EP 15

Liderança na adoção de IA

Um olhar consolidado sobre como os líderes têm encarado a implantação da inteligência artificial nas organizações, os desafios de adoção, os ganhos reais.

25 ago 2025

Transcrição do episódio

[00:00:10.03] – Fred Pericini

Olá, bem-vindos a mais uma gravação de AI Firstcast, o primeiro podcast destinado à discussão sobre adoção de inteligência artificial. Eu sou Fred Pericini, sou sócio fundador da agência F2F e gaspers.ai. E tô mais uma vez aqui hoje exclusivamente com o Fih Filipe Xavier.

[00:00:36.14] – Filipe Xavier

Isso aí, seu co-host, né? Orgulhosamente estamos aqui brincando de revelar como inteligência artificial pode ajudar as pessoas e empresas. E nessa nossa segunda temporada temos agora a nossa caneca nova, né, com o nosso patrocinador que é SoftBank. Então a gente tá se propondo algumas coisas diferentes nessa segunda temporada, Fred. E acho que hoje esse nosso episódio vai tatear um pouco o que mudou para a gente, né, fazer o AI First Cast, passar pelas entrevistas que a gente passou e olhar um pouquinho para frente. Dá para a gente falar sobre isso? O que você acha?

[00:01:16.06] – Fred Pericini

Super dá, vai ser um episódio bacana. Então hoje é um episódio comemorativo de segunda temporada, patrocínio do SoftBank, e para a gente conversar sobre as nossas evoluções com AI a partir dos aprendizados que a gente teve com o podcast.

[00:01:39.05] – Filipe Xavier

Boa!

[00:01:40.02] – Fred Pericini

Hoje, pessoal, a gente bolou tentar responder uma grande pergunta que é Como eu me preparo? O que eu preciso fazer para estar preparado para nova era da inteligência artificial? É, primeiro, é ponto passivo entre nós aqui de que a gente entrou numa nova era. A gente entende que a inteligência artificial é uma inovação enorme, é uma mudança de placa tectônica que mexe com todos os segmentos e que o mundo vai ser antes e depois de AI, a nova revolução industrial. Acho que todo mundo, até vocês que estão nos ouvindo, devem concordar com isso. O ponto a partir de agora é como a gente se prepara para essa nova era, e esse é o tema da nossa conversa. Bora lá! Então eu vou começar com uma pergunta para você só, tá bom? Aí, Fih, a gente entrevistou muitos líderes, pessoas admiráveis. O que que um líder que tá tocando bem o assunto está fazendo? Como esse líder está se preparando? Qual é o checklist na cabeça desse, dessas pessoas de liderança que estão indo bem em adoção de tecnologia, em específico a inteligência artificial?

[00:03:16.13] – Filipe Xavier

Bom, eu te diria que as nossas conversas, elas confirmaram algumas crenças que eu já tinha e trouxeram outras percepções, né? Então, primeiro ponto, essa inquietude da capacidade da inteligência artificial, ela está instalada nas empresas. Isso é uma percepção muito boa. As empresas querem incorporar inteligência artificial porque já está claro que existem benefícios. Então esse é um primeiro finding assim que eu acho bem fácil da gente ter percebido. Aí um segundo ponto, o líder. O líder, ele precisa estar pronto para trazer inteligência artificial em duas frentes, nele e no time dele. Então isso, o que eu acho que a gente percebeu bem forte é que quem já está num nível de maturidade dentro das suas organizações, consegue entender o que move o seu negócio, né, do ponto de vista de inteligência artificial. Então seja ganho de produtividade, ganho de eficiência, mas ele consegue fazer isso de uma forma processual, né. Ele não está no achismo de onde a inteligência artificial pode ser utilizada. Ele já entendeu que ele tem ali seus dados, que esses dados vão gerar para ele uma leitura mais profunda, qualquer que seja ela, e que é isso que vai trazer uma diferença no dia a dia dele, né?

[00:04:43.21] – Filipe Xavier

Então eu acho que talvez o nosso maior dever aqui enquanto AI First Cast é mostrar para líderes que eles precisam de algumas coisas, um checklist que você falou, né? Então a inquietude de ir atrás de conhecimento sobre inteligência artificial, o que que dá para fazer com inteligência artificial, ponto. Você precisa ser melhor no seu nível de profundidade de conhecimento. Então essa é uma coisa. Segunda, a sua própria adoção. Você precisa usar inteligência artificial para poder cobrar inteligência artificial, né? Eu acho que se você não está demandando do seu time, dos seus fornecedores, dos seus parceiros, um olhar para isso, tem algo que está distante da realidade de crescimento do seu negócio. A gente ouviu aqui, muito provavelmente na nossa primeira conversa com o SoftBank, que se não tiver inteligência artificial nas empresas que eles vão olhar, eles nem começam a discutir sobre. Ou seja, É o que você falou, né? É uma revolução. Tá claro que o potencial de inteligência artificial é inegável. Então assuma isso enquanto líder e busque esse desenvolvimento para você. E aí um terceiro ponto que eu adicionaria na percepção das nossas conversas aqui é que também vai caber a este líder promover a inteligência artificial.

[00:06:18.27] – Filipe Xavier

E isso passa por apoio ao seu time, né, seja investimento em conhecimento ou empoderar que o uso e adoção da inteligência artificial aconteça, ou minimamente você vestir aquela bandeira e falar, olha, a minha área vai ser melhor daqui para frente porque a gente vai incorporar inteligência artificial, e você elevar a barra, né. Acho que isso é uma coisa importante. Então, passando por esses três, essas três frentes, eu acho que os líderes conseguem ir evoluindo cada vez mais. Você concorda?

[00:06:55.22] – Fred Pericini

O líder que está pronto não é que ele já está gozando de todos os benefícios de AI e já está com AI adotada. Ele está meio num sentimento que você captura de incerteza. Né? E 100% desses que a gente conversou, que são os que eu consideraria melhores para AI, são líderes que, um, investem dinheiro, tempo, recursos em AI. Segundo, é seleção de pessoas para sua equipe, treinamento e avaliação com o olhar, com o critério de inteligência artificial. Você move uma organização com pessoas, e as pessoas, a gente tem que começar a olhar para as pessoas que são mais adaptáveis e estão mais prontas para essa nova era, e ver essas que têm potencial, treinar e estimular, tá? Acho que esse olhar para o humano também é importante. E para o fornecedor, você até tocou nas suas respostas, mas quero dar um pouco mais de ênfase nisso. Uma maneira que eu vejo alguns líderes espertos buscando uma evolução mais rápida na adoção é via fornecedores, seja consultoria, seja agências, Fornecedores que estejam nessa caminhada com outros clientes e que você vai conseguir ter um ganho rápido por trazer aquele conhecimento para perto de você.

[00:08:47.12] – Filipe Xavier

Demandando deles, né? Olha, me traga soluções que aqui vão fazer a gente acelerar isso.

[00:08:53.26] – Fred Pericini

É isso. E até um ponto interessante, Fih, a agência F2F é um negócio que eu estou ali no dia a dia tocando. Nós estamos em agosto de 2025 e não teve nenhuma concorrência que eu participei que a pergunta de como a agência F2X está usando e adotando AI não foi considerado como critério. Não me senti nenhuma vez com essa pergunta na mesa. Acho uma falha. Acho que os clientes têm que começar a olhar para o para os seus fornecedores e colocar isso também como critério de seleção.

[00:09:40.17] – Filipe Xavier

Acho que volta um pouco para o ponto da inquietude. Se você entender enquanto líder, enquanto pessoa, que isso de fato é diferente, move e vai revolucionar a forma como a gente faz qualquer coisa, você passa a cobrar de uma maneira sistêmica, vou dizer. Eu faço isso. Nada do que eu quero hoje pode ser melhor, quer dizer, nada do que eu faço pode ser pior do que era antes de eu usar AI. Essa é a minha nova régua. Eu vou ser inconformado se alguma coisa aparecer e eu falar, não, isso era melhor antes, porque a gente não tinha todos os recursos que a gente tem agora de uma maneira muito rápida de utilizar. Acho que esse despertar da velocidade com que você ganha, independente do uso, na minha realidade hoje é um, mas na das outras pessoas vai ser diferente e o ganho está lá também instalado. Então, acho que essa maturidade dos líderes para entender o que pedir também para os seus parceiros vai fazer a gente ter uma grande aceleração de mercado. E aí você traz o proof point disso que a gente está falando. Você participou de concorrências na sua agência e ainda não viu isso, mas muito provavelmente você deve fazer o contrário, você deve apresentar já como um resultado da tua agência, que olha, veja o que a gente pode fazer pelo teu negócio.

[00:11:08.06] – Filipe Xavier

E isso claramente deve saltar aos olhos. E você tocou num ponto que ele é interessantíssimo, né? De começar a olhar para as pessoas e querer desenvolvê-las, eventualmente até entender onde elas estão nessa conversa. E vão ser duas coisas muito distintas, eu acho, Fred. O líder, o papel do líder enquanto levar AI, e quem tá do outro lado, o liderado, né, fazendo a coisa acontecer com o uso de AI. E é muito legal isso que você menciona, porque muito provavelmente essas opiniões elas são distintas, talvez, né. A gente ainda não tem como entender isso, mas é muito provável que a adoção do liderado seja diferente, até a percepção dele do líder. E isso é uma baita oportunidade a ser trabalhada, inclusive por nós aqui produzindo conteúdo e levando conhecimento.

[00:12:14.13] – Fred Pericini

Sim.

[00:12:14.23] – Filipe Xavier

Faz sentido?

[00:12:15.22] – Fred Pericini

Faz muito sentido. A gente começa aqui a conversa sobre o líder Porque é por aí que as grandes mudanças passam, né? Se não existe o buy-in da liderança, nada acontece. Então essa é a reflexão que fica: você líder está pronto para liderar na nova era da AI? O que é estar pronto? Essa é uma excelente pergunta, né? Que eu vi, os líderes que eu considerei mais prontos são os líderes que estão com mais dúvidas. Mas por que eles estão com tanta dúvida? Porque eles estão pondo a mão na massa, investindo em projetos de maneira estruturada, buscando a adoção. Não é o copilot ali disponível. Não é disso que nós estamos falando, é de dados organizados, AI treinada para missões específicas, AI embutida nos processos, testes para tentar usar AI de maneira escalável. Essa adoção estruturada é que se espera da liderança, né? Quando você diz que você planeja a tarefa do seu filho com AI ou que você planeja a sua viagem, bacana, mas não é exatamente sobre isso que uma organização vive, né? E aí a pergunta para mim é que eu gostaria de ouvir sua opinião: você acha que o líder Tá pronto?

[00:14:08.28] – Fred Pericini

O que que você sente das conversas que você fez aqui no AI First Cast, do seu dia a dia no trabalho? Você sente a liderança no Brasil pronta para essa nova era?

[00:14:24.17] – Filipe Xavier

Eu iria com um não com tranquilidade, e não é um não ruim. Eu acho, eu acho que é um não bom, do tipo, a oportunidade ainda está aqui, né? A gente escutou várias vezes nas nossas conversas, AI não vai substituir o trabalho, você não vai perder emprego para AI, até você vai perder emprego para quem tiver usando bem AI. Mas ainda que a gente ouça isso talvez de uma grande parcela de pessoas, eu não vejo essas pessoas também buscando o seu próprio desenvolvimento em inteligência artificial. Eu canso de ver na minha timeline curso para líder em AI, aparece muito para mim. Talvez porque eu falo bastante de AI, o algoritmo me escuta e beleza, né? Ele tá me mostrando, a oferta existe, né? Mas eu não sinto de verdade, e tenho falado cada vez mais sobre esse tema com pares, com pessoas de outras posições, né, ainda o uso pessoal ele está se sobrepondo a possibilidades de incorporar isso em rotinas de trabalho da maneira estruturada, processual, medindo querendo planejar de formas diferentes. Então eu te diria, eu fico com o não hoje, tá? Enquanto a gente conversa aqui, eu acho que a liderança não tá preparada.

[00:16:01.28] – Filipe Xavier

Se você falasse para mim assim, Fih, você se sente extremamente preparado para ser um líder drivando inteligência artificial na sua organização? Eu ia te responder o mesmo não, porque o meu nível de conhecimento de profundidade Não é o que eu quero. Então ele me motiva a ir atrás de mais. E é esse mesmo bichinho que eu quero que morda as pessoas que estão nos escutando. Vai atrás, tá aí, vai acontecer muita coisa daqui para frente, né? E eu quero que seja o líder hoje ou líder do futuro, ele consiga aproveitar ao máximo isso que da gente tá assistindo acontecer. Então fico bem confortável com essa minha resposta para você, porque ela não é uma resposta desqualificando a liderança, longe disso. É uma resposta que eu quero que incomode a liderança para ser melhor, simples assim.

[00:17:03.26] – Fred Pericini

E você que está nos assistindo, tome nota de um checklist que sai da nossa experiência, conversando com vários líderes, quem a gente sentiu que tá extraindo mais valor, o que que a gente já percebeu que esses caras dão check, né? Vamos lá, eu vou, vamos brincar num jogral aqui, eu jogo um, você manda outro, tá? O número 1: existe investimento envolvido. Aquele líder encabeça o investimento, negocia, briga por ele, tem um investimento para desenvolver tentativas POCs com AI.

[00:17:47.25] – Filipe Xavier

Boa, gosto. 2, ele usa e testa. Não tem como você fazer isso se você não tá ali, você precisa usar.

[00:17:59.22] – Fred Pericini

A viagem tá tudo bem, tá, gente?

[00:18:01.24] – Filipe Xavier

Continua fazendo.

[00:18:03.08] – Fred Pericini

É um dos checks.

[00:18:05.22] – Filipe Xavier

Isso aí, mais um.

[00:18:06.29] – Fred Pericini

Check 2. Uso pessoal intenso.

[00:18:10.07] – Filipe Xavier

Inclusive da versão não gratuita. Acho que a gente falou bastante disso, então reforço positivo aqui.

[00:18:19.12] – Fred Pericini

Sim, sim. Acho que um check 3, cara, ele está preocupadíssimo com a organização de dados.

[00:18:31.04] – Filipe Xavier

Se a base não for boa, o resultado não vai ser bom.

[00:18:34.05] – Fred Pericini

90% para cima das empresas dizem ter os dados. Eu sou data-driven, eu tenho os dados aqui. Mas mesmo que isso seja verdade e que você tenha uma organização boa de dados, existe uma camada de tratamento desses dados para ficar AI-friendly, para que seja mais fácil da AI entender. Existe um conceito que para mim é um dos conceitos mais, por enquanto, tá, na minha humilde opinião, errados sobre AI. Aí, ela não é plugar numa base de dados e sair conversando sobre os seus dados, não vai funcionar, né? Não é assim. E passa por um tratar os dados, passa por rodar algoritmos para depois jogar na AI. E aí, com a coisa mais mastigada, ela faz um last mile muito bem feito. E todo mundo sabe que já pôs um pouco a mão na massa de que sem contexto, sem dados, não tem resposta que não seja um pouco genérica, né? Então assim, não tem como AI agregar valor. E o que eu vejo nos líderes que estão mais avançados, eles já notaram que precisam fazer algumas evoluções no processo de captura, organização e tratamento de dados.

[00:20:10.05] – Filipe Xavier

Boa! Então temos um terceiro check. Quarto check, eu vou chamar ele de conexão e parcerias inteligentes. Eu vou explicar, você vê se faz sentido para você também. Não tem como você caminhar com grandes projetos ou grandes ideias ou grandes ações com AI se você não conseguir colocar isso para os seus pares. Então você tem que ser habilidoso também enquanto líder para mostrar o valor, explicar o que é, e a riqueza dos dados vai fazer diferença aqui, né? E aí entra em conexão barra parcerias inteligentes. Que é demandar de parceiros que tragam também inteligência artificial no que vocês vão fazer juntos. Então acho que a gente viu alguns bons exemplos nesse sentido, né, trazendo resultados expressivos para as empresas que estão fazendo uso que a gente entendeu como os mais legais.

[00:21:10.05] – Fred Pericini

Boa!

[00:21:10.17] – Filipe Xavier

Eu tenho mais um, manda ver.

[00:21:13.16] – Fred Pericini

Os líderes que estão mais avançados eles já testaram pequeno. E eles são muito pé no chão de quais são os casos de uso. Sabem priorizar, escolher o caso de uso para testar.

[00:21:35.00] – Filipe Xavier

Então, talvez o check seria: se você ainda não fez, começa pequeno.

[00:21:41.29] – Fred Pericini

Escolha casos de uso real da sua empresa, que você vê o potencial de automação ou de upgrade, de elevar o nível da entrega com AI. E aí testar pequeno, fazer uma POC, ver se funciona, para depois você pensar em conectar banco de dados, escalar em processos e tal. E os líderes mais maduros já fizeram alguns testes pequenos e já estão, bom, beleza, para esses casos aqui funcionou, para esse outro não. Eu acho que tem esse check aí na lista.

[00:22:18.19] – Filipe Xavier

Boa. Você falou de investimento como o nosso primeiro da lista e eu acho que precisa entrar aqui também treinamento. Uma preocupação do líder em que a sua equipe esteja apta minimamente balizar. Então acho que treinamento—

[00:22:34.01] – Fred Pericini

Eu concordo com esse ponto, eu só traria ele para um—

[00:22:37.17] – Filipe Xavier

Amplo.

[00:22:37.28] – Fred Pericini

Mais amplo.

[00:22:38.12] – Filipe Xavier

Não é só do líder, é da organização também.

[00:22:40.13] – Fred Pericini

O líder mais maduro em AI está preocupado que a sua equipe esteja madura em AI. E aí ele tá olhando para mais âmbitos do que só o treinamento. Ele tá olhando para o recrutamento e seleção, a que a gente falou no começo, tá olhando para treinar, tá olhando para avaliar, né, e tá estimulando em modelos de incentivos, tá quebrando a cabeça em modelos de incentivo para também incentivar no num bônus, num variável, a adoção de AI dentro do time dele.

[00:23:17.14] – Filipe Xavier

Acho que a gente tem uma lista boa aqui.

[00:23:20.26] – Fred Pericini

Essa lista toda, para vocês, pessoal, é, chequem tudo. Como que vocês, fazendo uma autorreflexão, sentem que estão?

[00:23:34.13] – Filipe Xavier

Melhor. Você me perguntou se eu achava que a liderança tava preparada em relação à AI. Eu te devolvo agora essa pergunta evoluída: onde você acha que a gente está balizado enquanto organizações, pessoas, na conversa sobre AI? Tem como ter um sentimento, um feeling disso, um termômetro?

[00:23:57.29] – Fred Pericini

Cara, é muita generalização, né? A gente precisa fazer uma pesquisazinha, que eu acho que super cabe uma pesquisa quante no assunto. Então, mas eu vou responder sobre mim. Pode ser?

[00:24:12.22] – Filipe Xavier

Eu te desafio, tá?

[00:24:15.02] – Fred Pericini

Eu vou tentar passar mentalmente esse checklist comigo assim. Investimento em AI, tô há 2 anos fazendo investimento. Gaspers.ai, uma ferramenta voltada para AI Analytics no marketing. E digo com propriedade, se você não investir o seu aprendizado é muito menor, porque tem muito aprendizado que nós estamos obtendo do tentar construir em cima da AI algo que seja útil.

[00:24:45.04] – Filipe Xavier

Que é quase o começar pequeno ali, você está fazendo pequenos testes constantes.

[00:24:50.04] – Fred Pericini

Mas construindo um produto, um algo escalável, algo para outros utilizarem. Então, dessa maneira, eu estou enfrentando desafios de usabilidade, de Qual o valor que eu quero gerar com AI, verticalizar a AI num tema que é marketing e analytics. E aí eu vou dar alguns pequenos exemplos de aprendizado. Por exemplo, pô, como você empurra uma tabela para treinar o modelo, né? Você vai ler a documentação da API da OpenAI ainda tá muito no começo, né? Então a gente teve que aprender a maneira de você pinçar o dado e pôr para AI. A gente teve que aprender testando. Manda a tabela inteira, puta, não rolou. Manda a tabela só com os campos calculados, ainda não rolou. Cara, roda um algoritmo, faz uma análise estatística, pega o resultado, joga nela. Então, a gente foi fazendo testes e geraram aprendizados. Então, recapitulando aqui, eu estou no ponto 1 ainda, tentar ser mais rápido. Investimento, check. Estamos fazendo lá na F2F, estou nessa. Número 2, uso pessoal. Cara, eu estou de cabeça nisso. Eu não sei, estava até brincando com o Felipe que eu não sei qual é a atividade que eu faço sem AI hoje em dia. Tenho revisão de contratos, gestão de relacionamento com cliente, preparação prévia de reunião, avaliação e criação de textos.

[00:26:37.13] – Fred Pericini

Isso tudo uso muito.

[00:26:39.23] – Filipe Xavier

Eu brinquei com você, eu falei que eu tô querendo limitar o tempo que eu uso o ChatGPT no meu celular, porque não sei qual é, o quanto eu devo ficar ali.

[00:26:48.15] – Fred Pericini

E a gente corre um risco, hein, gente? É tão gostoso, tão prazeroso usar inteligência artificial que tem um risco número 1, que é dependência, né? Teve um tempo agora que trocou para o GPT-5. Eu não sei exatamente o que rolou com o meu modelo, ele começou a me dar umas respostas ruins, cara. Eu fui tomar um café pensando, a humanidade não pode retroagir nisso. Se retroagir nisso, vai me enlouquecer. É daqui para frente, gente. Eu já estou mais, eu quero mais, eu quero mais. Eu já estou acostumado, né?

[00:27:23.02] – Filipe Xavier

Sim, sim.

[00:27:23.26] – Fred Pericini

Então tem a dependência, tem um outro que a gente começar a ter preguiça de interagir com seres humanos e ficar só querendo a máquina, porque a máquina é super potente, né? Mas sim, o uso pessoal tá em dia. Eu fico sempre me cobrando de que não tá suficiente, sabe?

[00:27:45.26] – Filipe Xavier

Por exemplo, é bom, é curiosidade, a inquietude, a busca.

[00:27:48.29] – Fred Pericini

Tava te contando que eu tava testando aquele Manus.ai que entrega apresentação pronta, cara, mas já não é tão trivial a usabilidade dele, tão intuitivo quanto o ChatGPT. E aí você vê, tem N outras ferramentas vindo a mercado e eu ainda não tive tempo de olhar para todas. Acho que também ok, sabe? Porque estamos numa enxurrada de informação.

[00:28:21.28] – Filipe Xavier

E eu não vou deixar você correr nossa lista inteira, tá? Eu quero que você fale sobre o ponto de como tá na agência investimento, treinamento, a percepção de recrutamento. Acho que isso é bem legal você dar o exemplo real de vocês. Eu vou para o nosso desafio.

[00:28:36.11] – Fred Pericini

Beleza, cara. Recrutamento é um item É um critério. A gente é AI first e aí a gente põe isso como critério de seleção. A pessoa precisa, para entrar na agência F2F, ser profundo conhecedor? Não, mas tem que já ter alguma noção, tem que ter alguma noção, tem que me explicar um pouco sobre prompt engineering, já meio que ter uma noção de como que a atividade dela tem interface com AI e qual é o potencial da AI para o dia a dia dela, seja designer, mídia, planejamento, redator, né? E assim, a pessoa não pode ter uma barreira. Isso já é meio no-go, sabe? Ah, eu não vejo potencial. No fundo tá só reembaralhando as palavras e trazendo do genérico. Esse tipo de visão já para mim, para minha organização, não funciona mais.

[00:29:44.11] – Filipe Xavier

Legal.

[00:29:45.02] – Fred Pericini

Porque a gente já passou esse momento, eu sinto, dessa, da negação, sabe? Isso nunca aconteceu na F2F. A gente investe em gás para esse ponto aí faz 2 anos, mas eu entendo que até para organizações mais conservadoras acho que já passou esse momento, né?

[00:30:03.21] – Filipe Xavier

Boa!

[00:30:05.02] – Fred Pericini

Desafio, bora!

[00:30:06.29] – Filipe Xavier

Acho que essa nossa conversa aqui ela foi bem bacana e ela me deixa dúvidas, e acho que você tá com algumas dúvidas na cabeça também. E se a gente rodasse um estudo AI First Cast com SoftBank para achar isso? Onde a gente tá enquanto sociedade, com liderança e liderados? Onde tá esse momento? Buscar um termômetro da adoção e percepções de inteligência artificial.

[00:30:35.04] – Fred Pericini

Você topa? Topo. O compromisso que nós temos aqui no AI First Cast é de ajudar as pessoas numa adoção estruturada de inteligência artificial. Então vamos mensurar se a liderança está pronta para adoção? Acho que é um desafio legal e sempre num molde de trazer um diagnóstico para que sirva para inspirar as pessoas a se moverem.

[00:31:08.11] – Filipe Xavier

Fechou.

[00:31:09.15] – Fred Pericini

Aqui a gente busca, pessoal, não entrar no detalhe da ferramenta A, B ou C. A gente busca trazer aqui uma visão estratégica sobre a adoção de AI. Por isso a gente entrevista C-Level, para ver como começa uma visão estratégica de adoção na liderança. Então acho que essa pesquisa ela tá super de encontro com a nossa missão e a gente vai voltar daqui 3 meses com vocês com uma resposta.

[00:31:47.07] – Filipe Xavier

3 meses mais ou menos, até o final de 2025.

[00:31:49.27] – Fred Pericini

Até o final de 2025. Bora, topado!

[00:31:52.27] – Filipe Xavier

Então fechou. Vamos fazer isso aí acontecer até o final do ano.

[00:31:55.10] – Fred Pericini

Vamos fazer uma pesquisa e nós vamos tentar responder: a liderança está pronta para adoção de AI? Como tá esse checklist na sua organização?

[00:32:06.17] – Filipe Xavier

Adorei!

[00:32:07.17] – Fred Pericini

Boa!

[00:32:07.24] – Filipe Xavier

Tô nessa! Fechou!

[00:32:09.25] – Fred Pericini

Muito obrigado!

[00:32:10.20] – Filipe Xavier

Paramos aqui?

[00:32:11.23] – Fred Pericini

Tá bom por hoje. A gente agradece, pessoal, um episódio comemorativo, nós dois, os dois co-hosts hoje conversando sobre alguns sobre liderança madura na era da inteligência artificial. É isso aí, te vejo na próxima.

APRESENTADORES

Quem apresenta o AI First Cast

Fred Pericini

Fred Pericini

Co-fundador da Agência F2F, Engenheiro de Produção pela UFSCAR, empreendedor com mais de 10 anos de experiência em Marketing Digital, foi consultor na McKinsey, diretor comercial do Groupon Brasil e Groupon China.

Filipe Xavier

Filipe Xavier

Especialista em marketing digital, branding e estratégia de conteúdo. Experiência c-level, visão ampla de comunicação e tecnologia e entusiasta early-adopter de inteligência artificial.