
Fred Pericini
Co-fundador da Agência F2F, Engenheiro de Produção pela UFSCAR, empreendedor com mais de 10 anos de experiência em Marketing Digital, foi consultor na McKinsey, diretor comercial do Groupon Brasil e Groupon China.
EP 33
Empreendendo com AI
Edu Camargo, co-fundador da Mauna, explica como empreender com AI e como a Mauna — mentoria para empreendedores, pode acelerar profissionais com IA nos processos.

CONVIDADO
Edu Camargo
Mauna
Transcrição do episódio
Olá, nós somos o AI First Cast, o podcast patrocinado pelo SoftBank, o banco que mais investe em inteligência artificial na América Latina. Nós estamos dando início a mais um episódio. Primeiro de tudo, prioridades, né? Dá um oi para o meu co-host, parceiro aqui dessa jornada, Felipão.
Bem, Fredão, bom, nós aqui tentamos democratizar conversas sobre inteligência artificial e fazer com que mais pessoas compreendam que isso transforma e tá mudando o jogo, certo?
Certo. E transformando vidas.
Aí, é isso aí, é isso aí. E hoje a gente vai ter um papo, Fred, vejam bem o que eu vou falar, pessoal, calibrem seus ouvidos. Porque daqui vai sair insights poderosos. Para a gente começar, conta para a gente quem é você e por que você está aqui hoje.
Boa, pessoal, obrigado pelo convite. Eu sou o Edu Camargo, eu estou aqui hoje porque a gente está passando por um momento de AI que está mudando muito a vida das pessoas, as perspectivas do que elas podem fazer, quem são elas no emprego delas e o que elas podem ser. E a gente está catalisando isso hoje com a Mauna, que é a empresa que eu fundei. Um pouco do meu histórico, eu comecei carreira em venture capital, Era apaixonado por startup, mas nem o Nubank existia lá quando eu estava me formando. Então, eu fui para o outro lado da mesa, conheci um pouquinho o mal que você tem que conhecer. Eu brinco que o venture capital é o mal com quem você tem que conviver. Fui depois ser founding team de uma empresa de infraestrutura que virou um unicórnio. Então, participei dessa jornada inteira até eles virarem unicórnio. Fui para fora do Brasil, em UC Berkeley, fiz MBA lá, tive aula com o papa do empreendedorismo lá, que é o Steve Blank. De lá nasceu uma empresa, era uma empresa de crédito para B2B chamada Deficia, a gente vende em 21. E aí eu divido minha vida entre focar em educação empreendedora, ajudar outros.
Eu passei por muita dificuldade, estou até escrevendo um livro sobre isso, vai lançar, já está em pré-venda na verdade na Amazon. E a outra metade sendo CEO e General Manager de algumas operações de fintech e marketplaces aqui no Brasil. E nos últimos meses, larguei tudo para começar a Mauna, que é esse projeto que eu vou contar um pouquinho aqui para vocês. Mas estou nesse momento aí de empreender novamente e me divertindo com a correria e as glórias também dessa jornada.
Bom demais. Então conta para a gente o que é a Mauna, Edu.
Bom, a Mauna nasceu de uma dor que eu mesmo tive com o meu sócio, que foi estar no mercado corporativo e não está enxergando que aquilo fazia sentido para a gente. Ver que o mercado corporativo é um jogo que a gente estava tentando mais aprender a jogar do que se perguntando se a gente deveria estar jogando ou não. E a gente gastava muita energia com isso e a gente queria tentar jogar outro jogo, mudar um pouco o paradigma, tentar transformar. Eu falo assim, cara, quando você descobre que você pode se contratar, é meio mágico. Só que quando você decide que você vai querer empreender ou fazer alguma coisa fora, não tem um caminho hoje, não tem um lugar para você ir, não é o Sebrae que vai te ajudar, é muito diferente. Então a gente falou, cara, vamos criar um produto que resolveria o nosso problema quando a gente estava no mercado corporativo, vamos criar uma empresa que ajude a fazer essa transição entre o mercado corporativo e o empreendedorismo sem a pessoa ter que jogar tudo para o alto, que é o medo, jogar tudo para o alto, deixar, abrir mão da algema de ouro, do conforto.
Então a gente criou esse produto da Mauna. A Mauna tem um mês de vida, um pouco mais de um mês de vida. A gente já começou a nossa primeira turma, então estamos com algumas dezenas de pessoas aí já nesse primeiro programa e a gente entrega eles daqui a 6 meses para um pitch day com investidores de verdade, em que eles apresentam de fato a empresa que eles criaram nesses 6 meses e, dando tudo certo, recebem um cheque e vão viver desse sonho aí de empreender. Ter feito isso sem ter corrido um risco tão grande, que é largar tudo. Então, a Maura nasceu com esse propósito de ajudar as pessoas a fazer essa transição, que agora, por causa da AI, está sendo bem acelerada, seja voluntariamente ou não. Tem muita gente no mercado corporativo se perguntando qual é o seu papel com a AI e o que eu posso também criar. Então, os dois lados, estou preocupado, mas ao mesmo tempo eu estou ansioso e curioso com o que eu posso fazer hoje com essa tecnologia.
Eu acho que vale uma pausa aqui para a gente digerir o que você explicou. Então, a Maulna é uma empresa nova que auxilia pessoas a fazer uma transição de carreira, a sair do corporativo e empreender.
Isso.
E aí vocês lançaram essa empresa e ela já está com algumas dezenas de executivos, de pessoas que estavam no corporativo que já estão nessa jornada com vocês para empreender e já vão apresentar um pitch do novo negócio deles para investidores.
Exato. O programa pega as pessoas desde o momento que eu não tenho nenhuma ideia ainda do que eu quero fazer. Então, eu só sei que eu quero empreender, eu só sei que eu quero me mexer, eu só sei que eu quero me colocar em movimento. E a gente ajuda essa pessoa desde ter a ideia, validar essa ideia, Testar ela no mercado, ter a primeira receita. A gente fala que não tem validação sem receita. Então, eu falo assim, todo mundo gosta de sorvete. Então, se eu te dar sorvete de graça, todo mundo aqui vai sair comendo. Se eu cobrar R$30, R$40, R$50, R$100 no sorvete, muda muito a minha atração. Então, ter receita, montar um time, pensar em sociedade, preparar o pitch para os investidores e, de fato, daqui a 6 meses, eles sentam na frente de investidores de verdade que vão decidir colocar ou não dinheiro na empresa. Não é TCC, não é trabalho de finalização de curso, é literalmente levantar dinheiro para o teu negócio para investir no teu sonho. Então, é um programa real para quem quer começar um negócio e a gente não exige que a pessoa saia do emprego. Então, ela vai meio que gradualmente aumentando a dedicação de horas.
Se ela não encontrou nada, eu brinco que pelo menos é bom porque ela já fecha essa porta E aí volta para o mundo corporativo e já pensa em como canalizar a energia. Agora, se ela abre essa porta e essa porta é o próximo passo de carreira dela, empreender, ela tem toda a condição de fazer. E para ajudar ela, além de muito conteúdo e muita prática, a gente juntou um time de mais de 30 mentores hoje. Você tem desde o Ricardo Salen, que é CEO da Flash Benefícios, até empreendedores que fazem serviço. Que também é uma forma de empreender, você não precisa ter uma empresa de tecnologia gigantesca, mas são hoje esses mais de 30 mentores, todos empreendedores. Então a gente criou essa comunidade de empreendedores atuais que querem ajudar empreendedores futuros e é meio que um ciclo que nunca termina, porque esses aqui entram, viram empreendedores, viram mentores e ajudam a gente a criar esse ecossistema de criação de novos empreendedores. Tem muito com propósito isso, porque a gente acha que A forma da gente mudar o Brasil é através do empreendedorismo, eu acredito piamente nisso. Então a gente pega a pessoa muito boa que tá hoje no mercado sem perspectiva, estressada, com medo, a gente acolhe essa pessoa nessa comunidade, nesse programa e ajuda ela a montar um negócio do zero.
Talvez você esteja aí se perguntando, né, o que que o AI First Cast quer saber desse case. E é aí que a gente se surpreende, tá? AI está em tudo nessa jornada aí. E eu quero que você conte para a gente por que AI tem tudo a ver com o seu negócio.
Acho que tem um primeiro elemento que é de mercado, que acho que eu vejo as pessoas, eu vejo dois tipos de pessoas hoje no mercado. As pessoas que estão assustadas com a AI e com receio do que pode acontecer com o emprego delas. E eu vejo as pessoas que estão empolgadas e se perguntando: será que dá para fazer mais com a AI? E ao mesmo tempo eu vejo a grande parte das empresas, até mesmo para esse segundo público, restringindo o potencial da AI dentro das empresas. Então, às vezes não tem nenhuma assinatura de um ChatGPT, de um Claude, usa o Copilot da Microsoft, não tem uma ferramenta talvez um pouco melhor ali. E aí as pessoas estão tendo que pegar o laptop pessoal, eu converso com muito executivo que faz isso e começa a usar AI. Então eu acho que está todo mundo meio que ou com medo ou curioso e eu acho que os dois públicos são muito propensos a pensar em como, até mesmo quem está assustado pensar, tudo bem, como que eu aprendo esse tipo de coisa para criar um novo negócio? Como eu crio uma empresa que às vezes é o que a gente fala do solo entrepreneur, que é o empreendedor sozinho que cria uma solução específica para atender um mercado mais nichado e consegue com AI resolver esse problema.
Então, e quem está com essa animação em relação à AI e não consegue encontrar essa animação hoje dentro da empresa, esse ambiente para usar as ferramentas de AI, entende que através do empreendedorismo eventualmente eles podem fazer esse tipo de coisa. Mas o nosso negócio não é só nessa camada, acho que isso que é legal. Quando a pessoa entende que ela precisa se mexer e eventualmente olhar para empreendedorismo com AI como uma forma de carreira, ela chega dentro da Mauna e a gente montou hoje o programa inteiro com vários agentes de AI treinados pela gente, com o nosso contexto, com o nosso contexto específico de empreendedorismo. Então a gente, os mentores, todas as pessoas que estão participando do programa, a gente monta as AIs que ajudam durante o programa inteiro os participantes. Vou dar um exemplo para vocês. Tem um exercício que a gente faz que chama Effectuation. Que é um exercício que é mais ou menos assim: na hora que você vai empreender, você tem que olhar para a tua geladeira. O que significa a tua geladeira? O que eu sou bom? O que eu sei fazer? Quem eu conheço? O que é importante para mim?
É meio que você olhar para o teu próprio umbigo. E aí, ao montar esse exercício, eles conseguem contar com um agente de AI que consegue, com o nosso contexto treinado, transformar você em negócios. Então, a gente já cria uma primeira lista de 10, 15, 20 oportunidades de negócio que são mais encaixadas com a tua personalidade. Então a pessoa já começa o programa entendendo que ela pode empreender com AI e já vendo na prática como a gente criou um programa também com vários agentes de AI que ajudam a pessoa durante o percurso dela, né?
AI tá no produto, no curso, tá em tudo. E AI é um catalisador de mais pessoas querendo empreender. Seja por medo ou por audácia e ver um mundo novo.
Seja por proteção ou seja um movimento de ação. Dos dois lados, a pessoa pode se interessar. E eu acho que outra coisa importante que a gente está vendo com as da AI é o seguinte: empreender basicamente é você descobrir se alguém tem uma demanda por um produto que você está se propondo a fazer. E a testagem desse produto com AI hoje é muito rápida. Então, o ciclo de aprendizado… Eu lembro que quando eu fui testar meu primeiro produto, demorou 3, 4 meses para a primeira versão do MVP ficar pronto. E eu gastei um dinheirão. Cara, hoje em dia você monta um protótipo em horas dentro de uma ferramenta. Então, o ciclo de empreender também fica muito mais rápido. Esse ciclo de errar e aprender está muito melhor. Então, eu acho que não tem melhor momento na história do mundo para você pensar em começar a empreender e já começar a colocar em prática as suas hipóteses do que seria esse produto. Produto para o mercado.
E muito provavelmente você e seus sócios, você mencionou que seu sócio também está na terceira, quarta empresa, muito provavelmente para a Maula chegar ao mercado vocês fizeram todos os testes na própria empresa.
Com certeza.
Com inteligência artificial.
Com certeza. A gente usa muito AI internamente, seja para a gente fazer teste de produto. Então, por exemplo, o nosso primeiro site foi totalmente feito no Lovable. E o site hoje está super bonito, responsivo, tudo ótimo. Hoje a gente está pegando todas essas AIs e está empacotando dentro de uma plataforma que a gente está também usando, por exemplo, o Cloud Code para ajudar a gente a montar a primeira versão e colocar essas AIs dentro do ambiente protegido, porque hoje está tudo no ChatGPT. A gente vai colocar no ambiente protegido. Então assim, a gente não ensina uma coisa que a gente não esteja usando dentro do nosso negócio. E eu acho que tem… Esse aprendizado para quem está fazendo o programa de que não precisa que o seu produto seja AI, mas como você encaixa AI dentro do seu produto. Como o AI vira parte do teu modelo de negócios, como ele diminui os custos. Então, até mesmo a necessidade de dinheiro que você precisa levantar com investidor é menor, porque às vezes você precisa de um analista a menos. Hoje eu não mexo no meu modelo financeiro. Eu estava conversando com o meu sócio hoje de manhã.
Sabe como eu mexo no meu modelo financeiro? Eu abro o Cloud Cowork, Eu falo tudo o que eu quero que ele simule na planilha, ele simula na planilha, eu abro a planilha e vejo o resultado. Então, eu já nem ponho mais a mão no meu modelo financeiro para fazer projeção do nosso forecast do ano de 2026, por exemplo.
Você acha que dá para empreender sem AI hoje? Faz sentido pensar?
Eu acho que dá, mas não é inteligente. Dá, dá para empreender, dá para você fazer o que você quiser hoje. Porque a Maula também não é o local só das empresas de tech gigantescas. A gente pergunta para as pessoas, qual que é o seu topo? O seu topo pode ser ter um restaurante, o seu topo pode ser ter uma franquia, o seu topo pode ser ter uma consultoria, fazer um serviço, né? Não precisa ser uma empresa de tecnologia, uma plataforma, uma coisa de AI que vai ser gigantesca, unicórnio. Então assim, dá para fazer, mas eu tenho certeza absoluta que tem muita coisa do teu negócio que vai te dar mais margem vai te trazer mais assertividade se você colocar AI no teu dia a dia. Então dá, dá. Não precisa ser baseado em AI, mas até mesmo, por exemplo, um restaurante, você subir o teu relatório de vendas para uma AI e ele te passar quais são os melhores horários e tal. Então assim, tem muito uso que não é no produto, mas é na operação, que dá para fazer sem, mas eu acho que é um desperdício fazer sem ou não aprender a fazer.
Eu compro muito que a jornada do empreendedorismo é tortuosa e fazer investimentos na frente, upfront, para depois talvez aquilo te trazer algum dinheiro é difícil de fazer isso. E usando AI, às vezes você consegue prototipar, consegue ir a mercado, tentar fazer as primeiras vendas do que for, né, com menos custo. Eu vou dar um depoimento meu. Você falou do Lovable, eu passei à tarde num dos dias na semana passada, cara, fazendo um CRM para eu cancelar o CRM que a gente usava na agência. Em um dia e meio eu cancelei o CRM. Então em algumas horas ali eu já tava com uma V1 e aí depois eu fui melhorando. E pior, cara, eu dificilmente vou conseguir sair do CRM que eu fiz para mim mesmo, porque ele é muito específico. Ele é muito para… Eu peguei o melhor do que me serve, sabe? Do meu processo comercial e fui colocando nele. Então, cara, assim… E ele é mais AI do que o que eu tinha de CRM antes. Inclusive, nós estamos agora num momento de… Tá se falando muito de crise do SaaS, Software as a Service.
Eu ia falar isso agora.
Como é que você vê essa crise do SaaS? E dentro do time ali, dos executivos que estão fazendo essa transição de carreira com vocês, como vocês têm orientado sobre para quem quer empreender com desenvolvimento com SaaS?
Legal. A gente… A gente tem, como eu comentei, a gente tem esse primeiro módulo que a pessoa meio que empreende de dentro para fora, quem eu sou e tudo mais, o que eu poderia fazer. Mas logo na sequência a gente já tem uma metodologia que é de fora para dentro, que a gente chama VC Hacking, é uma metodologia proprietária nossa. Que basicamente a gente olha para as tendências do mundo e a gente tenta ver se a pessoa teria capacidade de empreender dentro daquela tendência. É uma visão mais top-down assim. E uma das tendências é exatamente essa, é a crise do SaaS e o começo do micro, micro, micro, micro, micro, micro SaaS, que é o SaaS extremamente nichado para alguns públicos específicos. E assim, eu acho que essa é a primeira tendência. A primeira tendência que eu vejo é os produtos ficarem muito mais específicos e nichados. Então, aquele SaaS gigantesco que resolve 20 dores não vai existir. Agora, aquele um SaaS que tem muito contexto específico, resolve uma dor muito específica, ele vai ter cada vez mais mercado. Mas o que eu acho que vai ser mesmo o caminho, e aí é difícil dizer se é esse ano, ano que vem, é o caminho de você empoderar as pessoas de forma fácil.
Ainda não é fácil fazer o que você fez. Empoderar a pessoa a criar os seus próprios SaaS. Eu acho que esse é o grande ambiente que a gente vai chegar, de novo, não sei quando, Mas é você literalmente gravar um áudio falando, olha, eu preciso criar um CRM tal, tal, tal que faça tal coisa. E isso fazer para você de uma forma que não exija tanto um Gmail. Pô, você é um cara inteligente, imagina uma pessoa que não sabe, ela não vai conseguir fazer isso nem uma semana. Então eu acho que estamos caminhando para esse lugar, lugar em que na verdade o próximo grande produto é empoderar a pessoa montar o teu próprio SaaS dentro toda a tua operação. Eu, por exemplo, hoje quando eu brinquei, não brinquei não, porque é verdade a parte do modelo financeiro. O que vai acontecer muito provavelmente daqui a pouco? Isso vai virar um executável, um arquivo instalável no meu computador, que eu vou subir os extratos e ele vai fazer o meu planejamento financeiro inteiro como se fosse um programa dentro do meu computador. Então eu acho que esse é o caminho que eu vejo. E aí quando a gente conversa com os nossos participantes, a gente traz esses riscos.
Cara, será que o que você está desenvolvendo é defensável? Não é? Será que daqui a pouco uma atualização do cloud não vai matar 100% do que você está fazendo? Então é importante fazer essa provocação de você está criando uma feature ou você está criando uma coisa que resolve um problema real? E acho que aí tem a grande dificuldade, aí te joga também para esse lado, achar que tudo é possível. Mas se tudo é possível para você, também é para o outro.
Esse é um ponto interessante. Nessa primeira leva de alunos que vocês pegaram, qual foi o nível de maturidade que vocês encontraram em relação à inteligência artificial? Onde que tá essa turma?
Eu acho que o desafio de qualquer programa é que você tem uma questão de nivelamento difícil, né? Então é difícil dizer que tem um nível único assim, mas eu vejo que todo mundo sabe mexer, todo mundo sabe abrir o GPT, sabe abrir o Claude, sabe mexer, mas o que eu vou falar para você é o seguinte: todas as conversas de corredor que a gente tem no coffeezinho conversando ali é pessoal conversando sobre prompt, é a pessoa virando e falando: Olha que legal esse prompt que eu aprendi, olha que legal essa função que o Claude faz, o GPT faz. Então, eu acho que o nível de uso bom, mas eu tô vendo um fomo gigantesco e uma inteligência coletiva sendo criada entre eles em relação ao uso, tá? Eu acho que a gente tá nesse momento como sociedade, as pessoas sabem usar, mas ninguém ainda sabe usar na máxima potência. E aí quem sabe alguma coisa de máxima potência em alguma atividade específica já tá muito, já tá muito na frente. E não são muitos ambientes em que essas pessoas dividem essas coisas. Então, acho que você também tomar a decisão hoje de entrar para um grupo de empreendedorismo como a MAL, você se colocar no lugar em que isso vai estar sendo conversado na fronteira do conhecimento.
E só para terminar, dentro do programa tem um pedaço que a gente vai falar de prototipagem, que é mais ou menos em maio. E aí a gente vai ter um laboratório de prototipagem. Então, esse nivelamento da AI para prototipação, a gente vai fazer ao vivo com eles, né? Então eles vão ter especialistas de AI para ajudar eles a botar a mão na massa e colocar os produtos para rodar. Então uma preocupação nossa é essa também, por isso que a gente colocou esse módulo dentro do programa.
Boa! Deixa eu dar um pouquinho mais de contexto de algumas coisas para os nossos ouvintes. O Edu, Fred, ele também foi coordenador de um curso de educação muito diferenciado dentro do ambiente brasileiro, né? Você então tava ali num ecossistema que já era muito favorecido, né, do ponto de vista de empreendedorismo, de acesso e tudo mais. E olha o que você falou: poucas pessoas estão num nível de saber utilizar inteligência artificial em alguma potência máxima. De novo, eu falei no começo da nossa conversa, calibrem seus ouvidos, tá? Então aqui o ouro está aqui ainda, né? Para quem quiser se desenvolver e ser uma pessoa que sabe e tem um diferencial sólido, inteligência artificial faz total sentido, cara.
Eu acho que toda— organiza as esferas da sua vida, né? Você tem o teu trabalho, você tem tua família, sua saúde, é os seus hobbies, né? Eu acho que todo minuto que você não tá focando em uma dessas coisas que é extremamente necessária para tua saúde mental e física, você deveria estar ou praticando ou estudando AI hoje em dia. Eu acho que é extremamente importante que você tenha um momento no seu dia ou na sua semana para estudar ou testar. Cara, só pega o Claude, só pega o GPT e pergunta às vezes para ele: o que que eu posso fazer?
Vamos falar, vamos fazer tipo um momento jornal da manhã de uma das rádios que eu ouvia com meu pai. Repita Repita, por favor.
Mas é isso, cara. E as pessoas não têm ainda o costume de perguntar para a AI o que ela pode fazer. E façam isso, façam isso. Entrem lá na tua AI de preferência e fala assim: O que eu posso fazer com você? E, cara, vai descobrindo, vai fuçando, vai descobrindo. Poucas coisas são tão legais quanto você entrar… Cara, eu entrei nesses dias com o Claude que tava indo para dormir, minha esposa, meu, vamos dormir. Eu falei, não, mas ele tá fazendo um negócio aqui que eu tô precisando, cara. Então eu acho que a gente não tá nem ainda entendendo direito onde que tá. Então eu gastaria todo minuto que não é com essas esferas importantes que são necessárias da vida aí fuçando. E não é procurando curso, cara, não é isso. Conversa com a tua própria AI, pergunta o que ela sabe fazer, pergunta Fala assim, você já tem meu contexto, o que você acha que é legal que você sabe fazer que me ajudaria no meu contexto? Gasta esse tempo com isso.
E você, cara, lançando uma empresa que vai ajudar empreendedores, você tem que estar na crista da onda de AI. Você acha fácil o processo de aprendizado desse assunto e como você encara ele?
Eu acho que depois que você passa do preconceito com a AI, no sentido de, ah, mas será que esse negócio é bom mesmo? Será que funciona? Quando você incorpora ela no teu— cara, eu não faço nada hoje que não tem AI. Qualquer apresentação que eu vou fazer, e não é que ele tá fazendo por mim, mas ele me mostra ângulos ou considerações que eu não tava pensando. Ele apresenta ângulos que eu não Não estou vendo. Ele traz a perspectiva de um terceiro, o que um terceiro acharia do material que eu estou subindo. Então, hoje eu já uso o cloud dos R$500 lá, porque eu estava batendo no limite toda hora de tanto que eu uso. E eu acho que assim, a minha produtividade está bizarra. E eu acho que quando você empreende, você precisa ser muito produtivo. Você tem que tomar muitas decisões em curtíssimo espaço de tempo, o teu tempo é muito escasso, a gente tá rampando o time ainda, então não tem— a gente, pô, foi um sucesso o lançamento da empresa, a gente tá rampando o time agora, eu preciso ganhar produtividade o máximo possível, então eu tô usando o máximo que eu posso.
Ao mesmo tempo, é o grandes poderes, grandes responsabilidades. Eu acho que também ao usar muito você tem que ter um senso crítico muito grande do output do que a AI te entrega, e isso eu acho que as pessoas ainda não têm. Então eu me cobro muito de ter o senso crítico, de não pegar o que a AI me jogou ali e achar que é verdade absoluta e mandar para frente com os travessão e tudo mais, né? Mas esse ponto eu acho que muita gente ainda não tem. Ainda tem muita gente que tá jogando para AI e achando que aquilo é o resultado final. Eu jogo, mas eu tento discernir e botar a minha pitada no que eu tô produzindo.
Posso fazer um desafio nessa tua fala? Você acha que as pessoas fazem isso, um, porque elas são frágeis e estão duvidando de si mesma, né? Elas não acreditam, sabe assim, autoestima em relação àquele assunto específico não as permite contribuir e refinar e trabalhar junto com a inteligência artificial, ou não é só simplesmente Vamos para frente, próxima tarefa. A pastelaria é muito grande.
Cara, o que a AI faz hoje para a gente? Ela é um ótimo analista. Se a pessoa já não sabe na vida dela conversar com um analista e iterar com uma pessoa e pegar uma resposta que é dada, desafiar, contrastar, pedir para pegar mais dados, ela não vai saber fazer isso com a AI. Eu acho que é um reflexo de quem a pessoa é na vida, né? Se você trocar AI por um time de analistas, essa pessoa também não vai conseguir interagir, não vai conseguir trazer uma perspectiva nova, ela vai enviesar o que os analistas vão trazer. Então, eu acho que é um reflexo, como a pessoa interage com AI hoje é um reflexo de como ela interage ou interagiria com um time. Porque AI no fundo é isso, você pega vários analistas especialistas em algum assunto e pede para ele fazer alguma atividade ali para você. Se você não souber primeiro ser dono do output, isso as pessoas têm muita preguiça, ser dono do resultado. Cara, você é dono do que vai sair, do que você coloca no papel. O que eu tô falando aqui, eu sou dono de tudo que eu tô falando.
O que a pessoa consome do meu produto, eu sou dono desse produto. Se eu não tiver um compromisso com a qualidade disso, seja AI, seja um time vai sair ruim, entendeu? Eu acho que a gente— o problema é a pessoa no final do dia. Eu falo que é o que está entre a máquina e a cadeira. E aí, se não tivesse uma máquina, seria uma pessoa e ela estaria também recebendo tudo que a pessoa manda. Quantas vezes a gente já não viu na vida profissional, apresenta aquela coisa meio errada para o chefe, aí o chefe vira, a gente tem vontade de dizer, foi o analista. Não, não, isso aí passou, deixou passar. Cara, eu sou chefe, você deixou passar. É a mesma coisa com AI. Não, você entregou esse output aqui com travessão, entendeu? Com os dados errados, com referências erradas. As pessoas não sabem hoje ainda parametrizar a própria AI para ela não inventar nada, que é um prompt super simples. O prompt é: não quero que você invente nada. Se não tiver dados, você tem que dizer que não sabe e quando tiver, me apresenta. Porque eu quero poder apresentar algo para alguém e falar dos dados, que é o que eu pediria para um analista.
Não inventa nada.
Me traz a fonte.
Só procura coisa que tem fonte. Só que a gente parametriza o analista e não parametriza a AI. Então tem… Eu falo, cara, a AI é um reflexo de quem você é já profissionalmente.
Eu compro demais isso aí. A AI é um espelho. Se a pessoa tem vivência, se a pessoa tem experiência, se a pessoa já fez uma jornada, ela vai ter um output melhor.
É como você lidera recursos.
É. Agora, eu também respondendo a minha própria pergunta, né, é fácil, é difícil? Eu sinto que é paradoxal. É fácil e é difícil. Por que que é fácil? Porque, cara, Quase todas as AIs é só você conversar. Você falou algumas coisas aqui, tipo, ah, é só parametrizar pedindo para ela não inventar. Cara, eu pedir para não inventar, não precisa escrever código nenhum, é só você falar do jeito que você fala, assim como uma pessoa. Eu fiz o CRM lá que eu dei o depoimento conversando. Ó, eu quero ter cards Eu quero conseguir movimentar os cards. Eu fui falando pedaço por pedaço e foi saindo. Então, é muito fácil aprender AI. O que é difícil é: um, a velocidade que estão surgindo produtos novos está difícil de acompanhar.
Verdade.
Então, a gente começou tateando no ChatGPT e hoje já tem mais de 20 que você precisa conhecer, senão você pode ser que não esteja tão updated.
Exato.
O segundo ponto que não é fácil nesse aprendizado é que muda muito. A gente, no início, era entrega de texto. Hoje não é mais nada disso. A entrega de texto é 5% do que você pode obter. Eu planejo minha viagem. Beleza, cara. Ah, eu faço um email, eu faço um PowerPoint. Beleza, mas a AI hoje faz ação, ela é agêntica. Tem frameworks novos que substituem equipes fazendo ação. Então a gente não consegue mais encapsular a AI do tipo eu confio, não confio, ela erra muito. Ela errou o quê? Ela erra no texto, ela erra na ação que você está propondo ela para fazer. Então mudou. Então eu vou confessar aqui, talvez você sinta mais acolhido aí, nosso ouvinte. Eu trabalho com isso, tenho aqui o podcast ouvindo pessoas sobre isso, eu me sinto desatualizado.
Eu estou.
Eu me sinto todo dia.
Mas é um estado de espírito esse, não é um mal. Eu digo, não é uma coisa temporária, é um estado de espírito constante. Assim, hoje, se você se cobrar estar atualizado, você vai viver uma vida de frustração, porque é impossível. Eu acho que você tem que tentar se forçar ao máximo é de estar aberto, de estar aberto a aprender, a testar, curiosidade, conversar com a própria AI. Não conversar no sentido ter alguém para conversar, mas assim, cara, o que podemos fazer? Que é uma coisa que eu falo assim, que no final do dia é um reflexo de quem você é como profissional, porque você deveria virar para o teu time e falar, o que podemos fazer que a gente não tá fazendo? É uma conversa que você já deveria ter com as pessoas ao seu redor, né? A diferença é que agora não tem mais as pessoas. Esse time virou um modelo conversacional.
Meu time.
É, e virou o AI time, né? Então, o que você já iria fazer com um time que a gente Como é que estão os nossos números? Onde que a gente pode melhorar? O que a gente não tá fazendo que a gente poderia estar fazendo? O que que os nossos concorrentes estão fazendo? A diferença é que antigamente você perguntava isso para o seu time, demorava semanas para eles procurarem, verem o que o competidor tá fazendo, olhar o relatório, mudar. Hoje você literalmente vira e fala assim: o que que os concorrentes do meu mercado estão fazendo? Eles têm a resposta em 40 segundos. Então não substitui o que você precisa fazer. Já era o que você precisava fazer antes, só que agora tá muito mais rápido, muito mais fácil. Então eu falo, se você não está fazendo, você tá jogando horas e horas e horas e horas e horas do seu dia embora, porque não vai mudar o que você vai pedir, mas o que você vai pedir vai ficar sempre muito mais rápido. E foi o que você falou, não é só uma coisa de procurar informação, trazer conversacional, é algo que atua no teu trabalho melhor do que analistas.
Ou então assim, eu acho que quem tem muita capacidade de brilhar com a AI é quem tem medo da AI, porque a AI não vai substituir quem tem muita experiência e contexto. Essas pessoas que sabem lidar com pessoas, que sabem liderar, que sabem perguntar, que sabem quais informações são importantes. Você precisa saber qual informação é importante também para vai pedir. Essas pessoas não vão ser substituídas, elas morrem de medo. Quem vai ser substituído é quem infelizmente tem um trabalho de baixo valor agregado, que não consegue ainda ter pensamento crítico muito grande porque não tem experiência. Assim, eu acho que quem vai sofrer mais é o pessoal, honestamente, o pessoal mais jovem, que curiosamente é o pessoal que mais está se inteirando de AI.
É paradoxal. É assim, assim, e eu quero enfatizar um ponto da sua fala, né? Você falou, cara, eu tô pagando R$500 no cloud Que é um plano mais avançado lá, né?
Tem retorno.
É isso que eu quero falar, é sobre isso que eu quero falar, cara. Se você descobrir uma ferramenta que você vai produzir de 50% a 800% mais— é uma teoria que eu tenho, que um profissional com pouca referência, um profissional mais júnior, ele produz 50% mais. E um profissional com mais referência vai produzir 800% mais. Se eu te disser que por R$100, que é o plano 1 ali do cloud, você consegue melhorar a sua produtividade de 50% a 800%, por que você não paga?
Cara, faz a conta. R$500 dá um pouco menos de R$20 por dia. Cara, se você economizou 15 minutos, está pago. Concorda?
Concordo.
Pelo valor da tua hora.
E essa adoção, ela tem que partir assim das empresas, mas para mim me incomoda um pouco não partir das pessoas. Porque isso tem um benefício próprio na carreira das pessoas, ou ela vai ser promovida ou ela consegue empreender.
Mas é por isso que elas estão fazendo no modo rogue, no modo… Elas estão fazendo com o laptop delas. As pessoas que de fato veem isso e as empresas não habilitam as licenças e não criam um ambiente de proteção, eles estão indo fazer na física. A pessoa tá pegando ela uma assinatura do cloud para ela ser mais produtiva e ela tá se preocupando com isso, a empresa não.
E isso já é uma forma de empreender, cara.
Acho que já é uma forma de você sair da inércia, pelo menos, de você entender que você pode ser muito mais produtivo utilizando o que tem no mercado. E aí tem muita gente do programa que vira para mim e fala, Edu, o fato da minha empresa não estimular eu usar esse tipo de coisa me confirma que eu preciso empreender, porque eu estou vendo o que eu posso ser produtivo na minha atividade, no meu expertise, se eu usar AI. Só que eu estou num trabalho hoje que eu tenho que usar meio que no modo clandestino. Então é ridículo. Ele falou, cara, o que eu entendi? Que se eu não fizer eu mesmo, eu vou estar dentro de um ambiente corporativo que não só não estimula, como me pune se eu uso AI fora do ambiente de trabalho. E ele fala, eu só uso porque eu quero ser mais produtivo. No final do dia, eu quero dar mais valia para a minha empresa. Eu quero produzir mais com o mesmo. Eu não estou pedindo para ganhar mais. E a empresa não quer. E aí ele vira e fala assim, então você não quer? Eu vou aprender e eu vou fazer para mim.
Eu vou me contratar, eu vou ser a empresa, eu vou tirar essa barreira e eu vou produzir 800 vezes mais aqui e vou entregar muito mais valor.
E sabe uma coisa que eu aprendi também? Que existe um preconceito se você chegar falando que resolveu um problema com AI. Existe um preconceito.
Ainda existe.
Seu PPT pode estar 10 vezes melhor ou eventualmente a sua organização de pasta ou Cara, seja lá o que você resolveu com AI, pode estar muito melhor. Se você falar que fez com AI, o cara vai falar: Resolvi em 15 minutos e deve ter uns erros aí no meio. Eu não falo mais, eu não conto mais. Eu vou lá e faço do jeito que eu quero fazer. Isso é uma coisa particular minha, como eu resolvi o problema. Está aqui a solução e é minha. O PPT, se tiver algo escrito errado, sem fonte…
É isso, você é dono do output.
É, mas eu não conto que eu fiz com AI não, cara. Porque essa é uma particularidade minha, eu faço depois o que eu quiser com o meu tempo. E o não pagar uma ferramenta para mim é meio bizarro, porque é você assinar que você não confia em você, que não vale a pena investir R$100 ou R$500 em você. Aí não faz sentido você aprender inglês, não faz sentido você investir em nenhum curso. Também, se você não vê também a tecnologia como um investimento em você mesmo. Qual ferramenta que tem que assinar? Só dá para assinar uma, meu budget. Meu budget, só dá para assinar uma. Hoje, qual você assinaria?
É que exatamente hoje saiu a notícia do Claude lá, que vazou as informações ali. Mas tendo em vista isso, o Claude para mim ainda está mais completo hoje em dia, porque…
Mais robusto. Custa.
O Chat, o Co-Work e o Code, eu acho que—
e agora o Teams também, né?
É, então, e ele integra com diversas outras ferramentas externas. Então eu acho que hoje a Anthropic tá um pouquinho na frente. Não sei, vamos ver depois da notícia de hoje, né, o que que vai acontecer. Mas eu acho, eu tô seriamente pensando em cancelar o meu GPT. Ele já Ele é muito bom para o dia a dia, mas para o nível de complexidade que eu estou tendo agora na empresa e o quanto eu quero que continue… Acho que não é só o nível de complexidade que está agora, eu quero que fique muito mais complicado. Então, eu preciso estar com um superpoder. E eu acho que hoje o Claude me dá esse superpoder.
E o Claude cowork na criação dos agentes que fazem ação, que para mim é o pulo do gato, ele já cobre quase tudo que o OpenCLaw se possibilita a fazer, que foi um modelo sem os riscos de falta de guardrail que o OpenCLaw tinha. Então, ele resolve o que o GPT resolvia, que são os agentes de escrita e tal, mas ele também resolve a ação que o OpenCLaw, que era o outro, resolvia. Eu estou contigo, para mim o Claude é o principal para ocupar o modelo atualmente. Agora, é óbvio também, se é designer, aí vão ter outras. Você quer desenvolver uma small application, um SaaS, aí é o lovable. Vão ter particularidades.
Concordo.
Posso mandar minha última pergunta? Estou aqui confabulando com a Beto.
Posso.
Estava vendo você.
Edu, é o seguinte, cara. Você vem de uma trajetória bonita, bacana, bem-sucedida, 3, 4 empresas, tem um sócio igualmente bem-sucedido e agora você está botando um livro na rua, você já avisou aqui. O título é Por que eu não deveria empreender? Responde essa pergunta para a gente. Por que alguém não deveria empreender?
Eu acho que você não deveria empreender se você não está pronto para gerenciar as principais esferas da sua vida que não são o empreendedorismo. O meu livro fala muito sobre esse gerenciamento e eu falo de saúde mental, eu falo de saúde física, eu falo dos relacionamentos, eu falo de tesouraria, que é a grana. Então eu falo sobre pedir ajuda, todo bom empreendedor pede ajuda, por isso que a gente também fez a Mauna, porque eu quero que toda pessoa que queira empreender possa pedir ajuda. Você não escala uma montanha sem contratar um especialista, você não faz nada na tua vida que é importante sem um especialista, a gente quer ser essa pessoa. Então eu acho que quem não deveria empreender é quem não está disposto a fazer gerenciamento dessas áreas da vida. Porque não é você estar 100% bem financeiramente, não é você estar 100% bem fisicamente, não é você estar 100% bem psicologicamente, não é o teu relacionamento estar sensacional, não é sobre— nunca vai estar. Mas você vai ter que gerenciar isso no ambiente de extremo estresse mental, E eu falo isso na verdade para as pessoas, eu falo, olha, o empreendedorismo vai te levar nos limites de tudo.
Se você não está disposto a primeiro, antes de começar, dar uma ajustada fina nessas esferas da sua vida e depois que você estiver empreendendo você gerenciar isso, você não deveria empreender, porque empreender vai desregular. Então, se você não está pronto para regular de novo no meio do caminho, de novo, não precisa estar perfeito, mas você vai estar tendo que dar, mexer o pratinho. Então quem não deveria empreender é quem não está disposto a entender a importância que essas esferas têm na jornada e quem não está disposto a gerenciá-las da melhor forma possível enquanto a jornada está acontecendo. Essa resposta, sem dar spoiler do livro que já está em venda na Amazon, chama Por que Você Não Deveria Empreender, pela Citadel, pela editora Doutora Cidadel, é esse tipo de pessoa, pessoa que não tá disposta ao gerenciamento necessário da tua vida enquanto você empreende.
E o livro já tá lançado no momento em que o podcast aqui gravado vai ao ar, então nós vamos colocar o link do livro da Amazon, na Amazon, nos comentários desse episódio no YouTube.
Para fechar, de tudo isso que você falou, de por que alguém não deveria empreender, inteligência artificial pode ajudar gerenciamento desses itens?
Eu acho que pode, porque o que ela faz por você? Ela te dá mais produtividade no trabalho para te dar mais tempo de gerenciar esse tipo de coisa, para você conseguir ter mais espaço na tua agenda para gerenciar melhor relacionamentos, Saúde, grana. Então eu acho que sim, eu acho que ela ajuda na jornada. Você empreende mais rápido e testa mais rápido e fica uma jornada um pouco mais fácil de você lançar o produto ou de pelo menos testar. E enquanto você empreende, ela te libera tempo. E esse tempo é importante para balancear tudo na vida.
Excelente.
Muito bom o papo.
Recebemos Edu Camargo, um brasileiro que acredita que o empreendedorismo pode mudar o Brasil. Verdade, veja só.
Mais um, mais um, porque eu também acredito muito nisso.
E com inteligência artificial eventualmente ainda facilite o caminho de muita gente. Se você ouviu esse podcast, gostou do que o Edu falou aqui, eventualmente empreendedorismo é para você, fica aí a dica de leitura do livro. Edu, muito obrigado por ter vindo aqui compartilhar o seu novo momento, detalhes da nova empresa. Para a gente é uma alegria muito grande receber empresas de diferentes esportes e entender como inteligência artificial, que é uma coisa que Fred e eu acreditamos bastante, tá movimentando e fazendo as coisas acontecerem no país.
Eu que agradeço, obrigado pelo convite. E acho que o conselho final é: se você não tá investindo um minuto algum em entrar nesse mundo, cara, esse mundo vai mudar o teu mundo daqui a pouco. Então gaste algum tempinho pelo menos e conhecendo isso antes que você seja obrigado a fazer.
É isso aí.
Muito obrigado.
Obrigado.
Valeu, pessoal. Até a próxima.
APRESENTADORES
Quem apresenta o AI First Cast

Fred Pericini
Co-fundador da Agência F2F, Engenheiro de Produção pela UFSCAR, empreendedor com mais de 10 anos de experiência em Marketing Digital, foi consultor na McKinsey, diretor comercial do Groupon Brasil e Groupon China.

Filipe Xavier
Especialista em marketing digital, branding e estratégia de conteúdo. Experiência c-level, visão ampla de comunicação e tecnologia e entusiasta early-adopter de inteligência artificial.