
Fred Pericini
Co-fundador da Agência F2F, Engenheiro de Produção pela UFSCAR, empreendedor com mais de 10 anos de experiência em Marketing Digital, foi consultor na McKinsey, diretor comercial do Groupon Brasil e Groupon China.
EP 34
IA no aprendizado de idiomas
Tecnologia da sala de aula até o modelo de negócios, Fernando Lugó, Diretor de Marketing LATAM da Pearson conta como uma empresa de referência no aprendizado de idiomas encontrou a fórmula.

CONVIDADO
Fernando Lugó
Pearson
Transcrição do episódio
Olá, sejam bem-vindos! Nós somos o AI Firstcast, o podcast destinado à discussão estruturada de adoção de inteligência artificial nos negócios. Estamos aqui para mais um episódio com o meu co-host Filipe Xavier, seja bem-vindo.
Beleza, meu caro? Vamos lá para mais um papo na nossa segunda temporada do AI Firstcast, esse podcast patrocinado pelo SoftBank, que é o quê?
O banco que mais investe em inteligência artificial na América Latina.
Excelente.
Pessoal, é o seguinte, a gente vem diversificando o tamanho de empresa que a gente está conversando. Hoje nós vamos conversar com uma empresa de 180 anos. Uma empresa global de educação. É com muito prazer que eu trago aqui para vocês o Fernando. E como é de costume nosso, se apresenta, diz quem é você e qual o seu perfil, como é que você tá implementando inteligência artificial na empresa que você trabalha.
Obrigado, boa noite. Obrigado, Fred. Obrigado, Felipe, pela oportunidade. Como você mencionou, meu nome é Fernando Lugó, sou diretor de marketing para América Latina na Pearson. Pearson é uma empresa de 180 anos, uma jovem senhora de 180 anos que lidera o mercado de educação e aprendizagem pelo mundo, presente em mais de 80 países. E aí acho que a gente vai conversar bastante sobre esse mercado de educação, de aprendizagem, e como que a gente inclui tecnologia e inovação nesse processo. Educação é algo apaixonante, né? Assim, eu acho que ninguém que trabalha com educação não tem essa paixão, esse propósito forte. A gente vive num país e numa região que tem uma demanda muito grande por educação, né? E aí a tecnologia e inteligência artificial acho que ajudam muito na questão de acessibilidade, em tornar viável e mais possível para as pessoas é se conectarem com a educação e terem as vidas transformadas, assim como a gente foi beneficiado pela vida e teve essa glória de receber isso e de ter as nossas posições de hoje.
Fernando, a Pearson no Brasil, quais são as marcas? Qual é a principal marca que o público vai identificar no dia a dia?
Claro, a Pearson tem 3 principais negócios aqui no Brasil, são 4 na verdade. O primeiro deles é a Wizard, que é uma marca líder no segmento de franquias e de escolas de idiomas pelo Brasil. São mais de 1.100 escolas por todo o país, 38 anos de vida, com mais de 400 mil alunos semanalmente estudando com a gente, dezenas de milhares de professores. Então, um exército, né, que a gente tem todos os dias fazendo essa roda girar. Esse é um negócio. O outro negócio é que a gente atende escolas de educação privada Então, várias escolas, quando precisam adotar a solução para aprendizagem de inglês para as crianças e adolescentes em idade de educação básica, escolhem a Pearson como soluções para material didático, plataformas, assessment, preparação dos professores, avaliação contínua. Então, temos um leque de soluções para isso. A gente também atende os governos, né? Então, muitas secretarias de governo de educação necessitam, claramente, materiais, apoio, instrução para isso. Também somos atuantes nesse mercado. E depois a gente também atua no mercado de higher education, então temos soluções para ensino superior também, que também vão de línguas, mas são outras soluções que atendem universidades pelo Brasil. Então a gente atua em diversos segmentos, em diversos momentos, né?
A gente fala que a gente atua desde os primeiros anos da educação da pessoa até a gente— você pode se matricular numa escola da Wiser com 95 anos, você pode começar o seu curso de inglês espanhol, de japonês lá. Então a gente por toda a jornada somos uma solução de aprendizagem para essas pessoas.
Então a gente está falando de 180 anos de tradição e um leque enorme de oportunidades. Onde é que entra inovação? Onde é que entra inteligência artificial e como isso faz vocês não pararem no tempo?
Claro, é impossível se perpetuar durante 180 anos sem inovação, né? Assim, o nosso negócio hoje é totalmente diferente do que era 180 anos atrás e se você comparar com o que era, eu tenho 8 anos de companhia, comparar com o meu primeiro dia de companhia, certamente é um negócio bastante diferente do que é hoje, né? Se o consumidor vai mudando, se o mercado vai mudando, não tem jeito. Se você quer se perpetuar e continuar líder nesse mercado, você precisa mudar, transformar o seu negócio a todos os momentos, né? Então acho que esse é um ponto importante. 180 anos não quer dizer uma empresa antiga, ultrapassada, que parou no tempo, não é nada disso, né? Acho que é um pouco de como a empresa se mostra cada vez mais atual em relação a isso. Esse é o primeiro ponto. Segundo ponto é que educação tá cada vez mais conectada com tecnologia, né? Se os usuários, seus estudantes estão cada vez mais conectados, a gente mesmo, né, está cada vez mais conectado, gasta mais tempo com o celular, com computador, com telas, enfim, naturalmente a experiência de educação precisa passar por isso. Então acho que um pouco de como que a gente, no desenvolvimento de novos produtos, na refação de novos produtos, lançamento de novas soluções ou features que a gente tenha para os nossos produtos, tecnologia e inteligência e dados está 100% embarcado nesse propósito, nessas premissas.
Esse é um ponto interessante, porque a gente fala em escola de inglês, vem à nossa cabeça a experiência que a gente teve na década de 80, 90, sem querer falar idades, né? E você está dizendo que, cara, pera, é completamente diferente, o consumidor mudou, Se a gente tem 1.100 escolas pelo Brasil é porque a gente se adaptou. Conta pra gente como que foi esse processo de adaptação e dá alguns casos de uso de tecnologia que auxiliem na aprendizagem.
Claro, hoje a experiência ela é de acordo com a necessidade e o desejo do consumidor, desse estudante, né? Então ele pode se dar para uma escola física, uma experiência como a gente já viveu e consegue, acho que, visualizar, né, com professor, com material didático impresso, com ferramentas tecnológicas que apoiam essa oportunidade, essa experiência em sala de aula, assim como ferramentas que apoiam no extra-classe, né, assim, para você ter um bom nível de fluência do idioma você precisa não só aproveitar o tempo que você tem nas aulas, mas o tempo que você tem fora fazendo atividades extras que vão, que a gente tem, por exemplo, aplicativos, você tem uma caneta inteligente que se chama Wispan, que te ajuda nesse processo, para que você consiga identificar palavras, entenda a pronúncia correta dessas palavras, consiga fazer repetição. No aplicativo você tem ferramentas de voice recognition, onde você entende os termos, as frases, você repete, ela avalia o nível de proficiência e o nível de correção daqueles termos. Você tem ferramentas de exercícios, então você consegue ter essa jornada toda traqueada, que não se dá só naquele modelo mais antigo que talvez a gente tenha na cabeça de que eu fiz a aula, eu fiz minha homework, a minha lição de casa, entreguei para a professora, ela falou que eu precisava, né, o meu nível de acerto ou de excelência naquilo, e que depois eu volto para o livro, volto para o caderno e faço daquilo.
Então ela é muito mais traqueável, que você tem tecnologia embarcada nisso, Você consegue avaliar e customizar essa jornada de acordo com os interesses e os seus gaps que você tenha nessa jornada. Então, se o Felipe tem uma questão relacionada à gramática ou a alguma parte dessa jornada, a gente consegue identificar claramente onde estão esses gaps, não só pelas tarefas e pelas atividades que ele faz no dia a dia, mas que a gente tem um processo regular de mensuração desses resultados, que a gente chama de assessment como um todo, que é esse processo de mensuração de performance dele. Então, dado o nível que o Fernando precisava ter nesse momento, qual que é a performance dele em cada uma dessas 4 habilidades? Isso não é feito num teste tradicional com uma folha, com papel, não é feito dessa forma, é usando tecnologia para que você consiga avaliar essas 4 habilidades, né? E aí, com base nisso, você consegue ter um diagnóstico claro de quanto você está progredindo, Se você é uma criança ou adolescente, os seus pais certamente se sentem muito felizes de poder te proporcionar aquilo, mas também se sentem inseguros às vezes de falar assim: será que o meu filho está aprendendo, minha filha está aprendendo realmente?
Então os pais também conseguem ter essa avaliação. Para os professores é um ótimo diagnóstico, porque ele tem uma turma às vezes com 6, 8 alunos, ele consegue entender quais são as necessidades do Fred, do Felipe, do Fernando, da Carolina, de cada um desses alunos. E consegue customizar essa jornada. E se você é um líder pedagógico da escola, um dono da escola, você consegue mensurar também a atividade e o progresso desses alunos. No nosso segmento, progresso e essa sensação de aprendizado, ela está totalmente correlacionada com o índice de eficiência e de renovação de rematrícula dos nossos alunos. Se você não tem essa sensação de que você está aprendendo, no primeiro momento que você tem uma dificuldade, você vai arrumar uma belíssima desculpa para falar: quer saber, eu vou parar de estudar inglês porque acho que o meu carro quebrou, eu vou precisar trocar de carro, ou eu vou à Copa do Mundo agora, eu vou trocar minha televisão e vou parar de estudar inglês. Então essa sensação de progresso é algo mandatório para que você consiga continuar estudando com a gente. Então A tecnologia ajuda para o aluno, porque naturalmente ele tem uma jornada mais customizada, personalizada, mais agradável, isso traz mais engajamento.
Então, para o aluno é ótimo, porque o resultado final dele é melhor. E como negócio, isso é melhor também, porque quanto mais engajado, mais tempo fica. Quanto mais tempo fica, mais negócio tem nisso, né? Então, acho que é super importante a tecnologia, né, e inteligência apoiando nessas duas partes.
Deixa eu ver se eu entendi. Então tem a mensuração, que hoje é muito mais ampla, e isso é importante para que vocês mensurem aprendizagem e que o aluno continue. E além disso tem a experiência que o aluno pode ter extra aula com tecnologias que vão trazer funcionalidades e aprendizagem específica para o aluno.
É exatamente isso, e customizado. Então, de acordo com não só com os os desafios que cada um tem, mas com os assuntos de interesse. Então, ah, eu gosto mais de entretenimento, eu gosto mais de música e cinema. Então a gente consegue de alguma forma customizar essa jornada para que esses assuntos de interesse— a gente sempre aprende mais ou se envolve mais, aquele velho, putz, eu sentei no final de semana e li o livro, um livro que eu comprei, de ponta a ponta. Por quê? Porque o assunto era de interesse, porque você tava engajado com aquilo, enfim. Quando não é um assunto de interesse, quando você vai aprender por métodos mais tradicionais e que não estão tão conectados à sua realidade, naturalmente o seu engajamento com aquilo não é tão grande assim. Então assim, é um pouco de como que a gente cada vez mais adapta essa jornada aos alunos para que eles se sintam mais confortáveis, mais engajados e naturalmente isso seja mais, tenha melhores resultados para eles.
Acho que aqui tem um insight muito potente para todos nós, né? Você conseguiu olhar para dentro de casa com inteligência artificial, digital fortaleceu o que já era bom, né? Então a tua metodologia, as coisas que vocês aplicavam para essa jornada ser boa, vocês estão intensificando, personalizando ela ao máximo para o aluno. O desafio é: e um aluno que é pouco engajado com tecnologia, como é que vocês fazem para conseguir esse nível nos que já estão sendo bem? Porque você vai ter isso também, certo?
É, a gente, a jornada ela não é só tecnológica, né? Ela passa, a gente acredita muito no modelo híbrido e acredita muito no papel do professor da metodologia do processo nisso, né? Então, por mais que ele não seja um aluno muito engajado com tecnologia, algumas atividades ele precisa de forma obrigatória passar por isso, né? Então, acho que é um pouco de como que a gente não insere só tecnologia nesse processo, porque a gente acredita muito nesse processo, como eu disse, mas a gente precisa que ele passe por isso para que a gente consiga ter essa mensuração desses resultados. Outro ponto importante é que, dependendo, a gente atende alunos que vão desde os anos iniciais até jovens idosos com a gente, né? Então essa jornada sempre, né, elas são segmentadas de acordo com o perfil de cada um desses grupos, né? Então para crianças é uma experiência sempre lúdica que a gente mescla experiências que são de sala de aula com outras atividades que conectam ele à língua, mas que não são exatamente aquelas experiências de uma carteira, um caderno, um livro e um lápis, uma caneta. Não é isso. Então você tem experiências de cooking class, de preparar materiais específicos, de ter outras rotinas que tornam essa experiência mais lúdica.
E para criança, quanto mais lúdico, é aquela experiência de tô aprendendo e nem parece que eu tô aprendendo, né? Tô brincando junto, né? Para teens, para esse segmento mais de adolescentes, você tem temáticas e materiais que são 100% conectados para esses assuntos de interesse. Não adianta nada você querer falar sobre a história da Idade Média e vamos aprender inglês falando disso, se ele está conectado com o mundo mais de entretenimento, de atualidades, e aí sim ele é mais conectado com tecnologia. Para adultos, ele tem muito uma linguagem que também muitas vezes se conecta com negócios, com o futuro do trabalho. Essa primeira Essa é a primeira razão pelas pessoas, para os adultos que chegaram à vida adulta e que não conseguiram ter um bom nível de fluência, ele precisa de um resultado rápido. Então ele precisa ter essa sensação de progresso, de que é exatamente isso, e exatamente o ponto de semana que vem eu tenho uma reunião de trabalho, eu preciso mandar um email, eu preciso fazer um relatório, eu preciso de alguma forma já conseguir entender essas coisas. Então acho que quando ele chega na vida adulta, ele de alguma forma ou não teve oportunidades ou foi postergando essas experiências, tipo, quer saber, vou fazer outra coisa e não inglês, não inglês, não inglês, até o momento que surge um muro grande na frente dele e ele precisa, se eu quero ter uma promoção, se eu quero me conectar com uma oportunidade melhor de trabalho, se eu quero ter um aumento de salário, não tem jeito, o inglês é parte desse pedágio.
Porque no mundo cada vez mais globalizado, essas oportunidades não tem como você não trabalhar, né? Se você quer trabalhar e acelerar a sua carreira numa empresa multinacional, o inglês é parte dessa jornada e não dá para você criar atalhos em relação a isso, né?
Aí você tocou num ponto importante. Eu sinto que existe um propósito forte por trás de empresas de educação. E o inglês, a gente tem um índice de proficiência no nosso país de 1 a 2%, que é uma estatística que você até comentou aqui nos bastidores com a gente. Ainda é elitizado, né? Como é que a tecnologia pode trazer mais, democratizar o aprendizado de língua?
É, acho que tem alguns caminhos para isso, né? Pensando na marca Wiser, a gente fala, depende da região, como a gente atua em muitas, muitas regiões, depende da região. Ela tem uma escola aqui na Vila Madalena onde estamos, que naturalmente ela atende o público da região, que é um público com poder aquisitivo melhor, mas a gente tem muitas escolas em zonas mais periféricas, em zonas de menor poder aquisitivo, E não é um problema para isso, né? Acho que é um pouco de como que a gente ajusta, não a metodologia, mas sim preço e abordagem de cada um deles. Tecnologia vem para sempre popularizar isso. Então assim, certamente a gente consegue hoje atender um grupo de pessoas, de estudantes, com preços bastante acessíveis e que tem a vida transformada. Assim, um aluno com boa dedicação, em um ano, em um ano e meio, ele já tem uma ele já salta bastante de nível. E quando você vê todos os indicadores de emprego hoje no Brasil, se você tem algum nível de proficiência no inglês, a taxa de desemprego é bastante menor em relação a quem não tem. Então assim, e democratiza também, ele traz muito acesso não só para educação como um todo, mas em específico para aprendizado de idiomas.
Ele traz muito acesso às pessoas, ele muda de verdade a carreira delas e isso é algo que a gente tem, enfim, explorado cada vez mais até nos caminhos de comunicação como um todo.
E nesse ponto da democratização, aceleração também tem acontecido? O uso de mais inteligência artificial por vocês faz com que o aluno na média, né, porque a gente está falando muito da jornada personalizada, aprenda mais rápido um novo idioma?
É, quanto mais customizada e personalizada a jornada, claramente melhora a performance dele, melhora o progresso dele. A gente acredita, de novo, muito no processo, assim, né? Então, naturalmente, não é porque, ah, se eu puder fazer 8 aulas por semana, será que em 2 meses eu vou conseguir? Você tem uma capacidade de aprendizado, como não só na língua inglesa, mas como qualquer outra coisa que você se dispõe a aprender, né? Mas naturalmente, a tecnologia e a utilização de dados e de inteligência faz com que você customize a jornada, e customizar a jornada faz com que você mude o patamar de aprendizado desses alunos assim de forma mais rápida, porque o engajamento dele é maior. Acho que o grande ponto é que engajamento, personalização e customização trazem mais engajamento, e quanto mais engajado, mais rápido e mais fácil, mais rápido é esse processo de aprendizado.
Até se aplica mais e a coisa acontece mais. Um outro insight, Fred, para quem nos ouve aqui, é do percentual de coisas que estão acessíveis a quem domina o idioma da língua inglesa, tá? Não estamos falando só da tecnologia aqui, mas também fica um insight para quem nos ouve fazer uma mesma coisa em português. Inclusive, né, onde a gente usa ChatGPT, Claude e tudo mais, traz um resultado quando você calibra prompt com inglês. Não sei se você já fez esse exercício também, mas traz um resultado que às vezes ele é mais satisfatório. Então quem nos ouve, explora esse oceano.
É, quando a gente fala de uma das principais preocupações, quando a gente fala de quando conversa, né, faz pesquisas, enfim, com pais de crianças e adolescentes é: se a gente já tá no mercado de trabalho, né, e já tem algumas inseguranças em relação a será que a minha posição, a minha carreira, como será daqui a 5, 10 anos? Porque tá mudando tão rápido, né? Será que a minha posição existirá? Será que eu vou precisar adquirir novas habilidades? Será que vai sair diferente? Se a gente tem essa preocupação num horizonte de 5, 10 anos, imagina quem é pai de uma criança de 8 anos, de 10 anos, fala assim, cara, o que que meu filho vai fazer? Porque qual vai ser o futuro do trabalho, das profissões, né? Será que o economista vai ser um economista? Será que o engenheiro vai ser um engenheiro? Será que um publicitário vai ser um publicitário? O que que vai ser disso? Uma coisa a gente tem certeza que não vai mudar, assim, o inglês vai ser parte dessa jornada. Se a gente fala de um mercado do mundo cada vez mais global, se a gente fala de novas tecnologias e elas, por muitas razões, elas são originárias e oriundas de países, principalmente dos Estados Unidos, ou mesmo que sejam da China, de outros países, mas o meio de conexão entre elas é a língua inglesa, é o que você falou.
Se você vai criar um prompt em inglês ou em português, ele é totalmente diferente, porque a base de inteligência que está por trás disso Ela é prioritariamente em língua inglesa e a possibilidade de acessos, de resultados que ela vai te dar é muito melhor do que em português. Então a gente não vai deixar de aprender português para aprender inglês, mas o quanto que o inglês é parte dessa jornada para o futuro. Se existirá um curso de administração de empresas ou de economia ou de engenharia, qualquer uma delas, no futuro, eu não sei, mas o inglês vai fazer parte dessa jornada, isso sem sombra de dúvida.
Eu gosto desse pensamento, né? O que não vai mudar para que a gente fique bom, fique bom. E no mundo muito barulhento, muito difícil saber o que vai ser. Até a gente que tá tentando ficar atualizado, né, o tempo inteiro, e essas conversas a gente aprende muito também, a gente se sente desatualizado o tempo todo e por vezes perdido sobre para onde o mundo vai, né? Então eu gosto desse pensamento assim de fortalecer sua inteligência emocional, fortalecer capacidades básicas para que, independente de para onde vai o mundo, você seja uma pessoa capaz de aprender rápido e se adaptar, né? É muito interessante ver o surgimento, né, de vários aplicativos aí super AI first. E eu tô concluindo que você tem um modelo que ele é complementar, que é a escola, a experiência com aluno dentro de um processo tradicional, mas complementada também com tecnologias para esse aprendizado ser mais rápido. O quanto que esse híbrido é algo que faz diferença para o usuário aprender? Quem são as pessoas que precisam disso?
Claro, a gente acredita de novo nessa jornada como um todo, com tutoria, com professores, com metodologia, A gente acredita que não é porque é dessa forma que não tem a tecnologia e não tem atualização, né? Assim, às vezes as pessoas têm a percepção de que, ah, é aquela mesma escola, daquele mesmo jeito. Não é, né? Senão não persistiria até hoje, né? Então assim, tem muita tecnologia embarcada, tem muita atualização e tem muito estudo de por que é dessa forma, né? Para a gente seria muito mais fácil fazer de outras formas, simplificar talvez o processo, mas é porque a gente tem compromisso com o aprendizado dos alunos e o progresso deles, né? Esse é um ponto importante. Essas aplicações e as novas formas de estudar, acho que elas são todas complementares, de verdade. Assim, uma parte dos nossos alunos diz que, ah, eu aprendo inglês também além das atividades que são propostas pela Wiser ou além das atividades que são propostas pela Pearson. Eu entendo que eu aprendo inglês vendo Netflix, por exemplo. O meu filme eu vejo em inglês, eu tiro a legenda, eu ponho a legenda em inglês e ele entende que dessa forma ele está aprendendo.
Ou eu ouço música, ou eu canto, ou eu vejo algum vídeo, eu vejo uma outra aplicação. Então acho que são muitas formas complementares. A jornada assim, a gente sempre, né, como ser humano, a gente sempre gostaria de simplificar a jornada e torná-la linear, né? Como tudo na vida, né? Assim, quando eu comecei a trabalhar, eu também falei assim, olha, eu tenho 18 anos, daqui a tanto tempo eu vou ganhar mais, eu vou fazer isso, depois eu vou receber uma promoção, depois… A gente, a nossa vida, a gente sempre pensou que ia ser assim, mas aí a vida é não linear, né? E para estudar também é assim, e a nossa jornada é assim. Então, com esse tanto de contatos, né, e de possibilidades que as que as pessoas têm, a gente não entende que é um problema. Isso é complementar e naturalmente a gente tá muito atento a isso para que a experiência seja cada vez mais conectada, porque é difícil que também você consiga conectá-la perfeitamente. Mas se a gente hoje já tem possibilidade de você ter jogos dentro da jornada, aplicação que ela seja gamificada, que você tenha vídeos, que você tenha conteúdos que não só nos formatos tradicionais, então a gente entende que ela é complementar e para a gente não é um problema de verdade, né?
Porque assim, como você mencionou, se a gente fala de 1 ou 2% da população fluente no idioma, assim, tem gente que às vezes está aberto a aprender de alguma outra forma que seja gratuita porque não tem condições de, naquele momento, de fazer um investimento para ter a vida transformada e para estudar inglês ou outro idioma. E aí em algum momento isso muda. Então assim, o importante é as pessoas terem consciência do quanto o talvez é mandatório no futuro delas. Como que ela vai começar a jornada e como que ela vai ser? Assim, a gente tenta se posicionar como algo diferente em relação às outras, mas acho o mercado com tanto potencial de crescimento e com uma demanda tão grande que de verdade, assim, a gente não briga muito com os outros, com as outras marcas, a gente briga para colocar mais gente dentro disso com essa percepção de que o inglês deveria ser prioridade na vida das pessoas, porque de verdade ela transforma a vida delas e abre um horizonte de novas possibilidades.
Vou pegar um gancho nesse teu comentário. Você chegou lá, marca consolidada, sólida, fácil do ponto de vista de marketing, né? Um profissional de marketing, você tinha lá um oceano maravilhoso para trabalhar. Qual foi a mudança mais deliciosa que aconteceu desde que você chegou para você transformar o marketing e mostrar essa experiência digital com inteligência artificial?
Primeiro que quando a gente pega uma marca líder de mercado é bom que você fala assim, ó, minha marca é top of mind, é líder em reconhecimento, que ótimo, e é um baita compromisso porque se você perder um ponto daquilo você sabe o que acontece, né? Então tem um desafio gigantesco, né, de manter essa liderança mesmo com que a gente tá falando do mercado mudando.
Então fácil não é uma palavra que se coloca nessa, nesse contexto.
Mas eu acho que eu prefiro naturalmente, como líder de área de marketing, é muito melhor trabalhar com uma marca forte, porque além de você comunicar sobre aquilo e ser mais fácil, né, de alguma forma comunicar sobre alguma coisa que é conhecida pelas pessoas, muitas vezes as pessoas nesse mundo tão digital, as pessoas buscam, a gente tem um número de de pessoas, né, de interessados em leads, ou enfim, que nos procuram, que é muito grande por conta disso, né. Assim, a pessoa muitas vezes não procura curso de inglês, procura curso de inglês Wizard, porque ele já tem na cabeça o quanto que a gente referência nisso. Então, ser marca líder tem muitas vantagens, muito mais vantagens do que desvantagens, né. E eu acho que o mercado, como eu falei, há 8 anos atrás a gente não tinha acho que muitos dos comportamentos que a gente tem hoje, né? O mercado de influência não era como é hoje e a gente tem apostado muito em conteúdo autêntico e da nossa própria rede, né? Como eu falei para vocês, são mais de 1.100 escolas, mais de 400 mil alunos, dezenas de milhares de professores. Então, nesses últimos 3 anos, a gente tem muito, tem investido muito e não só a gente falar da nossa marca, mas como que essa nossa gente falar das experiências.
Porque todo mundo fala que o produto, seu produto é o melhor, que o seu serviço é o melhor, que aqui você vai aprender de verdade, que a sua metodologia é melhor. Isso em 100% das marcas falam disso. Mas algo diferente que eu acho que a gente tem um poder de fazer maior do que os outros, por sermos líderes, por estarmos nessa posição, é que tem mais gente que vive essa experiência todos os dias e pode compartilhar disso. Então a gente acredita muito em Odisseia, a gente acredita muito no Felipe como aluno que teve a vida dele transformada falando sobre a Wiza. E aí nesse caso a gente não precisa detalhar muito dessas, desses diferenciais, porque o Felipe mesmo vai falar assim: olha, o que eu mais gostava lá era do meu professor. O Fred vai falar: o que eu mais gostava lá é da aplicação e das minhas atividades extras, ou do meu, ou do meu speaking depois, na minha prática que eu fazia em casa, porque aquilo me deu mais confiança para que depois eu fizesse uma entrevista e falasse com outras pessoas. Então a gente tem transformado isso em algo muito autêntico, de verdade, porque acho que cada vez menos as pessoas estão abertas nesse mundo de conteúdos e vídeos curtos e cada vez mais isso como tendência, cada vez menos, tem tanto ruído como o Fred falou, que as pessoas estão pouco atentas ao que as marcas estão falando, elas se conectam muito mais com as pessoas.
Então esse conteúdo que é de gente para gente, humanizado, que tem histórias reais, a gente acredita muito. Então acho que se eu tenho uma boa história para contar é um pouco disso, de como a gente tem transformado e feito alunos, professores, franqueados falarem, trazerem um pouco dessa paixão pela marca.
Incrível, incrível, porque você conseguiu trazer uma alavanca que é muito particular de vocês pelo tamanho que tem. E os professores e alunos, eles já falariam de uma certa maneira, né, Só que num grupo pequeno. É. E aí, estimulados, incentivados, organizados, talvez você consiga realmente organizar uma narrativa muito forte, que não é você falando de você, mas sim a experiência. E eu acho interessante isso porque também quando um usuário ele fala o que ele tá sentindo e fazendo, é mais verdadeiro. E ele às vezes sem usar palavras transmite o que ele tá sentindo pelo jeito de falar, pelo brilho às vezes no olho, né? Ele falou uma sigla e eu queria que ficasse claro: UGC, User Generated Content. É uma estratégia, é um jeito de pensar, né, de conteúdo gerado pelo usuário. Aí no caso o usuário é o aluno mesmo, o professor, ou os coordenadores, pessoal ali do ambiente dessas 1.100 escolas, né?
Eu acho que o nosso segmento ajuda muito, a nossa indústria. Quando a gente fala de educação, é um propósito tão, né, forte, uma paixão tão grande com o segmento e com a marca que isso alavanca ainda mais essa conversa. Talvez em outros segmentos, em outras indústrias, não seja possível fazer com essa paixão e com essa autenticidade, né? Então, no nosso caso, a gente tem feito isso de forma estruturada. A gente prefere descentralizar esse conteúdo para que a gente consiga ter, aproveitando essa capilaridade tão grande que a gente tenha, a gente não precisa falar muitas vezes de capilaridade ou de número de escolas. Se você é impactado por um aluno que tá lá em Teresina, tem um aluno lá no interior do Rio Grande do Sul, tem um aluno no interior de São Paulo, Fala assim, putz, tal coisa tem em todos os lugares, né? E eu não precisei falar disso, né? Porque naturalmente você tem conteúdos para aquilo, com acentos diferentes, com níveis de proficiência diferentes, com perfis de professores e alunos que são diferentes. Então a gente fala de muitas coisas sem precisar falar delas, acelerando e usando essa nossa, realmente essa comunidade que tem conexão com a marca.
Então acho isso super positivo. E aí, fazendo o gancho de inteligência artificial, né, que é, que eu acho ponto principal é como que a gente consegue acelerar essa produção, né? Porque a gente tem todo um processo de curadoria, de definição e de mapeamento de quais são os principais. Vou dar um exemplo de como funciona um desses projetos nossos, né? O projeto para professores, por exemplo. A gente usa inteligência artificial para pegar quais são os principais tópicos, os principais keywords, os assuntos que são tendência nisso. Nesse momento. A gente lança esses desafios via plataforma para esses professores. Esses professores captam isso e criam conteúdos relacionados a isso. Então você pega um assunto que tá bombando, seja uma, seja uma trend de uma musiquinha, de alguma coisa que esteja rolando, ou seja alguma coisa de gramática mesmo. Putz, olha, os phrasal verbs é algo que tá, que tem um termo, um volume de buscas interessante para isso, ou seja, de algum outro assunto. Então você pega isso, hackeia de alguma forma, constrói muito conteúdo relacionado a isso. A gente usa esses conteúdos como marca e os franqueados e as escolas têm acesso a esses conteúdos para que também possam utilizá-los.
Então a gente usa esse poder de rede para isso. Depois, todo o processo de edição, de melhoria desses conteúdos, também feito por inteligência artificial. E toda a parte de publicação dos conteúdos, de interface que a gente tenha com os usuários, também é feito com inteligência artificial. Então é um pouco de não só inteligência artificial embarcada nos produtos, nas nossas soluções, como eu mencionei anteriormente, mas nas ações de marketing, porque naturalmente o conteúdo é humanizado e sempre será humanizado. A gente não acredita num conteúdo de alguém que não seja dessa forma. Mas você tem inteligência artificial embarcada em várias partes desse processo, garantindo melhor performance disso. Então, acho que é um pouco de como que a gente cria de novo um modo mais tradicional, mais humano, com inteligência, com tecnologia, para que a gente consiga ter melhor performance nisso.
Perfeito, muito claro.
Seria a minha última pergunta, como é que vocês usam os dados aí, né, de 400 mil alunos e 1.100 escolas pelo Brasil? Para alimentar o marketing, mas você já se antecipou.
Essa é uma das partes, né? Isso pensando um pouco de como que a gente faz estratégias de marca, né? Mas a gente também usa muito isso para os processos internos que a gente tem, né? O aluno precisa ser rematriculado, a gente acompanha os indicadores de evasão, de frequência, de progresso. Então tudo isso é mapeado na jornada, porque esse é um jogo de duas partes, né? Um jogo de, a primeira parte de trazer alunos para de dentro de casa, matriculá-los, e outro de retê-los, né, de como que você retém ele. Até porque não é uma jornada simples. E mesmo que ele se forme, por exemplo, ele pode acabar o curso de inglês, putz, pode aprender espanhol também, ele pode aprender outro idioma.
É difícil acabar, né?
Ele nunca— é como tudo na vida, assim, ninguém é formado assim, ah, sou formado em inteligência artificial, botou um diploma na parede e acabou, né? Acabou, né? Nesse mundo que você tá sempre aprendendo. A gente sempre fala de always learning, né, que é um pouco de, por mais que você tenha um bom nível de proficiência, e também depende muito dos seus desejos, das suas ambições, né. Às vezes eu quero ser doutor em alguma coisa, e aí para isso eu preciso chegar até tal nível. Talvez o meu desejo seja só conseguir viajar para Disney e me desenrolar lá para comprar o bonezinho do Mickey, para me resolver no restaurante, para me resolver no hotel. E aí a sua jornada é diferente disso, ou é cantar junto com a Taylor Swift quando ela tá lá. Então assim, depende muito do seu desejo de como acaba essa jornada. A gente acredita muito, até por isso que a Pearson se posiciona dessa forma, né? A gente tá com você em toda a vida, que é uma vida de aprendizado, agregando aprendizagem e educação durante toda a sua vida, porque a gente acredita que até o último dia da sua vida você estará aprendendo e para isso você precisa ter alguém para te apoiar nesse processo.
E tem alguma coisa que você está fazendo hoje que você não fazia antes quando você olha para esses alunos que vão evadir, por exemplo? Tem um diagnóstico mais claro que te permite agir usando inteligência artificial?
Muitas coisas, né? Acho que assim, primeiro que a gente consegue criar hoje modelos os modelos preditivos são muito melhores do que a gente tinha antes. E aí, assim, inteligência ajuda a gente a uma série de automatizações e análises possíveis e conexão com as partes, né? A pessoa não é dona inteira da jornada, né? Como eu falei para vocês, no modelo da Wiser, a gente tem um modelo de franchising, né? Então, a gente tem o franqueado lá na ponta que eu preciso, junto com ele, que ele atualize essas informações, que ele tenha as informações corretas, assim como eu também atualizo desse lado, e que a gente construa junto esse modelo para que eu consiga identificar que o Fred, dada a frequência dele, dada a idade dele, dada algumas variáveis que a gente tem nisso, não vou contar todo o segredo, mas dada algumas variáveis que a gente tem nisso, que o Fred tá perto de evadir ou que eu tenho alguma ação a ser tomada em relação a isso. A gente tá falando do modelo mais de evasão, mas ele é o contrário disso também, né? Acho que assim, a personalização e a customização trazem possibilidades.
A gente tava falando um pouco disso em off, que é o modelo tradicional de educação, você sempre limita pelo mediano, né? Então você faz com que o que você está lecionando ou ensinando para alguém, ele seja muito agradável talvez, ou muito confortável para essa faixa central, Mas para alguém que tem melhor performance, ele é pouco estimulado em relação àquilo. E para alguém que tem uma dificuldade maior, aquilo que está sendo proposto, mesmo numa linha mediana, ainda traz dificuldades. Então assim, a personalização, customização faz com que essa jornada seja diferente e esses dados consigam ser utilizados para que a gente consiga ter diagnósticos diferentes de talvez precisa ser mais rápido para o Fred, talvez precisa ter alguns pontos de atenção aqui do Fernando, talvez o Felipe esteja próximo à evasão ou próximo a, enfim, ao que for. Então, como que a gente adequa isso? A gente fala bastante de evasão, mas tem outras coisas importantes. Então, como a gente tem testes de proficiência que não são só os acompanhamentos, muitas vezes a performance do Felipe é tão boa que o que eu tenho para recomendar para ele é falar assim: putz, se você fizer um teste agora com esse seu nível que você tem hoje, você consegue uma boa avaliação talvez isso te ajude a que você aplique para uma universidade lá fora do país ou para que você tenha uma certificação que te ajude, enfim, de outras formas.
Então assim, os remédios são diferentes de acordo com cada uma dessas partes. E aí dados e inteligência artificial são partes mandatórias para que a gente consiga orquestrar isso e direcionar na velocidade adequada, porque não é algo que também Se você demorar, ficar sentado em cima desse dado, o Fred já evadiu, o Fernando talvez não tenha o progresso necessário e aí as coisas não têm o resultado esperado.
Talvez mais do que os remédios sejam diferentes, você consegue dar a vitamina que a pessoa precisa agora, você está tão preciso que você faz isso. Fred, acho que a gente ouviu aqui um exemplo muito único, né, de como inteligência artificial pode melhorar inclusive negócios centenários. Claro, acho que essa história que você compartilhou para a gente foi a trajetória de empresa mais longeva que a gente já recebeu aqui e eu fiquei maravilhado de ver que as nossas crenças elas convergem também para esse ambiente. Só posso te agradecer, Fernando, por tudo que você compartilhou comigo.
Muito obrigado pelo seu tempo e bate-papo.
Eu que agradeço o convite, sempre à disposição e foi um prazer estar aqui com vocês.
É isso aí. Muito obrigado. Acompanhe nosso canal, deixe seus comentários, a gente lê todos, responde, e muitas vezes os comentários viram perguntas aqui no podcast. Se você tem indicação para entrevistados, também indicações são bem-vindas. Até a próxima!
APRESENTADORES
Quem apresenta o AI First Cast

Fred Pericini
Co-fundador da Agência F2F, Engenheiro de Produção pela UFSCAR, empreendedor com mais de 10 anos de experiência em Marketing Digital, foi consultor na McKinsey, diretor comercial do Groupon Brasil e Groupon China.

Filipe Xavier
Especialista em marketing digital, branding e estratégia de conteúdo. Experiência c-level, visão ampla de comunicação e tecnologia e entusiasta early-adopter de inteligência artificial.