
Fred Pericini
Co-fundador da Agência F2F, Engenheiro de Produção pela UFSCAR, empreendedor com mais de 10 anos de experiência em Marketing Digital, foi consultor na McKinsey, diretor comercial do Groupon Brasil e Groupon China.
EP 23
IA em escala na FlixBus
Uma conversa sobre como a inteligência artificial está sendo aplicada na prática em uma operação de escala global.

CONVIDADO
Edson Lopes
FlixBus
Transcrição do episódio
Olá, eu sou Fred Pericini, sócio fundador da agência F2F e gaspers.ai. Estamos aqui para mais uma entrevista no AI Firstcast, o único podcast no Brasil dedicado à discussão de adoção de inteligência artificial no mundo dos negócios. A gente traz C-Level, diretores de grandes empresas para conversar sobre como que a inteligência artificial está sendo incorporada no dia a dia. Tô com meu parceiro Filipe Xavier. Como você tá, Fih?
Tudo ótimo. Hoje eu tô com mais sede de aprender sobre inteligência artificial, perdão. Tô, hoje eu tô, tô que tô, hoje eu tô que tô. Eu vou fazer uma coisa diferente inclusive que a gente ainda não fez. Vocês nunca me viram com um celular na mesa. Eu tô fazendo um prompt aqui, vamos ver se vai funcionar o que eu quero fazer. Então vamos ver isso aqui. Antes da gente ver, a gente quer saber de você aqui no nosso podcast, que nessa temporada tem o patrocínio do SoftBank, o banco de investimento que mais entende de inteligência artificial na América Latina. A nossa regra é a seguinte: a gente não apresenta nossos convidados. Mas a gente deixa você falar sobre você. Então conta pra gente quem é o Edson.
Muito obrigado aí pela não introdução nesse caso. Meu nome é Edson Lopes, eu sou diretor-geral da Flixbus aqui no Brasil. A Flixbus é a maior empresa de transporte rodoviário do mundo. Antes disso, tive passagem por empresas como a Uber, empresas de consultoria, mercado financeiro. Sou engenheiro de formação e venho acompanhando de perto e tentando participar também dessa revolução que tem sido a IA. Aqui no Brasil e no mundo.
Boa! Para a gente trazer uma dimensão para os nossos ouvintes sobre a Flixbus, conta para nós quantas pessoas trabalham nessa empresa, quantas pessoas já pegaram transporte com a Flixbus, Flixbus no mundo. Dá um panorama sobre a empresa.
Legal! Hoje a Flixbus é a maior empresa de transporte rodoviário do mundo, né, com a característica de termos o modelo asset light. Então nós não temos ônibus no balanço, né, na grande baixo dos mercados, pelo menos. Isso faz de nós uma empresa realmente escalável, vamos dizer dessa forma. Hoje nós transportamos mais de 80 milhões de passageiros por ano, tá? Estamos presentes aí em 44, agora 45 países em breve, com mais alguns lançamentos que a gente tem pela frente. E hoje, pela existência consolidada, somos líder absoluto nos Estados Unidos, líder absoluto na Europa. Fizemos mais de 20 aquisições ao longo dos anos. Então o crescimento da gente foi orgânico, mas também inorgânico. E hoje nós estamos posicionados como uma empresa low cost, mas que Também oferece soluções com segurança para o transporte e também é vista como uma empresa de tecnologia. A gente fala muito também de sustentabilidade desde que esse assunto ainda não estava no hype.
Isso é interessante. Por que vocês já falavam de sustentabilidade?
Legal. Eu acho que tem um mix de onde a empresa vem, que é a Alemanha, que é um país que esteve na vanguarda dessa discussão de sustentabilidade. Lembrando que sustentabilidade tem vários aspectos, mas do ponto de vista ambiental e dentro do transporte, por exemplo, eu acho que a primeira discussão que houve foi sobre a redução da emissão de CO2, né? Depois vieram várias outras, motores a hidrogênio, biodiesel, etc. Mas no final das contas, essa foi a primeira grande discussão que teve: como é que a gente reduz as emissões no transporte, né? Desde alocar as pessoas em transportes mais sustentáveis, como o próprio ônibus, se comparado ao carro ou ao avião, na emissão por pessoa, mas também do ponto de vista da redução do próprio ônibus. Então a gente esteve na vanguarda dessa discussão desde o começo, possivelmente porque nós somos uma empresa alemã e esse é um tema diferente de outros países. A Alemanha, a questão de ser uma solução sustentável gera até vendas adicionais. Em muitos lugares isso é uma questão que é uma questão É, vamos lá, ética é importante, é uma questão realmente de valores, mas não gera venda. Na Alemanha é um fator que inclusive gera um diferencial comercial entre as marcas, mais do que em outros países, tá?
Ainda tem muito pela frente, mas é isso. Então tem um pouco de onde a empresa vem e tem um pouco do perfil dos fundadores da empresa, sempre uma questão importante para eles.
Me conta qual que é o segredo: transportar passageiros sem ter o ônibus.
Legal, vamos lá. Eu acho que assim, quando você faz algo em que cada um faz o que é melhor, as coisas andam muito mais rápido. Então, por exemplo, o que que nós somos bons? Nós somos bons de gerar demanda, ou seja, de vendas. Nós somos bons de marketing, de atendimento ao consumidor, de planejamento de rota. Nós somos bons de tudo isso. A operação, muitas vezes você ter operadores locais de transporte com frotas pequenas, mas que fazem isso bem, que tem um ônibus limpo, que sai no horário, ônibus com segurança, com uma boa manutenção. Então a gente juntou essas centenas de operadores que a gente tem no mundo E conseguiu dessa forma expandir de forma mais rápida. O que a gente faz, o que a gente é bom no modelo escalável, em que a gente tem um CAPEX menos relevante para investir nos ônibus, e a gente trabalha em parceria com essas empresas, obviamente dividindo a receita e dividindo as responsabilidades. Esse modelo funciona super bem. Nós não somos a única empresa do mundo que tem esse modelo, né? Mas dentro do transporte rodoviário, sem dúvida, somos as que teve mais sucesso nesse modelo de asset light.
Uma coisa interessante no que você falou, praticamente todos esses pontos onde você mencionou que a empresa é boa eu vejo aplicações com inteligência artificial. Legal. Então eu queria entender como é que tá a inteligência artificial dentro da operação de vocês hoje e o que você já vislumbra no futuro próximo.
Bacana. Vamos falar de hoje, vamos falar de amanhã, e dentro do hoje vamos falar do que é que a gente consome de inteligência artificial para melhorar os processos da empresa e o que é que a gente usa de inteligência artificial para melhorar o produto e a oferta de serviço da gente para o consumidor. Do ponto de vista de hoje, ainda tá muito cedo para se falar de uma substituição da viagem por inteligência artificial. Você não vai mandar alguém de férias no seu lugar.
Eu nem quero, tá?
Se conseguir, eu não vou querer. Assim, acho que é uma coisa ainda, ainda mesmo para a realidade de revolução atual, é muito futurista falar de substituir isso, né, a experiência da gente. Então, para o setor de viagem, nesse momento não vai de busão também, né? É possível. Então, então assim, nesse momento é muito cedo para falar de substituir a experiência. Então os seres humanos vão continuar viajando. Então muita coisa da parte física dessa experiência, da parte vida real disso, ainda não tem tanta influência direta de IA, porque são seus olhos que vão ver uma viagem para o Japão, que vão, que vai ver o Japão. É você que vai viver aquilo. Mas do ponto de vista mais pragmático, pensando no que a gente hoje usa para melhorar todas as ferramentas em torno dessa experiência, a gente tá muito focado ainda em revoluções de AI dentro digital, obviamente, mas muito focado dentro de marketing, atendimento ao consumidor, precificação e alguns fatores indiretos, tá? Então assim, você vai usar IA para melhor forma de mostrar o site para o consumidor?
Vai.
Você vai usar IA para otimizar os seus canais de venda, ou seja, aumentar orçamento aqui, diminuir ali no paid social, contra SEA, contra outros canais, porque tá performando bem para essa linha de ônibus e não para aquela? Vai. Você vai usar IA para ter um chatbot eficiente para o consumidor?
Vai.
Mas substituir a viagem em si ainda não é uma realidade. Então hoje são ferramentas acessórias. Isso que a gente faz para melhorar os nossos produtos e serviços usando IA. Para agora, o que que a gente faz de IA, usa e consome de IA para melhorar o serviço interno? Eu vou dizer que é mais ou menos o que tá todo mundo fazendo. Pessoal do marketing vai fazer alguns criativos usando IA hoje em dia porque fica maravilhoso e ainda fácil. Pessoal do jurídico vai usar para ler uma licitação, pessoal do mais rápido consumir e resumir alguns fatos, pessoal de PR, né, vai usar para Às vezes consolidar materiais num release que a gente vai colocar. Então assim, são aplicações muito parecidas com as de outras indústrias, só que eu acho que é só um primeiro passo. Mais na frente a gente vai diferenciar o que a gente consome internamente de IA também, em função do que a gente quer colocar em prática nos produtos que a gente quer oferecer. Então tá no começo. Em termos de visão, falando de futuro, aí dá pra gente viajar aqui na maionese durante muito tempo, né? Assim, daqui a pouco vai ter um robô no Japão que você vai conseguir colocar, usar o Neuralink, vai conseguir visitar à distância.
Tá mais perto do que nunca disso acontecer, mas ainda assim é um passo mais na frente. Hoje as pessoas vão viajar, vão entrar no ônibus, vão na rodoviária, e essa parte da experiência a gente ainda não substitui.
Mantendo o pé no chão, qual o caso de uso que você acha que gerou mais valor para a empresa?
Legal, eu acho que assim, quando a gente fala de valor do ponto de vista de resultado financeiro, as aplicações que a gente tem em pricing hoje de inteligência artificial são muito interessantes. Assim, eu lembro lá atrás quando a Amazon começou com o Dynamic Pricing deles, na época a gente nem falava de IA já era um pouco, tá? Era estatística avançadíssima, então era IA, mas não na forma, com a roupagem que a gente conhece hoje. Mas naquela época teve um estudo do BCG que mostrava que otimizar estratégia de pricing podia gerar entre 2 e 8 pontos a mais de EBITDA. Eu posso até pegar referência do estudo depois. E eu fiquei impressionado na época com isso. E agora eu tô vivendo isso que eles falaram lá atrás, da época que a PepsiCo, que a Amazon eram referências de estratégia de pricing. Hoje em dia que está um pouco mais difundido, eu tô numa empresa que tem uma ferramenta interna de pricing muito forte, que consome dados de diversas fontes e usa isso para otimizar a estratégias de preço, eu vejo que o impacto disso é realmente fundamental. Daqui a um tempo talvez isso vire commodity, talvez.
Acho que estratégia sempre vai ter um diferencial de parametrização das ferramentas, mas hoje a gente tá nadando de braçada em diversos aspectos nesse sentido, porque vários concorrentes ainda estão colocando o preço ali na mão e falou: ah, camarada apareceu no guichê com um grupo ali, 50, aumenta preço. Quando as pessoas começarem a substituir isso por inteligência artificial, elas vão primeiro economizar tempo e segundo ganhar muito mais dinheiro.
E é interessante você mencionar porque nem toda inteligência artificial é generativa.
Claro.
Quando você diz que lá no passado a Amazon ou a Pepsi usavam modelos com inteligência artificial, algoritmos dinâmicos para definição de preço, não era generativa. E não necessariamente hoje também tem que ser a generativa, ela também tem suas limitações.
Sem dúvida.
Nesse caso de pricing, qual tipo de inteligência artificial vocês utilizam?
Legal, assim, eu não sou especialista, já fui no passado, não sou mais especialista técnico para te dar, para te dar qual, dizer quais são os modelos de pricing que a gente tá usando especificamente, mas tem modelos de classificação envolvidos. Esses modelos de classificação são utilizados para filtrar diversas bases e definir alguns parâmetros que vão alimentar a árvore de decisão da precificação das flags. Mas assim, eu me limito tecnicamente a dizer isso, que eu sei que tem alguns modelos de classificação envolvidos, Agora, quais outros tipos de modelo, eu acho que hoje eu já não tô mais tanto no desenvolvimento, não tô mais codando Python que nem antigamente, mas posso buscar informação para ti depois.
E isso gerou valor para vocês?
Muito, mas demais. Assim, hoje, hoje, assim, é até difícil de, depois que você implementou a ferramenta e ela já tá andando há um tempo e ela vai melhorando e o modelo vai se recalibrando e vai funcionando melhor, é até difícil de dizer até que ponto, até que ponto hoje você é melhor do que antes. Chega um ponto que você não consegue mais ter uma referência de medir como era tá sem a ferramenta, né? Você faz isso na época de implementar. E dá para dizer que hoje a gente tá vivendo muito bem. E assim, dá para a gente ter um feeling, porque todas as vezes que a gente tem uma alteração estrutural do modelo, a gente consegue medir de novo esses gaps de performance. São sempre muito positivos, até porque a gente não implementaria a ferramenta nova se não tivesse essa, essa evolução medida, né, com os parâmetros da ferramenta ajustados. E assim, hoje a gente tá assim, realmente muito contente com os efeitos em pricing, mas não é a única coisa. O que a gente economiza de dinheiro em marketing, o que a gente gera de eficiência em ROAS, em Return on Acquisition Spending, por conta de IA, é impressionante.
Olha aqui o que eu tinha falado. Eu pedi para o ChatGPT acompanhar os primeiros 10 minutos dessa nossa conversa e trazer uma pergunta para você.
Legal.
E aqui está a pergunta: Edson, olhando para a sua experiência em transporte rodoviário e para tudo o que está acontecendo em IA, O que você enxerga como o uso mais transformador para mobilidade de longa distância no Brasil nos próximos 3 anos? E o que vai travar essa adoção? Regulação, cultura das empresas de ônibus ou maturidade tecnológica?
Antes de você responder, você gostou? Caramba, caramba, caramba! Então vamos lá, chat, obrigado pela pergunta. Eu já participei de podcast, já participei de programa ao vivo com perguntas de internautas. Mas agora a pergunta da IA foi fantástica, cara, adorei. Que bom, que bom. Mas vamos lá, vai respondendo. Eu acho que a grande revolução nos próximos 3 anos, ela ainda não vai ser aquela coisa de ficção que eu coloquei, de substituir as viagens e tal. Eu acho que vai ser o Brasil ter um passo fundamental antes ainda da adoção mais profunda de IA, se não for como ferramenta acessória no transporte rodoviário. Eu acho que essa grande transformação ainda passa pela digitalização das pessoas, que eu acho que a IA vai virar um componente de forma geral tão mais forte que hoje a digitalização, que é de 25% da venda das passagens, naturalmente provavelmente vai atingir 50%, 60%, 70% no futuro. Então a gente tem um passo antes. O guichê de rodoviária, talvez ele seja substituído por um terminal, por um vaso de flor. Quem sabe vai ficar mais bonito. Então eu acho que ainda tem esse passo da digitalização antes. Obrigado pela pergunta, chat, mais uma vez.
Agora, pensando o que é que vai travar isso nos próximos 3 anos, e aí eu achei engraçado que o chat só pode ter usado outras entrevistas minhas ou tal coisa do tipo para falar Sem dúvidas é a regulação. Hoje a gente vive um setor extremamente protecionista. Então as empresas, 6, 7 famílias, empresas que têm domínio de 70 a 80% do mercado, das linhas mais importantes, elas fazem de tudo para influenciar a regulação e continuar se protegendo. É um fato, todo mundo sabe que a indústria do transporte funciona assim no Brasil. No longa distância, sem dúvidas, a regulação teve algum avanço se comparado com a regulação estadual, mas é o maior entrave, é esse. Aí a gente entra numa pergunta dentro da pergunta, né? E aí eu volto a pergunta para o chat, obviamente para depois, mas o quanto a IA pode influenciar as melhorias regulatórias do futuro? Essa é uma discussão que eu tenho tentado puxar, mas que ainda tá muito cedo para falar no Brasil, né? Se você for olhar, teve aquele caso da Albânia, que teve uma ministra que foi ministra de IA para contratos públicos. Olha, tem gente que tá achando aquilo um absurdo, muita gente do direito, né?
Acha aquilo um absurdo, que como é que você substitui o humano? Muita gente humana falando isso. Com todo respeito à opinião, mas eu achei brilhante. Porque o que que o ministro de contratos públicos tem que fazer? Ele tem que seguir uma estratégia de otimização baseada em alguns parâmetros determinísticos, muitas vezes, e determinar qual é a melhor estratégia. E ela faz isso divinamente e sem o viés natural do humano, que é o conflito de interesse, o interesse pessoal. Então eu achei isso brilhante assim. O cara foi, o primeiro-ministro lá foi xingado para caramba, foi uma super polêmica. Mas quem sabe isso não começa a ser mais adotado, e quem sabe lá na frente aqui no Brasil a gente não consegue usar isso para remover essas barreiras regulatórias que a gente vive.
Eu sou super adepto.
Eu também acho que essa seria uma das soluções para o problema da corrupção, sem dúvidas, porque acaba com viés, não é mais o qualitativo, deixa de ser tão qualitativo assim.
E aí não tem as necessidades que um humano tem. É isso, a gente tem nossas necessidades, tem o filho para alimentar, tem as contas para pagar. Então assim, esse viés corruptivo ele é intrínseco humano. E a máquina pode ser que não tenha, né?
Em teoria, a máquina obedece as leis que você cria para o desenvolvimento do modelo. Se você fala para o modelo que ele não vai te cuspir respostas que podem ferir a integridade de alguém, etc., o modelo, dentro de algumas exceções, vai evitar ao máximo fazer isso. Eu não acredito que exista a mesma boa vontade, pelo menos no status de sociedade que a gente tem no Brasil hoje, não existe a mesma boa vontade de todos os entes políticos, ou até de todos os entes privados também, empresas, as pessoas, eu não acho que existe essa boa vontade, essa ética. No momento que a gente conseguir fazer com que— e aí eu acho que talvez nos países escandinavos chega mais próximo disso, mas no momento que a gente conseguir fazer a sociedade atuar com essa rigidez, com esse rigor das regras comuns, éticas, eu acho que vai ser mais interessante. Por enquanto eu confio mais na IA para determinar um contrato público do que no governo, infelizmente.
Voltando aqui para o nosso tema, você mencionou que tem uma economia de budget de marketing por investir melhor utilizando IA para tomar decisão. Legal, conta mais sobre isso.
Vou te dar um exemplo de um canal, Peito Sucho, por exemplo, tá? Eu não tô nem falando que são IA nossas não, tá? Eu tô falando da IA que a gente usa da Meta e etc. Pensa comigo, a gente, quantas, quantas, se a gente tem 50 cidades, vamos dizer um exemplo teórico, tá? Meramente teórico, eu não tenho linha conectando todas as cidades, mas se eu tivesse só linhas ligando de A para B em 50 cidades, quantas linhas eu teria? 50 vezes 49, fazer a conta lá, 2.500 linhas, vai. Para arredondar, 2.450 linhas, sei lá, fazendo uma conta de cabeça aqui.
É uma análise combinatória, é uma análise combinatória também.
50, 49, eu era bom nisso, hoje em dia eu já não sou mais tanto. Mas vamos lá, vamos dizer que eu tenha 2.500 linhas para facilitar a conta. Essas 2.500 linhas, como é que eu vou testar a performance delas? Será que eu vou ter um conteúdo adequado para cada uma delas? Tá começando a ter. Então, por exemplo, eu vou adaptar primeiro a foto, a foto de cada cidade vai ter que aparecer no caso dela. Precisa de IA para isso?
Não.
Mas talvez as fotos começarem a se adaptar em função do clima ou de qualquer coisa do tipo, o conteúdo se ajustar. Está começando devagar a acontecer. Agora, o que que já acontece na prática? O modelo vai testar a performance usando os algoritmos da Meta para cada uma dessas relações. Essas relações são extraídas da integração direta com a gente, os conteúdos são colocados diretos e adaptados diretamente. A gente não manda fazer 2.000 criativos, 2.500 criativos. Os templates são adaptados em função desse conteúdo e o algoritmo da Meta testa isso e dá um resultado baseado em alguns pesos e parâmetros que a gente coloca. E com isso a gente consegue ver quais são os melhores canais, os melhores perfis de consumidor para a gente investir em cada uma dessas linhas. Óbvio, o algoritmo faz quase tudo, mas já é IA na sua essência trabalhando nisso, né? Pelas empresas que estão mais do que do lado da gente, pelas empresas que estão usando IA na lata para isso. Fora que a gente tem modelos internos também, né, em que a gente tá. E aí, para calibrar os diferentes canais da gente, por exemplo, que ela pensou já com SA e com outras coisas, a gente usa algumas ferramentas internas também, é muito em função de gestão de portfólio de marketing e funciona super bem.
Vocês estão no Brasil desde 2001. Isso que você acabou de falar já acontecia em 2021? Perdão, isso já acontecia desde 2021 ou houve uma mudança, uma progressão?
Houve uma progressão. Então assim, tudo isso melhorou. Por exemplo, essa parte dos conteúdos criativos de marketing serem ajustáveis, isso aconteceu de um tempo para cá. 2021 ainda não era assim, pelo menos não que eu saiba, né? Ou tava começando, alguma coisa assim. Agora, é, muita coisa evoluiu, mas o conceito de otimização de portfólio de marketing, de, no nosso caso, de mercados, de linhas de ônibus, em função disso, de qualquer outro SKU que você tenha, vamos dizer, é, isso aí já existia, eu acho, nessa época. Só que eu acho que agora tá extremamente difundido, e as ferramentas que a Meta oferece para os grandes contratos, elas são cada vez mais relevantes, né? Assim, é impressionante o que os caras fazem hoje. Eles têm os dados de social media como o Google tem os dados de busca, e entre outros, infinidade de dados. O que eles fazem é bizarro, né? Hoje em dia tem aquele exemplo clássico que as pessoas acham que o celular tá te escutando, que você vai abrir o Instagram e vai aparecer um vídeo que você tava discutindo ontem com outra pessoa, cara, na hora. É IA assim com modelos preditivos na cara, né?
Assim, é tão bom que as pessoas acham que tá te escutando, basicamente. Então é isso assim, eu acho que os caras são muito bons no que eles fazem, a gente tá surfando um pouco a onda deles, mas internamente tentando desenvolver algo nosso também.
E tem exemplos de Brasil que vocês exportam para outros países dentro da organização?
Acho que ainda é cedo para falar disso. Eu tenho a resposta sim. Eu vou te dar um exemplo muito interessante de um case. Então, por exemplo, hoje a gente usa IA para validação de alguns documentos jurídicos, mas assim, é uma ferramenta que a gente aprendeu a usar e que a gente passa para outros lugares. Eu uso GPT para fins, finalidades de PR. Às vezes eu vou estar, mesmo sendo diretor-geral da empresa, participando diretamente das discussões de enfim, de várias áreas. Em PR especificamente, por ser o porta-voz da empresa, muitas vezes eu uso isso para consolidar, eu uso alguns prompts para consolidar informação relevante, funciona super bem. Aplicações básicas de GPT, mas que eu ensinei para outros managing directors ao redor do mundo. Tem muita coisa que a gente exporta nesse sentido de uso de ferramentas, mas como a empresa é global, normalmente as ferramentas que são, que servem o produto, serviço da gente, elas já nascem globalmente.
Até porque é mais eficiente o contrato.
E como que é o advento da IA versus a adoção das pessoas? Como é essa gestão de mudança?
Legal.
Tem barreira? Não tem barreira? As pessoas estão a fim? Não estão? Como você sente isso?
Olha, eu acho que se eu tivesse liderando um departamento, uma repartição pública daquelas mais antigas, tivesse no Detran, com todo respeito ao Detran, mas se tivesse no Detran, eu ia ter mais dificuldade, né? No nosso caso, a gente não vive essa paranoia das pessoas serem substituídas. As pessoas, pelo contrário, elas vivem a paranoia de se capacitar para não ser substituída, mas não o medo, não, não medo de quem tá na inércia e quer continuar. Então meu time é contratado para isso, eu tenho um time que não tá preocupado com isso. Quanto ao ponto de vista dado ao assunto das ferramentas, é engraçado, você tem alguém que trabalhou 10 anos com consultoria, o cara trabalhou 10 anos na McKinsey, vamos dizer, o cara vai lá, você pede para ele fazer uma apresentação para o board, é uma apresentação de estratégia, para explicar para esse cara que hoje ele pode usar o GPT para facilitar a vida dele, ele vai eventualmente usar, mas é tão prático para ele, é uma coisa que ele fazia tão no automático, só que hoje tá perdendo o sentido a gente gastar tempo buscando palavras ideais. A gente coloca a ideia e ele cospe a coisa perfeitamente.
Então eu acho que tem alguma fricção ainda, mas é muito mais das pessoas se acostumarem do que elas terem resistência. Eu acho que hoje eu tento pregar isso na empresa, todas as lideranças tentam pregar isso, acho que todo mundo tá usando e vendo o quanto ajuda. Eu não vejo nenhuma resistência sistemática. O que eu vejo ainda é alguma fricção natural de um processo que tá se adaptando, mas daqui a pouco não tem para onde correr, vai Você conhece alguém que não faz busca no Google? Não tem. Meu avô, cara, meus avós fazem busca no Google. Meu avô de 90 anos usa o Google para fazer busca.
E é engraçado porque não é uma coisa que você pergunta e questiona as pessoas.
Exato.
Como a gente hoje questiona: como você usa o ar? Você usa ou não usa? Quais modelos você usa? O Google você não pergunta, né? Ou você pergunta no Google? Como que você pergunta? É uma coisa muito mais já natural.
Não, total. Assim, eu acho que essa É porque assim, o motor de busca é uma ferramenta, né? Sei lá, o Google não foi só isso. O Google tem toda a revolução Hadoop, todas as coisas que aconteceram lá por trás, tanto de infraestrutura de IA quanto de aplicações infinitas. Então o motor de busca é só a mais famosa, né? Só que começou a coisa. Eu acho que do mesmo jeito que a gente fala de IA de uma forma genérica hoje, eu acho que daqui a um tempo vão ter algumas segmentações também. Então assim, hoje já tá tendo alguma segmentação, o pessoal que usa IA para criar imagem, criar cria vídeo, né? Acho que esse pessoal tá usando de uma forma, tem gente que usa para mais para realmente aplicações naturais de IA generativa de texto. Nesse caso, tá se criando alguns nichos, mas acho que ainda é cedo para falar quais vão ser os clusters, né? Assim, mas daqui a um tempo IA vai deixar, vai ser uma coisa tão difundida que vai criar outros grandes polos. Ninguém vai falar mais de IA como uma coisa só, né? Acho que ainda tá muito cedo para quebrar isso, mas vai acontecer naturalmente.
Ó, eu capturei o uso de IA no marketing, o uso de IA para atendimento via chat, pricing. Existe alguma coisa na experiência do cliente com o site, com o processo de agendamento de uma passagem?
Muito legal a pergunta. Pensa que assim, hoje quando você vai pensar, vou te dar um exemplo, o tamanho do preço, certo? Tamanho do preço. Como é que você faz isso? Qual o processo tradicional? Experimentação. Você vai fazer um A/B teste, você vai colocar metade das do site vão receber o tamanho da letra daquele, metade daquele também, vamos ver o que converte mais. Ainda é assim. O que é legal é que os testes e a experimentação, eles estão ficando ajustáveis, os parâmetros estão se adaptando. Então tá saindo de uma coisa A to B para uma coisa A to B to C to D to D, é um teste muito mais complexo. Então assim, hoje a experimentação saiu do binário para entrar em várias facetas que o modelo já vai otimizando. E com o tempo, os próprios ajustes de web, de experiência, vão ser diferentes em função dos resultados do teste. Ainda é um pouco cedo para isso. Hoje você tem que parametrizar quais são os cenários que você tá testando de experiência, mas aos poucos está convertendo. Então, em termos de otimização de funil de vendas, otimização da experiência das plataformas, tanto app quanto tudo, naturalmente isso vai mudar muito.
Assim, eu acho que essa é uma das grandes transformações que a gente tá tendo agora. A IA tá servindo para alterar os cenários de teste, aquela coisa de trocar a roda do avião enquanto ele tá voando, né?
Sim. Então, fazendo uma leitura para leigos, vocês otimizam a usabilidade do site fazendo testes e a IA tá embarcada ali dentro para otimizar esses testes.
Ainda não tá embarcada, tá? Essa é uma visão ainda, né? Então hoje, por exemplo, eu dei um exemplo bem bobo e clássico de quem vai começar a estudar cases de experimentação, que é esse: o tamanho da fonte vai influenciar o valor da venda, posição de alguma coisa no site. Hoje a gente tá basicamente testando cenários pré-definidos, mas isso tá mudando. E assim, os desenvolvedores das grandes empresas de tecnologia já têm tem isso como recurso. Os cenários de teste, assim, não é você que define aonde fica o botão, sei lá, uma gama enorme de usuários. Quando você tem um volume grande de sessões no aplicativo, por exemplo, tá vendo em posições totalmente diferentes. Os A/B tests estão ficando automáticos. Isso é muito doido, né? Claro que você tem uma parametrização, mas esse é um caminho natural que todas as empresas devem seguir nos portais de venda e qualquer outro tipo de aplicação web.
É um machine learning para UX.
É isso. É isso.
Qual seria o seu maior sonho que a IA resolvesse no teu negócio hoje?
Opa, no meu negócio é regulação. Eu adoraria te falar, eu adoraria te falar que eu queria uma aplicação para as pessoas conseguirem se teletransportar para o terminal de ônibus, não precisarem pegar o trânsito. Adoraria dar essa viajada, mas eu acho que a gente tem que manter o pé no chão. E hoje o maior problema que eu tenho é regulação. E a gente discutiu aqui amplamente cenários em que, e até em outros países, tá se utilizando IA para resolver um problema de conflito de interesse regulatório. Só que aí, vamos lá, para isso ser, para ter um arcabouço regulatório para esse regulador dos reguladores, aí vai ser uma demora, etapas muito grande.
Eu não sei nem se a IA consegue te ajudar.
Eu acho que ela consegue, eu não sei se vão deixar.
É, não, com certeza capacidade tem.
É isso.
Eu li esses dias, né, que agora o GPT-5 vai ter a capacidade intelectual, né, de um pós-doutorado. E imagina isso no seu bolso diariamente como um assistente pessoal. Então assim, capacidade para ajudar a rever a regulação com certeza tem.
Olha, teve uma coisa que o GPT-5 fez que foi incrível. Tem uma prova que acontece todos os anos que é a Olimpíada Internacional de Matemática. Eu tive a honra de representar o Brasil nessa Olimpíada de 2005, né. Vão 6 alunos por ano. O GPT ano passado, eu posso estar errado aqui o número de questões, assim, mas a lógica vai ser essa: ele fez acho que uma questão das 6 sem acesso à internet, tá só usando a lógica do modelo. Ele fez uma questão das 6. Acharam que ia demorar muitos anos para o ChatGPT conseguir ser medalha de ouro, que é fazer 5 questões das 6. O GPT-5 agora conseguiu fazer 5 questões das 6. Então o avanço que eles esperavam para daqui a vários anos, foi até pauta daquele podcast do Joe Rogan, eu acho, Joel, é o nome do cara, né? E assim, eu fiquei impressionado, porque aí tocou numa coisa que fez parte da minha vida. Eu vi isso acontecer, eu sei o quanto aquela prova é difícil, eu sei o quanto aquela prova é difícil, eu sei o quanto você precisa ir muito fundo na sua análise. Então, quando eu soube que a IA, sem consultar a internet, óbvio, porque senão era só pescar a informação, a solução em algum fórum.
Quando eu soube que a IA tinha resolvido 5 dos 6 problemas, e eu vi a prova depois, por tradição minha de geek, eu olho todo ano, e fui olhar Eu falei, cara, isso aqui é impressionante. Foi o momento que a IA mais me impressionou nesse sentido. Então, se a IA consegue resolver prova de Olimpíada Mundial de Matemática, por que que ela não consegue resolver o problema do conflito de interesse nos contratos públicos, entendeu? Para mim, para mim, a inteligência já tá lá, a falta de conflito de interesse já tá lá. O que vai faltar é os humanos definindo um arcabouço regulatório para que isso tenha limites, mas tenha também espaço para trabalhar.
Tem uma coisa interessante que você falou que é única aqui no nosso podcast. A gente pergunta às vezes qual foi seu aha moment com o IA e muitas pessoas falam, ah, quando eu vi os agentes, porque tangibilizou uma maneira de eu treinar um modelo para uma atividade específica, ou quando eu me deparei com um workflow tipo um N8N que eu consigo automatizar umas tarefas. E o seu ahá, ele foi relacionado à Olimpíada de Matemática.
É isso, é isso. E não foi nenhum ahá meu, foi um ahá sobre IA, né? Porque assim, eu fiquei impressionado, foi um negócio assim fora da realidade, que tocou muito na alma. Isso foi uma coisa muito forte para mim durante muitos anos da minha vida. Quando eu vi que a IA conseguiu fazer 5 problemas na IMO, que é o nome da prova, International Mathematical Olympiad, é, porra, cara, eu fiquei, cara, ela teria sido ouro, a IA teria sido ouro na Olimpíada Mundial de Matemática, uma extremamente restrita, que vão 6 alunos para o país por ano, que muitos dos alunos que são ouro depois viram prêmio Nobel, viram medalha Fields, que é o equivalente na matemática.
Aí você viu a capacidade.
O GPT antes do esperado atingiu isso. Isso é impressionante.
A gente vai ver essa onda de revolução propulsionada pela IA muito forte. A gente sempre brinca que a gente quer fazer parte do grupo de pessoas que vão aproveitar essa onda. Que conselho você teria, Edson, para quem ainda acha que inteligência artificial não é capaz de mover grandes barreiras ou trazer grandes resultados?
Dê um passo para trás e tente, pelo menos já que você não consegue concordar, entender a outra perspectiva. E se? Esse é o maior conselho que eu dou, porque quando você entendeu o e se, se você continua achando que a IA não consegue mover essas batalhas, é uma questão de tempo até provavelmente essa pessoa se enganar. Mas o meu maior conselho é: se você não conseguir se convencer de que a IA vai chegar mais longe do que você enxerga hoje, pelo menos analise o cenário e o que é que eu faço se isso acontecer. E em todos os cenários, a minha recomendação que viria em seguida é: se prepare, porque hoje, se você não tiver capacidade para usar IA, daqui a um tempo vai ser assim, entendeu o que falaram? Basicamente.
Eu quero também responder essa.
Responde aí, quero ver.
Cara, se pessoas com QI de 200, como um Einstein da vida, geraram tantos progressos para a humanidade, imagina todas as pessoas com Einstein no bolso.
É isso, é isso.
Porque a inventividade da diversidade de pessoas do coletivo é enorme, mas nem todas têm a capacidade intelectual de um Einstein.
Quando a gente junta robótica, que é matéria, toque, com computação quântica, que é velocidade infinita praticamente, com IA, que é capacidade de processamento e análise infinito. Essas três coisas a gente constrói um negócio muito poderoso. E é o que a humanidade, a gente via, nem na ficção científica a gente achou que fosse chegar tão perto disso. E computação quântica tá aí, os últimos chips aí que a Microsoft, o Google testaram, e que as empresas chinesas que estão até na frente testaram. Cada vez tá cada vez mais próximo de você ter algum nível de erro aceitável no cálculo quântico. E aí você vai ter um transporte feito por luz e não por bits, que são informações zeros e uns, né, que a gente usa. A robótica vai estar aí para substituir o que a gente faz aos poucos e cada vez melhor. Tá difícil substituir um neurocirurgião hoje, no futuro talvez. Hoje um neurocirurgião opera por robótica à distância, talvez. Então é isso. E isso juntando com a IA, que é o cérebro da coisa, a gente constrói uma coisa muito poderosa. Onde a humanidade vai aplicar isso e como a gente vai aplicar ainda é uma questão muito Difícil de saber, mas se a gente fizer isso com inteligência, a gente não vai ser substituído, a gente vai ser maximizado.
Agora vamos supor que a pessoa tá ouvindo a gente, ela tá convencida, pô, aí é uma onda que não é passageira, é uma disrupção enorme e tal, mas estou com dificuldade de acompanhar. Todo dia nasce um LLM novo, Todo dia tem alguém no meu LinkedIn com uma narrativa que resolve problemas como mágica. E aí, cara, como que eu me organizo? Para onde eu vou?
Abre o GPT todos os dias e fala: me escreve um resumo de 2 minutos de leitura daqui para frente, todos os dias, e nesse mesmo prompt, falando sobre os principais desenvolvimentos da AI hoje, e eu vou te apontar quais são os que mais me interessam para minha aplicação. E você vai aprimorando os que você seleciona todos os dias. Daqui a 2 semanas, Ele vai começar a te dar umas aplicações que você nem imaginava que existiam, que mudam o teu dia a dia. Sabe por que que eu tô te sugerindo fazer isso? Porque é o que eu fiz. É impressionante o que ele passou a me sugerir fora do rodoviário, para minhas aplicações diárias da vida, de entender minha namorada, que eu não sei, relacionamento é sempre uma parte muito importante da vida de qualquer um, de entender minha namorada a tomar decisões estratégicas da empresa. Olha que incrível! Então assim, eu pediria ajuda para IA para me ajudar a entender a IA. E funciona que é uma beleza. É isso.
Sim. Vocês já fizeram o teste de pedir para ele te dar feedback?
Não. Mais ou menos. Eu pedi para ele dizer o que que você acha de mim, alguma coisa assim, que teve um hype, né?
É, zoe de mim, né? Tire sarro de mim.
Essa parte eu não usei, cara.
É incrível. Aí que você relembra que você tá há 2 anos escrevendo sua vida ali para ele. Você tá ali alimentando ele, que ele já te entende de uma maneira super profunda.
Eu, quando eu vou fazer perguntas muito íntimas da alma, eu uso aquela função. Eu espero que realmente eles respeitem as atividades de privacy. Espero que as empresas chinesas também respeitem, as empresas americanas respeitem, todas as empresas, sem tomar lado nenhum na história. Mas realmente espero que eles respeitem as coisas de privacy. Mas quando você clica naquela opção de não utilizar essa informação, é tipo a aba incógnito do Chrome. Você tem essa opção no ChatGPT também, ou qualquer outra ferramenta que você usa, Perplexity, qualquer outra. Quando você usa essa aí para fazer perguntas profundas, coisas suas que você não quer que o modelo aprenda, para depois você tá conversando com ele, ele puxar aquilo, você definitivamente não quer. Então todo mundo tem suas conversas íntimas com seu terapeuta, assim, com seu psicanalista. Eu acho que é uma funcionalidade muito boa dele, ele te resguardar de aprender com isso. Eu não sei o quanto isso funciona. A minha impressão, e eu não quero acusar nada, mas a impressão meramente pessoal é que não funciona tanto não, porque o negócio tá me conhecendo tão bem que só pode ter acessado tudo que eu coloquei lá, não é possível.
Então hoje eu tô, eu tô essa desconfiança em relação à privacidade de dados.
Mas você deixa de fazer alguma pergunta por conta disso? Você continua?
Jamais, jamais, jamais, jamais. Eu preciso da informação. Às vezes é mais fácil você esquecer de apertar o botão e continuar fazendo a pergunta, e talvez por isso que ele tem a informação lá. É verdade, é verdade, é verdade. A gente falha mais, cara. A gente fala mais que a máquina, isso é um fato, isso é um fato.
Mas muito bom, muito bom.
É isso. Quando a gente fundir o homem, a gente tá entrando nessa questão filosófica e tal. Eu acho que esse negócio da Neuralink vai ser uma grande revolução, né? Tanto para recuperar, você vê as pessoas que têm alguma deficiência vão conseguir ver, enxergar, falar, vão conseguir andar de novo. Isso é incrível, né? Mas não só isso, as pessoas que têm deficiências com velocidade de cálculo, por exemplo, elas vão deixar de ter essa deficiência. Então assim, as pessoas vão ser boas naquilo que elas não são.
E a gente vai ver dispositivos ajudando nisso, né? Vestíveis, óculos, Diversos tipos de acessório. De fato, a gente caminha para ser super humano e a inteligência artificial tá dando um empurrãozinho bacana para gente. É isso. Eu falei que eu vinha com sede de aprender hoje no podcast, matei a sede, matei a sede. Para mim foi sensacional esse papo, muitas, muito conhecimento, uma troca muito rica.
A gente te agradece. Muito obrigado, foi um papo bem inspirador e Confesso que vou dar uma olhada no site e reservar minha próxima viagem com a Flixbus.
Dá uma olhada se o tamanho do preço tá mudando. Atento a tudo.
É isso. Obrigado por ter dividido tantas coisas bacanas com a gente, ter falado bastante. Acho que quem nos escuta também deve ter gostado bastante.
Muito obrigado a vocês. Espero que a gente tenha oportunidade de falar mais à frente de novo. Talvez quando daqui a um ano vai ter mudado tudo, né? É isso. Obrigado, pessoal.
Valeu.
APRESENTADORES
Quem apresenta o AI First Cast

Fred Pericini
Co-fundador da Agência F2F, Engenheiro de Produção pela UFSCAR, empreendedor com mais de 10 anos de experiência em Marketing Digital, foi consultor na McKinsey, diretor comercial do Groupon Brasil e Groupon China.

Filipe Xavier
Especialista em marketing digital, branding e estratégia de conteúdo. Experiência c-level, visão ampla de comunicação e tecnologia e entusiasta early-adopter de inteligência artificial.