
Fred Pericini
Co-fundador da Agência F2F, Engenheiro de Produção pela UFSCAR, empreendedor com mais de 10 anos de experiência em Marketing Digital, foi consultor na McKinsey, diretor comercial do Groupon Brasil e Groupon China.
EP 27
IA que atende pacientes 24h e dobra agendamentos
Uma conversa sobre como colaboradores virtuais estão transformando o atendimento em clínicas e serviços de saúde.

CONVIDADO
Eduardo Barros
Transcrição do episódio
Olá, nós somos o AI First Cast. Eu sou Frederico Pericini, estou aqui com o Fih, meu grande parceiro de entrevistas.
É isso aí, Fredão, bora para mais um! Eu sou Filipe Xavier, é um prazer ter vocês conosco para mais um dos nossos podcasts, onde vamos falar bastante sobre o quê, Fred?
Inovação, tecnologia e adoção de inteligência artificial. Pessoal, na entrevista passada a gente começou a trazer o povo que tá disruptando os segmentos. Então a gente trouxe o pessoal da Be Confident, que foi super bacana. Os caras já estão em Série A de investimento, valuation de 700 milhões, disruptando o segmento de educação. E a gente, dando seguimento a essa iniciativa e também trazendo diversidade de estágio das startups, nós hoje estamos com uma muito interessante, focada no setor de health, adoção de AI, mas num momento preliminar. Já fez o pre-seed e tá com cases muito bacanas. E hoje nós vamos aprender com esse cara, que é um cara super simpático, super bacana, Bem-vindo!
Show, muito obrigado, prazer estar aqui com vocês.
Boa!
AI First Cast. Bom, eu sou o Edu, né, eu sou CEO e fundador da WorkAI. WorkAI é uma empresa, é uma healthtech, uma startup que foca na área da saúde a princípio. Vamos falar um pouquinho mais sobre isso, mas nós criamos colaboradores virtuais de inteligência artificial. Então esse é o nosso principal foco aí para otimizar processo, reduzir custo e crescer de forma sustentável as empresas.
Boa! Esse termo aí não apareceu aqui, Fred, colaborador virtual. O que que é isso, Edu? Fala mais para gente.
Bom, vamos lá. Colaborador virtual, basicamente, tipo, são agentes de inteligência artificial conectados em sistemas fazendo trabalhos não só repetitivos ali, mas conversacionais, alimentando base de conhecimento, devolvendo informações para sistemas conectados em algum canal, né, de comunicação. Pode ser WhatsApp, 99,9% das vezes é, mas também pode pode ser email, pode ser direct do Instagram ou pode ser até mesmo um sistema interno, um webchat. Então, esse colaborador virtual busca informações de um lugar, processa essas informações e devolve em outro, fazendo esse trabalho repetitivo e otimizando o tempo dos humanos, vamos dizer assim.
Dá um exemplo na prática de um colaborador virtual que vocês já têm pronto.
Legal. Bom, a gente tem vários, mas acho que eu vou trazer o exemplo da secretária. Então, hoje, secretária de clínica, consultório, laboratório, hospital, ela precisa fazer todo esse atendimento no WhatsApp. Então, ela faz aquela qualificação daquele paciente, basicamente uma triagem também inicial, e ela precisa voltar para o sistema da clínica, um sistema ERP, consultar os horários que estão disponíveis na agenda do médico e fazer esse agendamento. Depois de um determinado período, ela precisa mandar um lembrete para esse paciente. Então, hoje, um colaborador virtual, a nossa secretária de inteligência artificial, exatamente isso de ponto a ponto, né? Ela não substitui a secretária humana, até porque tem muito trabalho, né, presencial ali de recepção, de administrativo, de uma série de coisas. Até mesmo tem secretária que entra em procedimento junto com os médicos, né? Tem secretária que é enfermeira inclusive. Mas essa secretária ela atua no canal do WhatsApp. Então, que convenhamos, não é um trabalho legal você ficar respondendo as pessoas o dia inteiro no WhatsApp, né? Tipo, tem de tudo ali, tem curiosos, tem pessoas que realmente querem agendar, Então esse colaborador virtual ele vai ficar o dia inteiro, 24 por 7, fazendo toda essa triagem, esse atendimento, consultando a agenda e marcando, depois mandando lembrete, depois fazendo follow-up e tudo isso no modo automático.
Então o colaborador virtual ele resolve a dor desse, dessa pessoa, né, real. E como tem sido o outro lado na ponta? Qual é o retorno que vocês têm de quem tá usando o colaborador virtual?
Legal. É, a gente percebe dois grandes pontos assim, a gente percebe dois grandes pontos que já muda o jogo da clínica, tá? Um dos pontos, lógico, né, aumento de receita é visível, tipo, é aquele negócio de depois de 2, 3 meses de operação já tem um aumento de receita. Por quê? Só o fato da inteligência artificial atender 24 por 7 hoje em dia As pessoas não têm tempo para ficar, tipo, durante o dia marcando médico, enfim. Então ela chega à noite, ela vai mandar uma mensagem, não tem ninguém para atender. Então só o fato dela atender 24/7, né, atender fora do horário comercial, já aumenta o volume de fechamento desses agendamentos, porque ela vai atender a pessoa meia-noite, 1 hora da manhã, 2 horas da manhã, vai lá no sistema, consulta, vê os horários que estão disponíveis do médico. Se o médico tem um horário disponível às 8 horas da manhã no dia seguinte, ela vai marcar, ela vai encaixar. Então ela já faz esse atendimento e agenda. Além disso, toda essa prospecção ativa, né? Então eu vou, eu tenho vários pacientes que, vou dar um exemplo de cardiologista, a gente tem muitos cardiologistas, né?
Então, poxa, eu preciso de um acompanhamento. Você precisa ir pelo menos uma vez no ano se você tem algum problema, né? Se você é cardiopata, enfim, você precisa ir Tipo, no cardiologista. E às vezes as pessoas não vão. Então ela consegue também consultar essas informações, saber que faz tempo que essa pessoa não retorna para clínica, e ela chama essa pessoa, tipo, para ela voltar para clínica. Então são dois pontos assim que eu acho que já muda o cenário de receita da clínica. E aí receita em primeiro lugar, né, dois pontos que já mudam o cenário de receita, mas também, tipo, otimiza e ganha tempo de todo mundo daquela operação. Então tem clínicas que tinha 3, 4 pessoas se dividindo durante o dia e turnos para fazer o atendimento do WhatsApp. Então ganhou tempo ali para o pessoal, eles remanejaram, colocaram uma pessoa tipo na parte mais de enfermagem, que ela já era enfermeira, para ajudar nos procedimentos, uma outra já puxou para cargos mais administrativos e todo mundo ganhou tempo ali, né? Então aí no final das contas também é receita, porque tempo é dinheiro, mas assim, de um modo geral que sente mais impacto é isso.
Tô falando de clínica, tá? Mas tem colaboradores que impactam em outras frentes.
Não, mas é muito bom.
O médico gestor de uma clínica nem sempre é uma pessoa muito tecnológica. Eu imagino que hoje em dia, com mais de 40 clínicas utilizando sua solução, você apresenta os cases, mostra o quanto subiu de receita, e você tem uma facilidade de fazer algum fechamento com isso. Porém, e no comecinho, com poucos cases, como foi convencer os primeiros médicos a adotarem inteligência artificial?
Vencer a resistência, você quer dizer, né?
Olha, o médico, o médico, ele tem o costume de indicar, né? Tipo, se ele gosta de um trabalho, ele indica o trabalho, tipo, para o colega, né? Então ele às vezes dá um plantão, ou ele vai para o hospital, trabalhando no consultório, no hospital também, ele vai comentar, ó, tô com uma secretária de IA lá que, cara, tá arrasando nos agendamentos. Então assim, culturalmente eles já possuem essa característica, mas hoje assim a gente mostra números e um fala para o outro sobre os números, mas o ganho realmente é alto assim. A gente teve casos de dobrar a taxa de conversão do que era antes para depois com a entrada da colaboradora virtual de inteligência artificial. E realmente assim dobrar os agendamentos, né? E aí no começo o que que eu fazia? Eu pegava muito dado de mercado, de coisas que já estavam acontecendo lá fora, e eu fui na frutinha mais baixa que são os amigos, né? Então eu realmente explorei primeiro os meus amigos médicos, meus amigos dentistas, meus amigos que tinham clínica policlínica ou clínica tipo de multi-especialistas assim. Eu ia lá fazer esse approach, né? Atendimento ali, apresentar, fazer um pitchzinho para eles.
E lógico, né, tinha vários nãos, mas alguns acreditavam, outros falavam, pô, o Edu não ia me trazer uma furada, né, vou confiar. E aí foi legal, que daí também eu consegui depoimentos deles depois, né, foi um negócio bacana. Então até hoje com a gente, então foi legal. E a gente demorou para sentir o churn assim, né, e até agora assim a gente ainda tá entendendo como que é esse churn, né, churn é tipo quando sai, o cliente sai, né, da nossa, cancelamento, né. Porque os cancelamentos nós tivemos foram cancelamentos muito específicos assim, sabe, de troca de médico, de estrutura, clínica mudando para outro lugar, o médico voltando para o interior e desfazendo sociedade, né. Outros que queriam pagar para ver, mas por mais que a gente falava, olha, ela vai até aqui, né, o que você tá buscando fazer ela não vai fazer agora, mas se você quiser testar, vamos lá. Pô, Edu, legal, entendi como funciona, mas acho que para minha operação não funciona muito. Então foram poucos. Então a gente ainda tá entendendo o que que é isso, tá? Porque tipo é um mercado novo também, né? Muita, muita concorrência, muita gente vendendo tudo ao mesmo tempo.
Mas tá sendo legal, tá sendo legal, tá sendo bacana.
Muita gente falando, né? Inteligência artificial e agentes, etc. Uma coisa que eu achei muito interessante que Há um tempo atrás, a inteligência artificial, quando surgiu, a gente usou ela muito para ideação e textos. E você teve uma sacada de utilizar para fazer ação. Conta um pouco sobre essa diferença de usar inteligência artificial para fazer ação e resolver problemas versus usar ela para para elaboração de textos.
Legal. É, hoje inclusive, em termos de recursos, né, essa secretária, né, continuando no foco da secretária de IA, ela consegue interpretar áudio, interpretar documentos, ela interpreta imagem. Isso é muito utilizado porque toda hora as pessoas enviam carteirinha do convênio, pedido dizendo— tem gente que não fala nem bom dia, né, só manda assim, ó, TC de tórax. Aí a inteligência que já tava lá interpreta aquela imagem. Ah, vi aqui que você mandou um pedido, vamos agendar então seu exame. O trabalho de multimodal, né, tipo esse trabalho multimodal aqui são múltiplos modelos que não são só modelos de texto, mas são modelos de texto, de áudio, de vídeo, de imagem. Isso para gente trouxe de certa forma esse colaborador efetivo, né? Porque se eu trabalhasse com uma inteligência artificial, um modelo que ficasse só preso no texto, eu ia ter algumas limitações, né? E aí essa questão que todo mundo gosta assim, ah, minha IA é humanizada, minha IA é isso. Se eu não tivesse esse multimodelos embarcado, eu acho que a gente não ia conseguir trazer esse tom da humanização, né? Basicamente seria tipo o ChatGPT só que dentro do WhatsApp, né, vamos dizer assim, tipo, sem trazer esse puxa uma tool, aciona uma coisa, devolve para o sistema, preenche um formulário, sabe, chama o cliente quando passa um determinado período de tempo, muda o estágio desse paciente para agendamento ou retorno.
É uma junção, né, de modelos e ferramentas que ela fica trabalhando ali durante o dia a dia, sabe. Isso traz, acho que, bem essa característica de colaborador virtual, senão acho que eu chamaria de assistente. Boa! Tipo, eu chamaria basicamente de assistente, assim. Esse tom que a gente quer dar de, ah, é um colaborador, é um funcionário, é por esse ecossistema de recursos que ela tem para trabalhar, né?
Tanto integração com modelos de inteligência artificial quanto integração com sistemas onde ela vai performar uma ação. Você estava falando aqui nos bastidores, um pouco antes, das agendas do médico. Quais são as integrações? Conta pra gente.
Hoje a gente tem integração com alguns sistemas ERP, inclusive o Figo da Doctorália. O Figo é um sistema ERP muito grande, ele foi comprado pela Doctorália. Doctorália é um portal médico gigantesco, cataloga todos esses médicos, traz esse tom igual ao do Google de ranqueamento, presença virtual, Enfim, a gente tem integração com Amigo App, a gente tem integração com o próprio sistema da ONA de acreditação, a gente tem integração com Optimus, tem integração com Outlook Agenda, né? A diferença, vou até puxar aqui o gancho, né? A diferença de um Outlook Agenda de um Figo é que o Figo é realmente um sistema feito para o médico, para clínica, né? Tem um prontuário do paciente, tem várias informações, tem ficha, aí a consulta ficha do paciente, cria ficha, atualiza ficha, né? Cria o cadastro, faz tudo, consulta agendas diferentes de procedimentos diferentes. Então tem clínica que às vezes ela tem um aparelho, uma sala e um médico. Então, pô, o Figo já faz essa gestão de tudo isso e ele já tem as APIs abertas para a gente consumir essas informações. Então basicamente a gente treina a inteligência artificial para que ela consiga consumir essas ferramentas, essas tools dentro do sistema do Figo e trabalhar com essas informações.
Então, poxa, você já é paciente ou não? Já sou paciente. Me passa o CPF. Ela vai lá, acha o cadastro do cara, entende tudo para depois ela dar sequência naquele atendimento, né? Tipo, sabe qual foi a última vez que compareceu, qual plano de saúde está cadastrado dentro da ficha dele, uma série de coisas. Então assim, esses sistemas dão esse poder. Aí chega o Outlook, já é uma coisa muito tipo agenda bloqueada ou não. Ela, por mais que ela consulta dentro da agenda o que tem de informação, mas é uma agenda, né? Ali você tem toda essa riqueza, não tem essa riqueza de campos, né, separados e essas organizações. Hoje o nosso time comercial usa muito bem, né, da própria WorkAI, o Outlook, e eles usam muito bem para SDR, que é uma outra colaboradora que não é secretária de clínica. Essa SDI, que é um pré-venda basicamente, ela vai lá, qualifica o lead, entende: ah, você é uma clínica, gestor, legal. Quantos especialistas tem na sua clínica? Bacana. Qual sistema você usa? Ah, é o Figo? Legal, a gente já tem integração com o Figo, você sabia? Ah, é por isso que eu tô aqui, quero, né?
Ah, então vamos marcar uma reunião com o nosso especialista. Ela qualifica tudo, ela vai lá no Outlook, entende quais horários estão disponíveis do nosso time comercial, já marca com um briefing completo. E agora a gente tá lançando também o nosso CRM, basicamente, né, um Kanban ali com etapas e estágios. E aí quando ela marcar lá, né, envia o invite, envia um convite bonitinho com briefing completo, espincelem, ó, esse lead é quente porque ele tem tantas clínicas, é o ICP que a gente precisa porque ele tem, já usa o Figo, tem tudo. Aí eu brinco com o time comercial, olha, tem que entrar, exato, tem que entrar e fechar, né. Ele já testou, veio do anúncio, conquistou a inteligência artificial, falou com ela, marcou reunião, compareceu na reunião, é fechamento, 99% de fechamento.
Legal, Edu. Eu vou voltar um pouco no que você falou, porque tem uma coisa que às vezes a gente nem percebe, né? Mas o check de produtividade e eficiência tá muito claro, né, da colaboradora virtual para o caso da secretária. Agora, na tua resposta Você trouxe uma coisa que é a negligência do paciente, né? A gente negligencia a saúde, ou seja, faço depois, vou adiar e tudo mais. E a secretária eletrônica, ela tá resolvendo este problema. Quando você pensa em outros modelos, essas dores também podem ser sanadas? A inteligência artificial pode resolver isso em outros setores de atuação?
Setores fora da área da saúde ou dentro da área da saúde?
Não, fora da área da saúde.
Próximos passos de vocês? Legal, legal. Não, bom ponto. É, a gente está, estamos aí em uma construção muito forte, vou até brincar frenética, de outras frentes, né? Frentes como varejo, frentes até de processos de acreditação hospitalar, frentes com a própria plano de saúde, seguradoras, previdência. Tem vários outros colaboradores virtuais, até mesmo colaboradores virtuais que estão ajudando na área da saúde em si, em pontos específicos. Mas eu chamo atenção para o mercado do varejo, que o mercado do varejo a gente tem aplicações muito boas também. Então, a gente tem até um case bem legal que é a Aurora. A Aurora é da Gestare Organics. A Gestare Organics é bem legal isso. A Gestare Organics é uma empresa de produtos orgânicos para gestantes, tentantes e lactantes. Então é muito específico, é muito nichado, nicho do nicho. É, só que é muito legal porque quando a Doutora Thaís, né, me procurou, ela falou assim: Edu, a gente precisa acolher essas mulheres, entendeu? É muito difícil a gente fazer esse trabalho de acolhimento porque as mulheres têm muita dúvida. Pô, posso tomar esse produto? Posso passar esse produto, né? Vai prejudicar o bebê? Vai prejudicar minha amamentação, né? Posso?
Eu tô tentando, eu tô na fase de tentantes. E aí, que que, né, será que vai Vai dar ruim. Então, primeiro é acolher, porque ela tá insegura, ela tá com várias dúvidas, ela tá sensível, uma série de coisas. Então a gente criou uma personalidade bem legal para Aurora, que a Aurora primeiro ela acolhe, depois ela faz o que ela tem que fazer, entendeu? A primeira coisa da Aurora é acolhimento, entendeu? E aí a gente começou com esse processo e a gente trouxe a bagagem da Doutora Thaís, que é uma né, para esse, para Aurora em si, né. Então a Doutora Thaís trouxe um monte de coisa, tipo muitos estudos científicos, várias coisas legais, e a gente imputou tudo isso nela, a gente treinou, né, Aurora com essas informações. Então às vezes, tipo, sei lá, tô no quarto mês, eu vou dar um exemplo, mas eu não sei se é exatamente isso, tá. Mas, ah, tô no quarto mês de gestação. Ah, legal, você sabia que nesse mês o pezinho do seu bebê tá começando a se formar, nananã? Tipo, traz uma curiosidade, tá? Não sei se é 4 meses, né, só um exemplo aqui, mas ela traz uma curiosidade, ela sabe bastante coisa sobre a pele, ela sabe muito sobre os produtos.
E aí depois a gente começou a evoluir a Aurora. E aí Aurora começou, a gente integrou Aurora à Shopify, que é a tecnologia de e-commerce que a Gestar Organics utiliza por trás. E hoje a Aurora ela faz basicamente todo esse operacional da Gestar Organics. Eles saíram de mais ou menos 330 atendimentos mensais para 4.400 atendimentos mensais com Aurora. Que aí eles falaram, pô, vamos escalar que a Aurora tá dando conta, né? Antes ela tinha esse receio de levar tanto volume, né, para um atendimento no WhatsApp, que poxa, a pessoa às vezes tá lá 10 da noite preocupada, vermelhidão na pele, qual produto eu uso, não ia ter ninguém para atender. Hoje tem Aurora, ela vai explicar, vai falar aqui, ó, nesse óleo é interessante, ou então esse creme corporal que vai ajudar na irritação. Ah, tô com estria, passar esse produto aqui diminui suas estrias. Então assim, ela faz todo esse atendimento, mas o legal é que como ela consulta essas informações da Shopify, ela consegue ser muito efetiva na ajuda na compra. É, na compra. Então a pessoa vai lá, abandona o carrinho, ela manda: olha, vi que você abandonou um produto no seu carrinho, você tem alguma dúvida sobre ele?
A pessoa falar, meu produto não chegou. Ah, me passa seu CPF, ou então eu posso consultar com esse número de celular mesmo, foi ele que você fez a compra? Assim, ela vai lá e já manda o código de rastreio, link bonitinho. Tem outra aplicação que é, ah, gerou Pix, não pagou. Ela chama, olha, você ficou com alguma dúvida, né? Quer alguma indicação, alguma coisa do tipo? Vi que você não pagou o Pix aqui. Então assim, ela consulta tudo, ela fica fazendo tudo isso no modo automático. Né? E tá funcionando super bem assim. A gente tem visto uma crescente legal, tipo, né? A gente conversa direto com a Thaís e as nossas ideias são evoluir mais ainda com Aurora. É que é bem delicado assim, mas a ideia nossa, né? Não sei se eu posso, a Thaís vai falar, pô, Edu, já contou. Mas assim, a Aurora, ela conseguiu ter esse mapeamento até com esse Kanban, né, com essas colunas desses estágios. A gente conseguiu ter esse mapeamento da fase da mamãe, né, desde o dia zero da sua gestação até o nascimento do bebê, mandando dicas, curiosidades, uma série de coisas, entendeu? De uma forma ativa, não passiva como a Aurora é hoje, né?
Ela espera uma tentante, uma gestante lá atrás chamar. É, agora a gente vai fazer de uma forma ativa, né? É que é mais delicado, né? Tipo, poxa, imagina se essa mulher acabou de perder o neném, né? Então é delicado.
Então é um projeto, ou se ela teve uma notícia inesperada de algum exame, né, qualquer coisa mais sensível.
É um projeto que a gente ainda precisa, lógico, produtificar muito bem ele, né? Exatamente. Mas essa é a ideia, assim, até para a gente conseguir gerar mais valor até para essas mulheres, sabe? Poxa, tem muita gente que realmente precisa de mais informação Aurora tem essas informações, ela é especialista nisso. Poxa, vamos levar essas informações para essas mulheres, né, no acompanhamento semanal, talvez quinzenal, mensal, não sei ainda, mas vai ser legal.
Aí ela com essa personalidade empática, se acontecer alguma coisa e ela tiver no modo proativo, ela vai conseguir eventualmente até fazer uma correção de rota ali para acolher, né? Total, interessante, total, total, é interessante porque ela vai estar vulnerável. Então inteligência artificial de fato é combinada com o humano é algo que a gente aqui gosta muito.
E esse é um ponto que vale reforçar, né? A gente tá conversando aqui mais uma vez com alguém dizendo que não é sobre substituir, né?
É potencializar.
O principal colaborador virtual, usando o seu termo, que vocês têm hoje é a secretária. E você disse aqui, né, que não é sobre substituí-la, É sobre potencializá-la. Então eu acho que essa mensagem—
E vou além, Fred, porque no caso do que você faz, se você identificar que uma pessoa tem uma certa resistência à inteligência artificial, você consegue mostrar para ela que ela vai ser beneficiada.
Perfeito.
E aí a gente vai muito longe no educação.
E a gente gosta de fazer isso. Olha, porque assim, realmente acontece, né? Tem vários casos que a gente precisa intervir, né? A gente tem que sentar com a pessoa, explicar, mostrar, né? Trazer exemplos, até tipo cases práticos assim. Olha, olha essa clínica, o que aconteceu com ela, de onde ela saiu para onde ela tá. A equipe continua a mesma, só que foi remanejada de área de frente. E aí estão fazendo coisas que realmente elas gostavam, gostam muito mais de fazer do que atender no WhatsApp. Você gosta de atender no WhatsApp durante o dia inteiro? E aí você sente que a pessoa fala, pô, não, é chato. Ela vai te ajudar nisso, ela vai te ajudar nesse dia a dia maçante assim, que eu sei que tem dia que você tava bem-humorado, tem dia que você não tava bem-humorado. E é difícil para você, um dia que você não tá bem-humorada, responder uma pessoa no WhatsApp que tá de mau humor, tá pior que você, né? Então assim, tem tudo isso, sabe? Acho que ajuda em tudo, num contexto geral assim.
A inteligência artificial é mais empática que o ser humano?
Olha, pensando na máquina assim, é que tem gente que sabe falar no WhatsApp, mas tem gente que não sabe, né? Então assim, tem aquela brincadeira dos tiozão do WhatsApp, né, que você sempre acha que a pessoa tá brava, mas na verdade não não tá brava, ela só se comunica de uma forma mais seca ali, né? Então o textual é a interpretação da pessoa no momento. Não adianta, cara, tipo, é no momento. Tipo, às vezes eu tô puto, tô nervoso, recebi uma mensagem mais seca, eu posso interpretar que aquela pessoa tá dessa maneira. E aí quando a gente pensa no volume, né, todos os dias trabalhando 8 horas por dia, durante 22 dias, pô, é difícil manter uma alta performance, alegria e um estado de espírito todo esse período bem. Então a inteligência artificial, ela vai manter esse tom cordial do início ao fim, né?
Eu acho que ela não se contamina, Fred.
Ela não se contamina, é boa.
Apesar dela precisar de muita energia para rodar, ela não precisa da sua energia. Ela não tem fome.
Que bota energia nisso.
Ela Ela não reage ao que vem. Então acho que isso é fácil de você deixar tranquila.
Eu gosto muito do que vocês estão fazendo, principalmente pela simplicidade da dor que vocês estão resolvendo. Talvez não simplicidade da dor, mas clareza da dor, né? E eu acredito muito em startups que escolhem muito clara a dor que querem resolver. E eu quero emendar numa pergunta que a gente já começou a provocar, que é: quais são os próximos passos? Porque beleza, esse primeiro passo tá indo bem, né, mas é meio ainda simples para o todo que ainda existe na sua cabeça, dos seus sócios. Conta para gente.
Não, isso é bem legal. E O primeiro valor da WorkAI, que é uma coisa assim muito, poxa, startup de inteligência artificial, você precisa estudar muito todos os dias, né? Porque todos os dias tem novidade, todos os dias tem coisa nova. E o valor número 1 da WorkAI é estar sempre na vanguarda tecnológica. E é algo que a gente leva até para os nossos clientes. Olha, esse produto não é engessado e não está escrito em pedra que esse chat amanhã ele não vai ter uma funcionalidade nova ou a gente vai mandar um aviso de manutenção numa na madrugada de sábado para domingo. Eu falo isso assim porque é muita coisa nova. Então, se a gente quer inovar sempre, poxa, não tem como garantir que a gente não vai ter momentos específicos de atualização e momentos específicos que vão surgir funcionalidades novas que a gente vai precisar te chamar para explicar essa funcionalidade nova. Mas em termos de produto, a gente quer evoluir bastante com ele, produto para clínica em si. Tá entrando agora um CRM próprio nosso e aí Eu gosto de falar bastante isso, os CRMs que hoje existem no mercado são CRMs feitos em uma era sem AI.
Por mais que existia AI, né, que aí desde 1950, mas não era tão acessível como é hoje. E agora tá todo mundo se drivando para um CRM com AI. E aí tem muita funcionalidade que ninguém nem usa, cara. Tipo, as pessoas usam realmente 15%, 20% das funcionalidades do CRM. Você olha um Salesforce da vida, é um Megazord. Né, você pega até a Pipedrive, pega todos esses mais de mercado, o próprio RD, são muitas funcionalidades. Cara, o nosso CRM ele é simples, básico, funcional, drivado para AI first, que é realmente a inteligência artificial movendo os cards para os estágios e alimentando esses cards nos estágios que eles precisam estar, com as etiquetas que eles precisam ter, né, os valores, fechamentos, follow-ups. Então ela vai comandar.
Deixa eu ver se eu interpretei corretamente. Os CRMs antes AI, eles além de armazenar as informações, eles tinham que performar ações.
Muito frustrantes.
E que hoje você tá dizendo que o CRM pós-AI ele pode ser super simples, só armazenar o que importa e todas essas ações, mandar um email, fazer um follow-up, gerenciar uma agenda, tudo isso performado por AI.
AI, por AI. Porque aí acabou tudo, tudo que foi construído de funcionalidade antes da era da AI foi para apoiar as ações dos humanos, né? Porque eram eles que usavam CRM. A partir do momento que você tem uma inteligência artificial que vai fazer exatamente aquilo que você treinou ela fazer de forma repetitiva, né, 24 por 7, consumindo tudo que precisa consumir, acionando as ferramentas, as tools, enfim, Você precisa de um negócio para o modelo, para ela, né, para inteligência artificial. Então, cara, não precisa de tantos recursos assim para apoiar um humano mais, porque ela que vai movimentar todos esses cards, movimentar os estágios, né. Então, em termos de produto, uma das inovações, né, já tá em fase de homologação, é esse CRM próprio que vai ajudar bastante. E aí eu falo CRM no sentido realmente, né, tipo, que é uma gestão do cliente. Né, ao pé da letra mesmo. Tipo, a gestão daquele cliente em si pode ser um cliente paciente como pode ser um cliente do varejo da Aurora. A Aurora cuidando da gestão dele. Ah, entrou no site, falou comigo, adicionou o produto no carrinho, realizou a compra. Legal, pois produto dura 6 meses.
Daqui 6 meses vou chamar de novo para comprar o novo óleo, porque ela ainda vai estar, né, na fase de gestação. E esse óleo também é importante no pós, né, porque a pessoa vai mudar. Então assim, é um relacionamento com o cliente, né. Então é um Kanban ali, as colunas para esse relacionamento acontecer. Então em termos de produto, isso. Mas quero contar de um projeto bem legal que a gente tá fazendo, que daí foge dessa, né, desse caminho secretária, que é um projeto chamado Gêmeos Digitais, né, um projeto de pesquisa inclusive junto com a Faculdade Unimed, a Fundação Unimed, que é um projeto particularmente para mim muito especial, né? É disruptivo, é de fato a inteligência artificial transformando vidas, que é para onde a gente tá caminhando, tá? Esse projeto já tá em execução, a gente tem investidores que são os Unimed, né? Unimed BH, Unimed Campinas, Asseguros Unimed, junto com a Faculdade Unimed, a Fundação Unimed e a Work AI, que é a história, tipo, é o seguinte: a Doutora Marines Quintana, ela é a principal pesquisadora sobre transtorno de borderline do país, psiquiatra, médica renomada. Ela era coordenadora da faculdade Unimed e ela teve esclerose lateral amiotrófica, a ELA.
E aí ela tá impossibilitada, porque a ELA você só movimenta os olhos, né? Então você não fala, você não anda, né? É a mesma doença do Stephen Hawking, né, para quem tá assistindo. E a ideia nossa com esse projeto, né, a gente já iniciou ele agora em fevereiro, fevereiro, teve até um seminário de lançamento, é a gente colocar as inteligências artificiais para trabalhar para a Doutora Marines Quintana e fazer com que ela possa voltar a ser coordenadora da Faculdade Unimed, integrada ao sistema educacional da Faculdade Unimed. A gente criou um clone dela a partir de voz, de fotos, vídeos antigos dela, a gente clonou, fez um gêmeo digital dela Ficou linda, né? Bem legal assim, tipo, a voz dela, tudo, para ela voltar a dar palestras. Então ela já deu algumas palestras, inclusive ela tem uma próxima palestra agora em Porto Alegre que a gente tá desenvolvendo isso. Então ela escreve o texto da palestra inteiro com os olhos, e aí nosso time dá vida a esse texto com avatar digital dela. E aí tem, então são 3 frentes, né? O coordenador, o palestrante E aí o grande desafio de pesquisa, né, que aí por isso envolve a Fundação, a Fundação Unimed, a Faculdade Unimed, é fazer ela clinicar.
Então hoje esse avatar dela tá de uma forma assíncrona, né, então é um vídeo, um vídeo sendo transmitido previamente construído do clone dela. A ideia é fazer com que ela entre numa telemedicina com ela na sala também fazendo a supervisão, mas é o avatar dela que vai responder tudo aquilo. Entendeu? E esse é o grande desafio. E aí, quando você me perguntou, tipo, quais são os próximos passos, né? Então assim, a gente tá dando um salto agora com o nosso produto inicial, mas esse ano de 2026 nós entramos com outras frentes, né, de clone, de varejo, de educacional, de outros colaboradores, até na parte de acreditação hospitalar, justamente pra gente não só ficar na secretária, mas a gente ganhar corpo com todas essas tecnologias. Então esse projeto aí é incrível assim pra gente.
Emocionante, emocionante ao extremo. Só de te ouvir dá vontade de querer conhecer. Certamente muda a vida, como você falou. A história bonita está escrita, Edu. Empresa com um pouco mais de um ano, mais de 60 clientes, né? Acho que está o caminho e a rota muito bem direcionada. Qual foi a lição mais dura que a inteligência artificial te deu desde a fundação da Work AI?
Nossa, boa pergunta. Olha, quando eu trabalhava mais com educação, todas as vezes que eu ia, todas as vezes que eu ia tipo dar algum treinamento e falar sobre inteligência artificial, eu sempre trazia algumas técnicas de engenharia de prompt assim, né, chain of thought, que é a cadeia de pensamento, é o próprio método CRISP e outras coisas legais. Mas eu também evidenciava uma coisa assim, olha, nunca, sempre evite trazer um não fazer para ela que ela não precisa saber dessa informação. Vou te dar um exemplo aqui: não pense em um limão. Vocês pensarem, né, cara? Se você tá treinando inteligência artificial para ela ser secretária, secretária, tem hora que você não— eu falo tem hora, tá? Não precisa dizer para ela que ela nunca pode dar um diagnóstico, porque ela já é secretária. Então você não precisa falar que ela não dá diagnóstico, secretária não dá diagnóstico, entendeu? Então eu dei essa volta toda para dizer o seguinte, que tem horas que nem a gente sabe o que que acontece dentro dessa caixinha perfeita, que é muito louca e que tem momentos que a gente sofre um pouco para chegar num efetivo assim de falar, olha, realmente a gente conseguiu calibrar ela ao ponto de que ela não tá em nenhum momento enviesando.
Mas ainda assim a gente não consegue garantir 100%, que nem a OpenAI garante, quanto mais a WorkAI, né?
Pela característica da tecnologia, é generativo. Então acho que muito, às vezes o mesmo prompt dá respostas diferentes pelo caráter da tecnologia, muda, tools diferentes, contexto da conversa diferente.
Então assim, eu acho que teve vários momentos que a gente apanhou muito, mas foi muito bom também apanhar, porque a gente ganhou corpo, ganhou maturidade. Acho que meu time também ganhou muita maturidade com isso. E aí é legal depois ouvir assim de de parceiros igual o próprio Figo, né, das empresas chegarem na gente e falar assim: Edu, ó, esse cliente aqui já tá na terceira tentativa de colocar uma secretária integrada ao Figo e ninguém consegue entregar. Você consegue atender esse cliente? Pô, lógico, é a integração mais madura que a gente tem, perfeito. Pô, então eu sofri, mas a gente passou por um outro nível ali de compreensão desses modelos que a gente tá usando hoje, sabe? Então isso para mim é legal, mas a gente apanhou. Parte.
Falar que não foi sorte, é ou não é? Olha lá, tá no braço dele, tá no braço dele.
Isso é resultado de mão suja. É isso aí, meter a mão na garagem, tem que fazer. Pessoal, olha aqui nos meus olhos, ó. Olha, eu espero que vocês tenham entendido como eu entendi. A gente cumprindo aqui com a missão do AI First Cast, que é inspirar sobre a adoção de inteligência artificial potencial, seja em empresas grandes abertas na bolsa, enormes, como a gente já falou com várias, seja com empresas que estão iniciando e trazendo essa disrupção no brilho dos olhos. Eu espero que vocês tenham gostado. Nós continuaremos assim trazendo pessoas fundadoras, C-level, diretoras, desde empresas grandes estabelecidas que tem outros desafios nessa adoção, assim como startups como vocês, a Be Confident, que foi um baita aprendizado. E te agradecer, cara, te desejar boa sorte, que não lhe falte energia nem para você nem para inteligência artificial, nem para suas colaboradoras, porque essa disrupção ela não iniciou no nosso país, mas a gente tem como gerar valor com ela, e você é prova disso.
Tem não, estamos gerando. Você é prova disso.
Gratidão aí por fazer parte, né, dessa história. Pô, legal, gosto, né, já acompanho, ainda mais depois, né, comecei a pesquisar sobre vocês. Obrigado aí por esse papo, foi show, viu?
Valeu demais, obrigado por compartilhar.
Pessoal, nós somos o podcast patrocinado pelo SoftBank Nubank, o banco que mais investe em inteligência artificial na América Latina. É uma grande honra para nós ter essa temporada com eles ao nosso lado. E agradecer também o meu parceiro de correria aqui, é o cara que faz os roteiros, elabora as perguntas mais humanas, Filipe Xavier.
Tamo junto, obrigado, gente! Espero que tenha sido bacana para vocês, igual sempre é para nós.
Até uma próxima, valeu, valeu!
APRESENTADORES
Quem apresenta o AI First Cast

Fred Pericini
Co-fundador da Agência F2F, Engenheiro de Produção pela UFSCAR, empreendedor com mais de 10 anos de experiência em Marketing Digital, foi consultor na McKinsey, diretor comercial do Groupon Brasil e Groupon China.

Filipe Xavier
Especialista em marketing digital, branding e estratégia de conteúdo. Experiência c-level, visão ampla de comunicação e tecnologia e entusiasta early-adopter de inteligência artificial.