gente brinca lá dentro, deu um tapa no tabuleiro. Os nossos clientes, eles usavam a plataforma da Bot City para time de desenvolvimento, desenvolvedores então, que construíam automações ali em Python para automatizar processos da empresa e colocar na nossa plataforma e gerenciar. E isso continua crescendo. Só que há cerca de 2 anos os clientes falaram assim: olha, eu tenho um problema novo agora, eu não tenho mais só 50 devs, eu tenho 5 mil pessoas fazendo um script lá na ponta. Isso há 2 anos, né? Aqui a coisa foi mudando mês a mês, né?
Por que que saiu de 50 para 5 mil desenvolvedores?
Porque você vê só, né, a barreira de você criar código, ela sumiu, né? Eu convido aí todo mundo que tá assistindo a gente aí, faz o experimento, você aí que tá vendo a gente, abre qualquer IA que esteja usando aí, Copilot, Gemini, digita aí: eu quero automatizar uma consulta no site dos Correios. Você vai ver que a primeira resposta é um código em Python. Ele vai te dar um formato de fazer. E aí você vai falar, eu não sei fazer. Tranquilo, vou te ensinar o passo a passo, da instalação até a execução. E aí, né, você provou aquele doce de você ter um poder de codar, né? Então muita gente sentiu isso, né? Muita gente sabia o que queria fazer, sabia o que queria automatizar, mas não tinha como. Aí dependia lá da TI, né? Dependia de bater lá na porta e pedir, pelo amor de Deus, atende ali o meu pedido, né? E acabou. Agora eu vou lá e tenho um assistente para fazer isso. Então, isso que mudou o jogo, né? Então, o que foi conhecido aí como Vibe Code, né, que foi um termo aí que foi postado por acaso no Twitter lá, né, e pegou, esse comportamento ele se expandiu muito e mudou um pouco a definição de que é dev, né?
As pessoas agora vão construindo. E aí, por que que isso mudou para gente? Porque a partir do momento que as pessoas têm poder de construção, Governança é o maior desafio. Se todo mundo pode fazer, quem está monitorando o que está sendo feito? E será que o que eu estou fazendo e você está fazendo é permitido? E aí a gente foi entendendo uma nova necessidade e a gente criou o Sprave, que basicamente é uma plataforma que governa na máquina do usuário o que está sendo feito. É uma ferramenta para bloquear? Não, é o contrário, porque muitas empresas tomaram uma postura defensiva nesse momento. Ainda mais setor regulado. Quer saber? Bloqueia tudo. A gente falou, espera aí, se você bloquear tudo, chega numa empresa e manda bloquear Python, por exemplo, para report que vai parar na mão do CEO, para automação de planilha, para integração com SAP, para um monte de coisa na empresa. Então, espera aí, eu preciso liberar, mas eu preciso liberar com governança. E aí, o que o Sprave permite? Enxergar tudo que é criado em Vibe Code, desde o Python, que é a nova macro de Excel, até aquele HTML, que é o novo PowerPoint ou o novo Power BI, E entender o que está sendo feito.
E aí sim você pode bloquear certos comportamentos, mas você pode definir regras. Então a ideia do Sprave, né, até esse toggle aqui de liberar, é para você poder liberar que os usuários possam criar. Tem muita inovação a ser feita, só tem que definir certos limites. Então por isso que é uma ferramenta de governança e não de segurança, né? Segurança procura comportamento malicioso. A gente está partindo de outro princípio: o usuário está tentando resolver o problema dele. Mas não quer dizer que tudo que ele está fazendo deveria ser autorizado. Você definiu os limites, você libera para todo mundo trabalhar e a empresa cresce e inova.
E a plataforma Sprout, você acha que ela vai conseguir? A gente vê aqui um pouco um gargalo atual que é, você falou também, resolver o seu problema. Então o usuário quer resolver a dor dele ali, ele está conseguindo, às vezes ele até nem sabe qual é a dor dele, mas de qualquer maneira ele está conseguindo ser mais eficiente e mais produtivo. Como é que você acha que a gente pode saltar, fazer com que a organização resolva seus problemas de uma forma coletiva e não mais individual com inteligência artificial?
Excelente. Tem uma série de abordagens possíveis, mas eu vou tentar comprimir aqui no que eu acho que a gente já viu funcionar. Um é, a primeira coisa é usuário. A gente brinca lá que ele é igual água. Você já tentou bloquear água de fluir para algum lugar? Ela acha um caminho. O usuário também acha. Então, não adianta você ter uma política de travar. Você tem que ter uma política de dar ferramenta, capacitar, mas você tem que ter alguma esteira que ajude a formar os usuários. Então, por exemplo, você pega o caso de um cliente nosso, ele é um cliente que usa a plataforma da Bot City para automações governadas, certo? Então, tem uma série de automações de processos de back office dele gerenciadas. Eles começaram um processo de formar citizen developers. Capacitação em AI, treinamento, ferramenta, está aqui as ferramentas de AI para você trabalhar. Tá, como que eu governo isso? Sprave na máquina de todo mundo. Então, a partir desse momento, eles começaram a medir também que certas coisas que o usuário cria são aquelas automações de tarefa, que é a minha tarefa, não é replicável e não é algo que outra área vai funcionar.
Mas tem coisa criada e fala, opa, isso aqui pode ser distribuído de maneira centralizada para a empresa. Isso vai para a plataforma da Bot City.
E quem vê isso? Vocês na Sprave ou quem é o seu gestor de projeto lá do outro lado?
O Sprave mostra, ele traz tudo numa plataforma. Inclusive, o Sprave consegue mostrar assim, se você fez uma automação em Python, eu sei que arquivo você mexeu, que sistema você bateu, o que aquela automação estava tentando fazer. Tanto é que, por exemplo, um caso comum, começa a achar um monte de automação tentando puxar coisa do SAP na mesma tela. O que é isso? Isso é um desenvolvimento em SAP que precisa ser resolvido, você concorda? Está todo mundo batendo um Python lá naquela mesma tela, naquele mesmo menu, tem algo errado.
Tem algo errado.
A outra coisa também é um caso que é clássico, que é gerar esses dashboards e tudo mais. E aí é interessante, porque… Quanto mais alta a liderança da empresa, mais acesso você tem a dados. E é tentador você criar dados e mandar um dash para alguém. Eu te mando um HTML ali no WhatsApp. Olha aqui o dash que eu fiz. E aí? E esses dados da empresa? O Spravi consegue interceptar e mostrar o que está sendo feito. Então, quando a gente coloca o Spravi em uma empresa, a primeira coisa, ele roda no modo de detecção. Você concorda que você não pode definir nenhuma política ou nenhuma forma de fazer sem você entender o que está acontecendo? Então, o primeiro gap é visibilidade. As pessoas não têm visibilidade hoje. Pergunta numa empresa assim: você sabe quantos scripts estão rodando aí? Código fora da TI? Ninguém sabe. A segunda pergunta é: se você não sabe quantos, você sabe o que eles estão fazendo? Pior ainda. E aí você tem não só risco de vazamento de dados, mas você não está entendendo o comportamento do usuário. E tem cliente nosso usando até para medir a eficiência do programa de AI, porque eu estou vendo as coisas acontecendo e falo: Ó, tem uma área ali de negócio que eu vou dar mais uma atenção melhor.
Você consegue configurar o SPA por departamento, você consegue medir a taxa de adoção. E quanto mais coisa o usuário está gerando, ele está conseguindo fazer melhor qualidade. E aí, o interessante agora com os clientes é que como a gente entende o que está sendo feito, a gente já consegue sentar com o nosso cliente, que normalmente tem um COE, um Centro de Excelência criado para AI ou um programa de AI First dentro da empresa, e definir, ó, isso aqui é uma tendência do que tá acontecendo, vamos capacitar o pessoal nesse tipo de coisa? Por exemplo, vamos capacitar o pessoal numa esteira de desenvolvimento seguro? Pessoal já tá manjando bem aqui, dá para ir. Ou vamos mostrar para o pessoal que existe uma outra forma de fazer isso aqui? Porque não é porque aí ajuda que ela faz da melhor forma também, né? Então você consegue planejar intervenções educacionais, né? Tanto é que o nosso time entra em programas de formação de system developer. Junto com a implementação dos prazos.
Esse ponto que você falou também é chave, projetos educacionais. Você acha que hoje o gargalo maior tá na liderança ou tá na ponta? Ou se não tá também, beleza, mas assim, o que que você acha que precisa de mais atenção nesse momento que a gente está vivendo agora?
Vamos lá, eu diria que tá nos dois lugares, mas em pontos diferentes. É. E aí segmentando quando a liderança tem conhecimento técnico e não tem. Quando a liderança tem conhecimento técnico, a ignorância é uma bênção, né? Então quando você sabe o potencial também das coisas, às vezes tinha até um comportamento de segurar um pouco, e isso é ruim para empresa. Quando não tem conhecimento técnico nenhum, é o contrário, faça tudo, né? Então assim, a capacitação para mim ela tá mais necessária na ponta. Na liderança precisa, é mais uma capacitação das consequências. Que nem essa coisa de gerar dash com dado importante da empresa. Quem que você acha que faz mais isso? Usuário de negócio ou o líder? O líder. O líder tem acesso, né? Muitas vezes é uma questão de acesso. Então tem uma questão de educar as duas pontas. Eu, para mim, eu tenho essa opinião de que você, isso sempre foi um mantra nosso na Borti, e agora no Spravi também é, Não dá para criar uma empresa de tecnologia bem-sucedida sem você ter uma empresa de educação atrás. Senão é transacional, é plataforma. Então, o tempo todo a gente está dentro do cliente, educando o cliente e entendendo formas.
O interessante com AI é que a forma muda também. A gente está tendo que se adaptar cada dia mais rápido. Você vê, quando a gente começou o Sprave, era só Python o problema. As pessoas ainda não estavam criando os artefatos, os dashs, Era época que tava vindo um Lovable ali, uma coisinha e tal. Não tinha um poder de um Fable do cloud agora para gerar, né, esse tipo de comportamento, né. Eu acho que a gente, você começa a ver quantas empresas foram afetadas por isso, né. Vocês devem usar plataformas dentro das empresas de vocês que, se ela tiver uma conexão de MCP para extrair dado, você não deve usar mais o dashboard dessas plataformas. Os dashboards se tornaram inúteis, porque eu não vou ficar tentando customizar o dashboard do outro, vou mandar o Cláudio bater lá e fazer o meu dashboard. E aí nasce o teu artefato, nasce o artefato do outro. A pergunta é: é autorizado? Deveria? Essa pessoa deveria ter acesso a isso? E aí eu acho que esse é o ponto principal, porque a partir do momento que a empresa tem um incidente de governança, e às vezes não estou dizendo de um ataque não, vazou um dado e tal, E isso cria um problema que faz muitas vezes a iniciativa voltar anos para trás, porque aí qual que é a reação imediata?
Trava.
Trava, contenção, trava tudo. E não é isso que a gente quer que aconteça, porque agora falar que você não usa AI na tua empresa é o equivalente a não usava internet. O Bristol-Francis, você vai lá até para pedir um frango xadrez, eu vou perguntar, você quer com AI ou sem? Todo canto você fala disso. Lembra quando a gente falava tudo era internet, online, como era um diferencial? Vai ser isso também.
E pegando essa tua experiência de São Francisco, você vê diferença nas empresas? Você olha uma empresa que atua lá em São Francisco, óbvio que o ambiente é diferente, mas a liderança, o que ela demanda, esse conteúdo educacional, está muito distante do que você vê nas empresas do Brasil?
Para mim, as empresas americanas têm um apetite maior ao risco, por uma simples característica, que a maioria das empresas grandes do Brasil são subsidiárias. Então, elas têm que obedecer a controladora. Lá você é a controladora. Então, lá você tem um pouco mais de liberdade e apetite ao risco. E como lá você está muito no epicentro da coisa, é muito mais contaminado. Se você é uma empresa uma empresa de grande porte, você tá sendo bombardeado por empresas de AI todo santo dia, né? Eu tenho um slide que eu uso quando eu vou fazer alguns workshops com clientes, que eu mostro uma, tem aquela plataforma de eventos Luma, né, que começou lá, né, agora disseminou bastante, e tem lá assim um cronograma de 7 eventos de AI, né? Eu falo, tá vendo, gente, isso aí é um calendário. Vocês acham que isso é de que período? O pessoal, ah, está há um mês. Fala, não, isso é terça-feira. São só os eventos da terça que tinha lá. Então, tem 7, 8 eventos de AI simultâneos todo dia rolando lá. Então, quando você tem um ambiente que contamina muito mais nesse sentido, é aquilo, né? Você está na tua empresa, você não sabe se o teu concorrente está fazendo.
E aí, o teu concorrente às vezes nem está fazendo, postou que fez.
Você não vai pagar para ver.
É isso, entendeu? Ninguém quer esperar para ver o que está acontecendo, né? Então, cria essa sensação de hype de todo mundo estar para trás.
E pessoas sêniores estão entendendo que é um movimento grande, que não é uma onda passageira. Portanto, esse FOMO também é um FOMO de, cara, eu sei que é uma onda que não é passageira, se eu não investir tempo meu e recursos da empresa, eu realmente posso ficar para trás. E talvez a sensação lá nos Estados Unidos seja maior do que aqui. O que a gente ouve muito aqui das empresas brasileiras é que a decisão é mais rápida do que uma subsidiária. Então, empresa de dono está se movendo mais rápido aqui no Brasil. Cara, eu queria… São 16, 17 minutos, respirar primeiro todo mundo, porque foi uma enxurrada de informação. E nesse momento da pausa, eu quero marcar uma frase sua, porque eu gosto de frases contundentes. Você disse uma frase que me marcou: o Python é a nova macro e o HTML é o novo PPT. Essa frase é muito boa. E aí, eu queria já emendar numa pergunta. Vocês criaram a Bot City e mais recentemente a Sprave. Ambos produtos, ambos negócios, é na missão de ajudar as empresas a fazer gestão de códigos. Qual é a diferença de uma e da outra?
Legal. A premissa primeiro é: agora todo mundo pode construir, certo? Então você tem lá AI para construir. A questão é: se você tem alguém construindo, algum, vamos supor, automatizar um processo, Você pode estar lá automatizando um processo seu, juntar duas planilhas, é um script lá na ponta. Mas talvez você esteja automatizando um processo que vira o estoque de uma empresa de varejo, por exemplo. Isso não é um processo que deveria estar na sua máquina, só você com acesso. Isso é core para o negócio. O que é core para o negócio fica na botseat.
Então, é uma pergunta que eu fiz, ela é um pouco retórica. Eu imaginava já, eu já sabia a resposta, eu queria fazer então essa ênfase. A Bot City é para desenvolvimento centralizado de código e a Sprave para descentralizado.
Na verdade, os dois produtos são da mesma empresa, elas criam uma visão única de governança, não desenvolvimento. Desenvolvimento está na mão da IA.
Está acontecendo.
Está acontecendo de qualquer jeito, com agente ou sem agente. A questão é governar. Então, o que é governança lá na ponta? É eu saber que o que você está fazendo não viola nenhuma política da empresa e tudo está autorizado. Então, você vai lá, Pode fazer, está liberado. Quem faz isso? O Sprave. Porém, algumas coisas que você está fazendo talvez não deveriam pertencer só a você. São coisas que afetam o negócio da empresa. Por exemplo, a gente tem casos de cliente que um usuário criou um negócio que economiza 500 mil euros por ano para a empresa. E não deveria ficar rodando na máquina dele.
Economiza 500 mil euros se rolloutado para a organização.
Exatamente. E aí o rollout e falar, isso é uma automação que pertence ao negócio e é crítica para o negócio, isso tem que estar na plataforma da Bot City. Por isso que não são coisas diferentes, são dois momentos de uma jornada. Porque o certo, né, a bot city, quando a empresa contrata, ela fica dentro do CSC, né, Centro de Serviço Compartilhado, ou dentro de um COE de excelência operacional. Ou seja, é aquela área de back office que são processos consumidos para empresa inteira. É uma empresa virando estoque, a gente tem banco que vira o teu cheque especial dentro da plataforma da bot city, a gente tem um monte de operação crítica lá dentro, operação de core bancário, por exemplo. Mas aí tem as coisas que você faz no dia a dia.
Sim.
Só que é a coisa que você faz no dia a dia, ela pode afetar um sistema.
Sim.
A gente teve cliente que o SAP caiu e ninguém sabia por quê. Quando botou o Sprave, é o quê? Um monte de Python marretando SAP ao mesmo tempo, que ninguém via. Então é malicioso? Não. Só que tá todo mundo fazendo ao mesmo tempo. Deveria ser autorizado? Vamos definir regra. Sim. Mas é um processo teu lá na ponta. Então, isso o Sprave te dá, visibilidade e governança. Eu posso bloquear e é o que é interessante no Sprave. Se você, vamos supor, fez um Python lá para automatizar o sai dos Correios, certo? Na IA. E eu te bloqueei, você consegue enxergar onde o código está errado e não deveria, e eu te recomendo como arrumar. Então, não é uma proposta de bloquear. É uma proposta de te ajudar a resolver o problema.
Só uma dúvida, o teu cliente hoje, em tese, ele deveria ter as duas soluções?
Exatamente. E aí é muito interessante porque tem cliente que entra com as duas coisas ao mesmo tempo e tem clientes que entram por uma porta e continuam na outra. Então, os clientes que vieram da área de core operacional estão expandindo para o Sprave agora, mas tem clientes que não eram da nossa base, chegaram agora via Sprave, Quando eles detectam o que está sendo feito, eles falam: Olha, eu detectei lá 300 automações aqui nas mãos dos usuários. Essas 10 deveriam estar centralizadas. Coloca na Bot City. Então, na verdade, acho que esse é o trabalho que a gente mais explica. É uma única visão ainda, em que a empresa precisa ter governança. Governança é o elemento chave para você inovar. Se as regras estão claras até onde você pode ir, incentiva todos os usuários a fazer. É o oposto de bloquear, né?
E você vê como é maravilhoso assim a agilidade que você tá demonstrando. É uma necessidade de agora. A digestão de automações em Python, como você disse, sempre existiram, mas agora com vibe coding, que explodiu o número de desenvolvedores dentro de uma empresa, pessoas que não eram de tecnologia estão desenvolvendo código por causa do vibe coding, por causa do avanço dos modelos, e portanto a complexidade da gestão ficou muito maior.
Então a sua liçãozinha de casa para galera é: se alguém ainda não automatizou nada, faz o processinho da busca do correio, tenta entender. Galera, diquinha muito boa do Lohan para gente, quem ainda não fez, Tá aí um passo a passo fácil para começar a entender e fazer e aprender. Daí eu vou saltar para uma outra coisa, Lohan, porque eu quero de novo beber a mesma fonte que você tá bebendo. Que que você viu em 2026 mais impressionante com inteligência artificial?
Eu acho que teve um primeiro uma coisa, tá? Eu acho que principalmente lá em São Francisco, eu vi que no começo foi subestimado um pouco o impacto da IA e depois no mundo mundo, porque a gente tinha vindo de dois movimentos: metaverso e NFT, certo? A Meta mudou o nome da empresa, né? Então assim, todo mundo viu duas mudanças que criaram um hype gigantesco e elas desapareceram, né? Quando veio, e ficou um negócio meio esquisito, né? Mas para mim, o lançamento, né, dos modelos, né, quando, né, engraçado, né, o ChatGPT, né, que foi lá o primeiro, essa tecnologia existia há décadas, né. Basicamente foi transformada numa interface para falar com o negócio, nasceu lá no DeepMind do Google, né, já existia tecnologia. Para mim é o equivalente em termos de tecnologia ao lançamento do iPhone, que foi o que liberou os apps, né. Então mal, mal a gente sabia, né, que um dia a gente já tá pedindo comida e carro porque aquilo foi lançado. Para mim é o mesmo nível de infraestrutura. Então, depois que o mundo percebeu isso e tal, o que mais me impressionou particularmente foi a evolução dos modelos da Anthropic.
Para mim, o salto ali das novas versões do Opus e do Fable, acho que assim, um nível espetacular de entrega assim, e na velocidade de desenvolvimento, engenharia. Porque isso foi interessante, a gente achou que ia afetar os usuários finais primeiro, em termos de produtividade. Não, mudou o jogo em engenharia, em desenvolvimento de software. O que o meu time levava 3 meses entrega em 5 dias hoje. É um negócio impressionante. E aí o que eu acho que também trouxe um impacto é: a IA performa melhor com quem é mais sênior hoje, porque você sabe criticar, que é aquilo, a brincadeira dos cogumelos. Posso comer esse cogumelo? Pode. Aí você fala: Desculpa, estava errado. Você estava certo, não deveria comer. Então, para quem— para mim, o que me impressionou foi a evolução dos modelos, principalmente ligado ao desenvolvimento de software.
Duas perguntas. Você fala que os modelos Opus e Fable te impressionaram.
Por quê?
O que aconteceu? O que eles fizeram que te impressionou?
Eu acho que Primeiro foi, primeiro, a questão de você conseguir consolidar um volume gigantesco de informações em pouco tempo e a forma de entregar informação. Vocês lembram, pô, é pouco tempo, 2 anos atrás, você falar com o GPT parecia aquele da minha época lá, era o gerador de lerolero, sabe? O negócio muito ruim, você falava, cara, isso aqui não vai lugar nenhum, né? Você pegava as primeiras versões e E agora que você consegue criar agents, né? Hoje, por exemplo, como que eu gerencio o meu dia a dia, né? Eu toco, a empresa tem uma porrada de fuso horário e tal. Eu tenho um agent que puxa todo o meu Slack, todos os transcripts do meu call do Granola, minha agenda, meu email. Ele roda todo dia à noite, vai numa base de dados, reprioriza, compila e solta minha agenda do dia seguinte priorizada com quais são os meus projetos, minhas metas no final do ano. Não é automação que evoluiu, é a capacidade de interpretação do que tá em contexto. Para mim, essa janela de contexto e a forma como você consegue mudar o estado da IA hoje e trazer um contexto, memória— lembra memória também?
Memória foi outra coisa que mudou muito. Você falava 3 chats, acabou, memória de amnésia no negócio lá, né? Agora você segue uma janela enorme. Errava meu nome no começo. É a parte de projetos, né, de você conseguir também dar muito contexto prévio agora, né. Então, pô, eu tenho lá a minha área, né, eu sou heavy user, né, eu tenho duas licenças de cloud só para mim, é porque eu fico esgotando uma, as duas licenças de R$500. Uau, eu uso as duas aqui, estouro direto, inclusive.
Aqui eu encontrei um very fucking heavy user, cara. Não, eu uso muito, Duas licenças de 500, porque a de 500 é muito difícil, porque se você ficar meia horinha tomando um café, já renova.
E semana passada eu tive que comprar token a mais ainda.
A mais.
Vem cá, você começa a perceber a capacidade de paralelização e de trabalhar coisas, desde que você entenda que você não pode terceirizar o seu pensamento, que essa é uma camada importante de aprendizado das empresas. É uma coisa que a gente dá bronca até no nosso time lá. Não terceiriza o pensamento.
O crítico ainda é seu.
Então, por exemplo, você tem, e aí que a gente fala, mas eu tô enroscado no problema. Não, mas beleza, coloca aí no estado, ah, tô enroscado no problema financeiro, aja como, né, a janela de ouro, né, do prompt, aja como um CFO, contexto, estou enroscado nisso, nisso, e me entreviste, faça perguntas que me ajude a pensar num plano. Isso é uma forma mais inteligente de trabalhar, não dar lá para IA copiar o que o IA falou e jogar como se fosse a solução.
Porque, e a pergunta que eu falei que eu tinha duas, né? Anthropic, os modelos da Anthropic te chamaram muita atenção em 2026, e isso é um dos pontos que mais mudou na sua visão em AI, tá? E agora, você acha que o GPT já fez um catch-up? Com o Codex, você acredita que as plataformas estão se equiparando ou não? Na sua visão, a Anthropic ainda está na frente?
Eu, apesar de parecer uma competição direta, que é saudável para as duas empresas, porque se você tem duas empresas tentando fazer IPO, você precisa de um competidor falando coisa o tempo todo para você manter narrativa, eu não vejo os modelos necessariamente indo para um caminho de competição, mas sim para um caminho de Então você vai ter que saber o que pedir para cada um deles. Então, por exemplo, você vê que claramente, se você perguntar para qualquer pessoa fora da nossa bolha, porque isso é um ponto, né, a gente já está todo mundo usando AI, né, até sair da nossa bolha. Quem usa que já não é da bolha é GPT. O GPT, ele tá sendo otimizado para o usuário final ali, até em tom. Você percebe que tem UX, né, na forma como a Mais simples, mais clean. Exatamente, né? É mais caloroso, né? Te brinco que o Cláudio é um revoltado. Tem hora lá que você tem que brigar com ele lá, porque ele fala, não, né? Quem que manda aqui, né? Ele fala, por enquanto é você, né? E aí você tem, por exemplo, o Copilot, que é dominante enterprise, porque como toda vantagem da Microsoft, né?
Já tá dentro.
E aí é nichado para o ecossistema Microsoft. Então no ecossistema Microsoft para integrar com as coisas deles ali, cara, é o lixo deles. Na linha de usuário final, para mim, quem tá competindo com o GPT não é o Claude, é o Google, é o Gemini tentando entrar em todo device Android, se tornando ali uma linha de assistente pessoal. E o Claude, ele tá indo para uma linha do desenvolvimento mesmo, né, mais de engenharia e startups, empresas de tecnologia. Tanto é que é interessante quando a gente tá por exemplo, né, por ser cliente Estados Unidos, empresas, não tem cloud para todo lado. Cloud não homologado. Quem que é homologado? Copilot. Ah, aqui tem umas 30, 40 licenças de cloud que a gente conseguiu colocar, né? Mas ainda não é disseminado corporativo. Então, para mim, você vê que você começa a ter os encaixes. Claro que aí você tem competição de modelos, você tem o Codex versus o Opus, por exemplo. Sim. E aí essa competição, para mim, está chegando num platô de capacidade computacional. E aí começa a definir qual o modelo mais eficiente. E aí entra a dimensão do que você falou de custo, porque aí começa a pesar.
Hoje eu sei, conversando com outros founders lá em São Francisco, hoje em média é investido $3.000 a $4.000 por dev por mês em tokens. Esse é o número baseline. E aí essas duas empresas estão disputando esse bolso. Mas já também virou uma coisa meio de fanbase, né? Porque é muito difícil, né, cara? Você cria todo o contexto dentro de um modelo, depois você vai para outro, né? Querendo ou não, é um lock-in, né? É um lock-in.
E depois você faz todo o setup de todos os seus arquivos MD, das suas skills. Até dá, né, para você levar de um lado para o outro, mas é mais complicado. Eu senti na pele hoje trabalhando o quanto o Cloud Code tá melhor em geração de código do que o Lovable. A qualidade, a velocidade, né, o índice de bugs versus código criado, assim, é impressionante, cara. Você que tá na fúria da AI, criou empresa por uma necessidade, criou um produto por uma necessidade nova das empresas, que é essa gestão descentralizada da adoção de AI, dos códigos, da geração de códigos, tá em São Francisco bebendo da fonte. Qual é a dica final que você deixaria para os nossos ouvintes que ajudariam eles nessa transição, nesse momento que nós estamos vivendo de Fomo, ansiedade e transformação?
Essa é a pergunta boa. Eu acredito que a primeira coisa é olhar para princípios básicos. Não adianta você abrir LinkedIn, Twitter e tentar acompanhar tudo que tá acontecendo. Não vai, cara, você não consegue, né? Porque era quando tava todo mundo olhando que só tinha 4 modelos, aí nasceu o Instinct. Roda via WhatsApp, que não sei se vocês já testaram, uma experiência completamente diferente. Parece que você está mandando um negócio no WhatsApp e tem 100 pessoas usando o Claude do outro lado digitando para você, que parece muito estranho. Aí depois veio o Jev, veio o Muse, então vai nascer. E isso é uma nova geração que está vindo, são as IAs extremamente focadas para consumidor, que é o novo competidor que entrou, que a Meta entrou no jogo agora também para fazer isso. Então, o que eu faria é: Primeiro, para pessoa que está olhando para isso é: o que você quer fazer? A primeira coisa, para que você quer usar IA? Você quer usar, para que você quer aprender IA? Você quer aprender para implementar numa empresa? Você quer aprender para criar um negócio? Você quer aprender para quê? E aí, quando você define para onde você quer ir, use a própria IA para estudar.
E aí, eu particularmente, eu gosto para estudar muito do notebook LM. Que você consolida. Você pega o vídeo que você tá assistindo aqui hoje, você joga lá. Você pega relatório que saiu da McKinsey, você joga lá. E aí você começa a fazer perguntas, e o próprio— não sei se já usaram ele para isso, mas ele gera vídeo para você, ele gera até podcast para você escutar sobre um tema. Então acho que as pessoas— para mim a dica é não tentar pegar sempre a última tecnologia. Até porque, gente, nasce muita tecnologia e morre, né? Até aquela hoje, aquela Character AI, que nasceu para fornecer para Disney e tal, acabou de entrar em Chapter 11 nos Estados Unidos, abriu falência e tal. E vai acontecer muito disso, é muito dinheiro pulverizado, nasce muita gente, muito hype e some. Então, se você tentar acompanhar tudo, na verdade você está gastando os seus tokens à toa.
Não sei lá, os seus tokens humanos.
Então, acho que é muito bom.
Esses são limitados de verdade, hein?
Exatamente.
Esse não dá para comprar token extra não.
Não tem licença.
Por isso que eu acho que first principles, né? Para para pensar no que você quer e converse com pessoas que estão usando. E sempre que você ouvir alguém falando muito bem do modelo e tal, vai ver qual a relação dessa pessoa com esse modelo, se realmente ela tá comparando outras coisas, sabe?
Eu acho que é muito mais respirar e se organizar do que tentar acompanhar tudo, porque respirar, se organizar E se você me permitir, eu vou complementar a sua resposta e ouvir o AI First Cast.
Exatamente, porque aqui eu estava assistindo os episódios, tem uma escola inteira aqui para você, não precisaria nem pesquisar, porque está vindo tudo aqui em ordem mastigado para você.
E por que, agora um pouquinho de jabá nosso, por que o AI First Cast nasceu? Nós nascemos para trazer pessoas como ele para mesa, e aprender com ele. Eu não estou aqui só para ganhar networking, só para outras coisas. O meu principal motivador é te ouvir para eu aprender e aplicar no meu negócio amanhã. Por isso que as minhas noites mais mal dormidas são as noites pós-entrevistas do AI First Cast.
Barulho ecoando na cabeça, sai daqui.
É, é, avança. E eu fui olhar, né, como é que é o podcast. Quando eu vi, eu tava assistindo 2, 3 episódios lá também. Então é muito legal o trabalho que vocês estão fazendo, porque é novo, e eu acho que é um guia muito bom para pessoa partir. Porque um ponto para fechar da minha parte disso é uma coisa que mudou: conhecimento não é barreira se você tem o acesso, né? Partindo do princípio que você tem o acesso. Conhecimento não é barreira. Quando conhecimento não é barreira e está normalizado, você pergunta qualquer coisa para a IA. Mas e experiência? Sim. Experiência, cara, não tem IA que vai resolver. E aí, o trabalho que vocês estão fazendo é fantástico por isso, porque as pessoas estão contando o que elas estão vivendo. No momento do hype, importa muito mais o que as pessoas estão vivendo na prática do que o que você está vendo lá no LinkedIn.
Exato.
Tanto é que a frase que a gente falava, que eu mais falo na bot é: você está ansioso com o hype? Vai conversar com os clientes, é lá que tá a resposta. Não adianta, porque às vezes você escuta o hype assim, não, cara, queiada a empresa toda, já tá tudo automatizado. Aí você vai falar com os clientes, pera aí, vamos entender como que são os desafios do dia a dia.
Perfeito.
Então acho que esse trabalho estão fazendo é fantástico, é trazer experiência dos outros, né? Eu aprendi para caramba com os episódios que eu assisti.
Então muito bom isso aí, aprender com os outros, Com pouca teoria e muita prática. Pessoal, agradecimento a todos vocês que nos ouviram até agora. Lembrando que nós somos patrocinados pelo SoftBank, o banco que mais investe em inteligência artificial na América Latina.
Inclusive investiu em nós também.
É isso aí, comprovando nossa tese. Lohan, obrigado. Valeu demais. Sucesso nas próximas empreitadas com Sprave, Bot City. E a gente fica de olho aí, né, Fred?
Eu que agradeço vocês pelo convite, pelo papo excelente, e até uma próxima. Valeu!
APRESENTADORES
Quem apresenta o AI First Cast

Fred Pericini
Co-fundador da Agência F2F, Engenheiro de Produção pela UFSCAR, empreendedor com mais de 10 anos de experiência em Marketing Digital, foi consultor na McKinsey, diretor comercial do Groupon Brasil e Groupon China.

Filipe Xavier
Especialista em marketing digital, branding e estratégia de conteúdo. Experiência c-level, visão ampla de comunicação e tecnologia e entusiasta early-adopter de inteligência artificial.