
Fred Pericini
Co-fundador da Agência F2F, Engenheiro de Produção pela UFSCAR, empreendedor com mais de 10 anos de experiência em Marketing Digital, foi consultor na McKinsey, diretor comercial do Groupon Brasil e Groupon China.
EP 25
Eficiência, autonomia e escala na redução de burocracias
Uma conversa direta sobre como a Inteligência Artificial está transformando o setor jurídico das grandes empresas.

CONVIDADO
Lucas Pena
Pact
Transcrição do episódio
Bem-vindos a mais um AI First Cast, o nosso podcast para falar sobre inteligência artificial e ajudar você que nos ouve, nos assiste, a ser uma pessoa mais eficiente, mais produtiva e, por que não, mais feliz com a sua vida também. Eu sou Filipe Xavier, um dos co-hosts desse podcast, E eu tô aqui com um convidado muito especial, que já vai falar sobre ele, e com o meu super parceiro, co-host, Fred Pericini. Fredão, faça a sua boa.
Olá, eu sou Fred Pericini, sócio fundador da agência F2F e Gaspers.ai. O nosso podcast, ele tem a missão de trazer empreendedores, investidores, C-level e diretoria de empresas para nos contar como eles estão adotando inteligência artificial no negócio deles. A gente quer aprender e também trazer conceitos que inspirem vocês para uma adoção, porque a gente acredita que o futuro é AI First.
E nessa nossa jornada de tornar aprendizado ensinamento também, nós temos o patrocínio do SoftBank, o banco que mais investe em inteligência artificial da América Latina.
E eu tô feliz com a entrevista de hoje porque ela vai muito na direção de a gente trazer diversidade de negócios para mesa. A gente quer conversar com negócios em formação, com negócios grandes também, mas em segmentos diferentes da economia. E hoje nós vamos atacar um setor diferente. Pela primeira vez nós vamos entrar em legaltech. Estamos aqui com o Lucas, muito bem-vindo.
Super obrigado.
Apresente-se.
Lógico. Eu sou o Lucas Pena, sou engenheiro, não sou advogado. Trabalhei no mercado financeiro muito tempo e foi justamente olhando de fora um problema que me parecia muito grande que eu resolvi empreender e criar um negócio que pudesse endereçar a dor dos times jurídicos na gestão dos seus problemas ali ligados à justiça, aos seus processos, às suas eficiências operacionais.
Como que um engenheiro foi parar numa empresa de Legal.
Melhor, fundaram uma empresa de… Conte para nós.
Eu acho que eu vim muito do lugar onde eu via o quanto doía em quem tinha um grande negócio, um problema onde existia pouca clareza. Então foi ajudando empresas que passavam por muita dificuldade financeira e que eram negócios que foram lucrativos por séculos ou muitas décadas, que se deparavam num momento de dificuldade. Nesse momento de dificuldade descobriam que tinham ali uma dívida, não necessariamente um passivo judicial, mas uma dívida mesmo muito grande para ser cumprida naquele momento. E a justiça, a não ser que você esteja em recuperação judicial, não quer saber qual é o seu momento de vida como negócio, né? Ela quer te obrigar a pagar aquele direito que ela entende que é devido. E ali eu fui entendendo que existia uma assimetria importante de informação. Então, como é também que você está descobrindo hoje que você tem que pagar amanhã um processo que nasceu há 6, 10 anos atrás? Isso não pode ser uma surpresa. Eu comecei a perceber ali que existia um padrão. Eu estou surpreso que vou pagar R$50 milhões de dívida trabalhista esse ano. Aí quando você olhava o histórico, você paga R$50 milhões de dívida trabalhista há mais de 5 anos, só que você nunca percebeu.
Isso passava desapercebido. Então assim, o quanto desse padrão está sendo ocultado ou por uma incapacidade de gestão ou porque as ferramentas certas não estão colocadas na mesa. Então foi muito nesse viés de entender que quem estava ali, principalmente as pessoas advogadas e as empresas, elas estavam no status quo onde ninguém interferia para falar, ó, isso aqui está sendo feito de um jeito inadequado, mas que já trouxesse a solução também, porque só o problema não leva a lugar nenhum.
E quando nasceu a Pact?
A Pact nasceu em 2018, então foi muito depois ali da esteira de Lava Jato, de empresa. Eu trabalhei muito no setor de infraestrutura, que foi carregado por essa onda. E nesse processo eu conheci algumas pessoas que eram advogadas também. Que tinham escritórios muito especializados, o que é comum na advocacia, né? A pessoa que é advogada trabalhista e tem um escritório há décadas. E foi conhecendo essas pessoas e num grupo de discussão de como é que a gente transforma os negócios que a gente tem. Então, fora do Brasil tem mais de década já em que a advocacia até já foi desregulamentada. Então, Estados Unidos, Inglaterra, Austrália são países onde você pode ter um escritório de advocacia. No Brasil você não pode. Então, esses advogados já estavam nessa discussão, pensando em negócios diferentes, e um deles me disse, cara, eu acho que o problema trabalhista pode ser um lugar para a gente começar. E foi olhando para como funcionava essa realidade, mergulhando numa realidade que eu desconhecia completamente, que eu consegui criar um primeiro viés que fosse muito objetivo, muito alinhado ao interesse, que gerasse um diferencial na visão da empresa para que ele pudesse decolar. Então, a Pact nasceu nesse momento, assim, de oportunidade em que empresas de algum jeito já tinham um pouco mais de consciência de que esse problema precisava ser lidado de uma maneira diferente do típico, que é passa para o escritório e deixa ele carregar isso ao longo do tempo, e passaram a escutar quando eu aparecia dizendo, olha, me parece, processo trabalhista é público, né, então é uma informação pública, me parece que você vai pagar 100, 500 processos nos próximos 12 meses.
Isso de partida já gera um certo interesse, mas não era só isso, né, era o recado de você não quer deixar eu tentar negociar isso para você pagar por menos? Pagar você já vai. A justiça não vai fazer você não pagar. E aqui eu tô falando de empresas grandes, Magazine Luiza, Redditor, Brasil Brokers, eram todas empresas que a gente passou a atender logo nesse início de primeiro momento. Disseram, cara, o que você tá me falando faz todo sentido, eu vou pagar mesmo. Eu olho aqui e vejo que o processo vai entrar em execução, como chamam. Se você conseguir qualquer desconto no limite, faz sentido. E a partir daí a gente foi criando um negócio que estivesse alinhado ao interesse, que a responsabilidade sobre a solução ficasse do meu lado e que eu operasse as próprias tecnologias Até porque eu tô falando de um público que ainda não é tão afeito à tecnologia. Então eu não acreditava, ainda não acredito que o empacotamento daquilo como um produto que o meu cliente vai operar sozinho fosse trazer o resultado necessário para essa turma ver alguma diferença no ponteiro.
Então você tem uma tecnologia proprietária, mas tem um time que opera essa tecnologia e provê um serviço para o seu cliente final.
Exatamente desse jeito. Hoje a gente, algumas partes da nossa tecnologia a gente disponibiliza para o uso direto do cliente, mas eles fazem parte da engrenagem total. Então o ciclo completo nunca está só na mão do cliente. Então independentemente do quanto a gente tenha esses ciclos automatizados, executados sem interferência de uma pessoa, ele está sempre sendo assistido por alguém. E normalmente a nossa relação com o cliente está ligada ao sucesso. Então é entregar o processo resolvido, o acordo feito, o depósito levantado. O sistema atualizado dele automaticamente. É justamente tentar fazer com que ele possa ser só o gestor. Porque as empresas também foram sendo cada vez mais pressionadas por custos e nenhuma empresa das que eu atendo são de negócios jurídicos. Esse é totalmente uma área transversal e eventualmente não desejada. Então essas equipes são muito pequenas. A gente atende equipes de 3, 4 advogados que carregam mais de 5 mil processos trabalhistas. É impossível ele saber a narrativa de todos esses processos. Ele tem mais de 10 escritórios, provavelmente, então ninguém dá narrativa completa para ele. Só que o CEO dele, o CFO dele, que também é algo recente dos últimos 5, 10 anos, né, muitos respondem ao CFO hoje.
Então as perguntas do CFO são financeiras, são gerais, são de gestão. Só que a pessoa com quem ele tá interagindo é uma pessoa especialista no trabalhista, ela não sabe a história de 10 mil, 5 mil processos. Ela sabe a história de alguns deles. E é isso que foi deixando essa turma muito sem ferramenta, sem saber o que fazer, muito pressionadas pela auditoria. Então a gente foi criando as soluções de uma maneira que a gente pudesse criar o ciclo completo, ensinar essa pessoa a ler essa informação e apresentar a partir da lógica que faz sentido para a gestão. Então a gente ocupou e ainda ocupa esse vácuo de gestão. A gente não substituiu advogado em nenhuma das verticais que a gente atende.
Sim, existe um advogado fazendo o que ele é bom para fazer e vocês criam um dashboard Exatamente.
Ele vai traduzir tudo que ele tem para outras verdades. Exatamente essa tese. Seja através de um dashboard, seja através de uma automação, seja através eventualmente de um BPO, né? Tem atividades de alguns clientes que são muito específicas às vezes do setor, muito específicas de um momento que ele está passando. E o que ele precisa é de uma esteira que funcione melhor. Então, e ele precisa que seja imediato também. Então tem algo da dor do legal, né? Dos jurídicos que ela é, ele não tem tanto tempo, mesmo que ele tenha disposição para errar. Até porque é um tema muito sensível. Então, o jeito também que a gente foi encontrando para criar a tecnologia foi pegando primeiro o problema e aquela determinada operação e a gente mesmo criando tecnologia para ela. E eventualmente ela foi substituída integralmente. Eu comecei ali com uma esteira de 4 pessoas fazendo aquela tarefa e eu em algum momento passei a não ter nenhuma mais. Mas eu só consigo fazer isso se eu pego primeiro a dor dele. Se eu não tiro a dor que está doendo nele, ele não tem tempo de ficar testando. Ele está sendo muito pressionado porque apesar dele ter que aprender a fazer a narrativa dos 5.000, 10.000 processos, ele também tem que responder um a um.
Se você olhar a caixa de e-mails de um advogado que esteja numa equipe jurídica de empresa, ela é infinita. Ela tem demandas das mais diversas que você possa imaginar. E ele também é pressionado pelo todo. Essa é a grande, é o grande desafio dessa turma. E é por isso que tem tanto espaço para ocupar com eficiência de gestão.
E onde entra a inteligência artificial na Pacte?
Olha, entrei em muitos lugares, na verdade. Onde e quando, né? É, mas eu acho que o principal é que, e essa é a parte boa da justiça brasileira, né? A gente fala muito, a justiça brasileira ela é um problema, né? Muita gente encara a partir desse viés. A verdade é que a justiça brasileira hoje já existe há muito tempo. De todas as instituições que a gente tem no Brasil, ela talvez seja a mais estável. A gente tem o STF, esse formato institucional há quanto tempo? Então a gente já teve mudanças de regime de república e a Justiça permaneceu lá, eventualmente sem interferir e tal, mas ela já estava ali. Então ela foi gerando um padrão que é muito mais longo e a Justiça foi muito precursora, apesar de tudo, na digitalização. A Justiça brasileira, ela de fato carrega a maior parte dos processos litigiosos do mundo, principalmente no trabalhista, no trabalhista 92% dos processos trabalhistas do mundo todo estão no Brasil.
92%… Pausa, pausa, pausa, que essa estatística aí deu um bug.
Não, é uma grande loucura.
92% dos processos do mundo trabalhistas estão no Brasil.
E aqui tem duas razões. Primeira é de como a gente concebeu o arcabouço trabalhista no Brasil. Então a gente entende que esse é um tema apartado, né, e a CLT é um conjunto de leis específica que existe antes da Constituição de 88. O CLT já tem mais de 50 anos, fez 50 anos esse ano. E o segundo é que a gente decidiu que existe uma justiça para falar sobre isso, porque como é muito específica, existe uma justiça específica. Então isso, muitos poucos países têm esse tipo de estrutura. Isso não significa que não existam disputas originadas do trabalho e da relação trabalhista nos Estados Unidos ou em outros lugares, mas é que eles são endereçados através da justiça comum, que é parte da discussão que existe hoje, né? Essa discussão vai e volta muitas vezes sobre a relação de trabalho, mas com essa configuração é muito característico do Brasil. Eu tenho muitos clientes de multinacional que são obrigados a usar um sistema de gestão jurídico que também é internacional e que ele não consegue subir esse processo, é impossível, porque não dá para—
não é banana com banana.
Não é, é impossível, não existe essa categoria para lidar com esse problema. É muito bom pra mim, é muito bom pro LegalTech como um todo.
Porque onde existe complexidade existe oportunidade, né?
O problema jurídico no Brasil é muito sui generis. Mas a parte positiva daqui é que a justiça, principalmente a trabalhista, foi a primeira inclusive do teste, foi a primeira que praticamente se digitalizou 100%. A gente tem mais de 95%, essa estatística é quase a mesma, dos processos digitalizados no Brasil.
Fiz uma pergunta de leigo aí no assunto jurídico. Existe uma API que você conecta e traz os processos?
Infelizmente não.
Mas hoje…
Hoje essa discussão existe com o CNJ, que é o Conselho Nacional de Justiça. A época da gestão do Barroso foi muito importante, inclusive nesse amadurecimento, porque foi uma pessoa muito afeita a dialogar com as questões de tecnologia e não a se sentir ameaçado. Para você ter uma ideia, a gente às vezes tem um usuário pessoa que acessa 100 vezes processos diferentes no mesmo tribunal e ele, esse usuário, é derrubado pelo tribunal, você acessou muitas vezes muitos processos no mesmo dia. Como assim, entendeu? Porque qual o problema se essa informação é pública, se esse dado é público? Então esse dado não é público, esse dado é público num limite de consulta. Como é, entendeu?
Qual é a regra?
Existe essa zona cinzenta, mas a gente consegue obviamente fazer esse acesso numa escala muito maior hoje através de tecnologia e extrair essa informação. De uma forma estruturada, mas não como uma API, tem que emular esse acesso. E isso é um primeiro caminho, inclusive onde a inteligência artificial foi muito relevante, porque ela ajuda a quebrar as barreiras desse processo de acesso. Então, antes a gente tinha muito problema da queda do acesso. Hoje, com a implementação da inteligência artificial dentro dessa engrenagem, ela sozinha se resolve. Então, a gente vê que teve uma instabilidade, mas foi resolvida sem que ninguém tivesse que parar para resolver aquilo. Isso foi os primeiros lugares onde a gente implantou inteligência artificial, foram nesses pontos de gargalo onde a tecnologia ela sofre uma interferência e aí um humano, um desenvolvedor tem que parar, entender o que foi e botar aquilo no ar de novo. A gente conseguiu levar esse tipo de tecnologia para esses pontos para que a gente diminuísse muito essa necessidade de tudo ter que parar para alguém resolver. Então, o primeiro lugar não veio necessariamente na nossa regra de negócio em específico. Ela veio, na verdade, num processo mesmo de sustentação da infraestrutura e da programação ao redor do que a gente faz.
Em seguida, a gente foi, obviamente, levando ela justamente numa lógica interpretativa. Então, a justiça brasileira não é uma justiça que decide de forma padronizada. Então, apesar de você ter acesso a muita informação, isso significa que você tem acesso a muitas páginas de texto. Em alguns momentos existem tabelas de valores, mas em sua grande maioria, e é na linha dos 90% para lá, a gente está falando de texto. Texto e texto escrito no formato em que cada indivíduo acredita. Então, numa mesma região, no mesmo tribunal regional, numa mesma turma, você tem formas de escrever diferentes sobre uma mesma coisa.
Como transformar um dado não estruturado num dado estruturado?
Esse foi o grande salto, a gente conseguir Primeiro consumir esse volume de dado, entender qual parte dele faz sentido interpretar, porque tinha uma questão também de custo-benefício. Então, para a gente fazer inicialmente um determinado consumo e estruturação de dados por pessoa, me custava na média entre R$3 e R$5 por processo. Quando a gente fazia isso com tecnologia, me saía praticamente R$9, R$10, porque eu tinha que ler tudo. A minha pessoa não lê tudo. Mas eu botava a minha tecnologia para ler tudo. A partir do momento que a gente conseguiu entender e a fazer determinada identificação com aplicação de tecnologia interpretativa, eu não preciso processar tudo. Se você fizer um ChatGPT de advocacia, tá, e decidir que você vai jogar tudo para dentro dele, vai fazer as perguntas que você quer, não vai fazer sentido para você, não vai fazer sentido para nenhuma empresa, para nenhum escritório, entendeu? Porque sai mais caro do que você botar um estagiário. Então O que a gente foi criando foi justamente formas de processamento em que a gente processasse naquilo que é mais refinado e caro, aquilo que faz sentido ser processado no refinado e caro. A gente tem um desafio muito grande hoje no nosso nicho, porque é um nicho que não é entusiasta de tecnologia.
Então, as pessoas que se formam em direito, elas geralmente são, elas têm um temor, até porque elas são treinadas para ter medo das coisas. Mas hoje elas são muito pressionadas de todo mundo está fazendo, então também quero fazer. Então a gente tem muitas conversas com advogado sentando na minha frente dizendo, ah, eu quero contratar inteligência artificial. Bacana, né? Primeira pergunta é, quanto dinheiro você tem para isso? Não, não tem dinheiro para isso, mas eu quero que você coloque aqui de algum jeito. Porque as pessoas têm um racional ChatGPT, entendeu? Que não é assim, né? Então assim, e para que que você quer? Porque eu posso fazer tudo que eu faço por IA, até negociar. Hoje a gente já consegue negociar por IA, fazer coordenação de negociação por IA, a gente já consegue fazer isso. Mas assim, com que custo eu consigo fazer isso para você? Eu posso fazer isso para você em qualquer processo, de qualquer característica, porque você quer a todo custo? A verdade é que não. Então tem pouco refinamento ainda no pedido de entender o que que se quer. Lógico que quer dizer, quer ter um estampo, né, quase um estampo de prédio AAA.
Eu quero dizer que eu uso Então é isso que eu quero comprar. Quando isso não tem nada a ver com a dor que você tem. Sim, sim, sim. Esse é o grande desafio, é assim, como é que a gente faz com que isso seja verdadeiro na cabeça de quem tem o problema?
Mas isso é uma característica quando uma inovação tecnológica ganha um hype muito grande, né? Eu lembro também no mundo do marketing, quando veio as redes sociais, a diretoria assim, eu quero ter sociais, quero me posicionar. Mas o que você quer fazer?
Não sei, eu quero estar lá.
Então eu acho que aí também tem um pouco isso assim, é razão, a diretoria, o CEO estão tomando pressão do board de, cara, como que nós vamos melhorar o nosso resultado com implementação de AI?
Perfeito.
Então às vezes pode ser que tenha Pessoas que saem meio estabanadas, né? Quero implementar, quero implementar, mas assim, aonde? Qual a sua dor?
E às vezes você não tem o básico, tá, gente? Já teve conversas de cliente que me disse, eu quero que você coloque aqui para eu fazer provisão, para eu fazer provisionamento. Ah, bacana. Qual sistema você usa? Não, não uso sistema. Onde ficam seus dados? Não, não fica comigo, fica com meu escritório, tá tudo no escritório. Empresa multinacional e tal, pode pagar um preço alto, tem um escritório enorme tocando. Nesse cliente específico quase 30 mil processos. Mas qual banco de dados que você usa? Não, não usa. Eu peço para ele a planilha de Excel com esse processo. Quando eu peço isso, para que ele tenha um banco de dados, e você torce que esse banco de dados seja estruturado.
Mas isso é um pouco do comportamento humano, eu sinto. Às vezes é uma terceirização delargando totalmente, né? E aí tem um nome bonito no terceirizar, uma marca boa.
É isso aí, é a placa.
Não, ele tem lá a base dele, mas tem o ponto, é você conseguir vencer no Excel, né?
Ou não controla, na verdade, ele vê algo no Excel, tá? Assim, é um mato muito alto nesse sentido. Só que a advocacia, pela primeira vez, ela tá sendo muito impactada por um advento tecnológico. A primeira, eu acho, antes dessa, foi justamente a digitalização da justiça. Porque isso mudou totalmente a forma de funcionamento das equipes jurídicas, porque você não tem mais fórum, impressão, protocolo, hora para você botar o seu estagiário lá no fórum, audiência hoje é online. Então assim, eles foram muito impactados pelo processo de digitalização, mas isso foi mais no jeito que eles operam. A IA trouxe uma pressão sobre eles porque o problema jurídico de massa principalmente é muito afeito à IA. A IA pode transformar muito a maneira como dá o trabalho da pessoa que gere. Porque as outras tecnologias transformaram muito como a comunicação é registrada e como é o fluxo de informação. Agora, na verdade, você tem ali uma tecnologia capaz de te sugerir e tirar complexidade, talvez. É porque ela diminui parte do processo interpretativo, tá? Se eu botar aqui para a gente ler, nós três, uma decisão de qualquer um dos processos que eu tenho lá, eu não vou saber ler, nem vocês, tá?
E talvez o entendimento também vai ser completamente distinto.
A gente provavelmente vai sair, a gente vai ter que chutar o que aquilo quer dizer e um advogado vai rir da gente. Hoje, quando você cria um algoritmo que aprendeu algo, que consegue interpretar, você consegue direcioná-lo a te responder o que está acontecendo ali de um jeito que a gente entenda. Então isso diminui muito a complexidade e diminui muito a simetria entre as pessoas que que são advogadas e o gestor e o CFO e mesmo entre essas equipes os seus escritórios. Então isso mexe muito com a lógica do jogo e por isso essa pressão tão grande de aonde que você e jurídico estão usando IA, porque eu sei que a IA pode transformar o que a gente faz. Só que existe ainda essa pressão também sem necessariamente oferecer os mecanismos. Pô, você não dá orçamento para o seu jurídico ter um sistema que registre os dados. Você terceiriza tudo, né, delaga tudo para um escritório. Você não dá nenhum tipo de recurso ou apoio da sua equipe de tecnologia para essa equipe. Você espera que o advogado vai implementar a IA sozinho? Não vai acontecer, entendeu? Não tem como acontecer. É totalmente injusto nesse sentido.
Então existe muito esse espaço. Em alguma medida a gente acaba fazendo muito isso pelas empresas. E eu até entendo mesmo, mas as equipes de desenvolvimento das companhias estão muito dedicadas ao core. A gente atende iFood. Vive de tecnologia, tá? E é uma empresa muito consciente das empresas que a gente atende, até porque é uma empresa muito jovem, né? É muito profunda, muito orientada a dados e que tomaram a decisão de partida. Cara, a gente não tem que ficar internalizando o desenvolvimento tecnológico do jurídico, a gente precisa encontrar bons parceiros, porque não é o nosso core. A gente quer que seja tão tecnológico quanto o core, mas a gente sabe que se a gente tiver que escolher onde nosso desenvolvedor tá, o meu R$1 do meu CLT desenvolvedora, eu quero que esteja no core. E tá correto, né? Então, mas você precisa apoiar essa área, portanto, com orçamento estruturado, uma forma de seleção de fornecedores, as pessoas aprenderem a escolher fornecedor. Advogado tá contratando advogado há século, tá? Então, é nos últimos 5 anos, é a primeira vez que tem advogados dentro das empresas tendo que contratar empresas de tecnologia, empresa de serviço que não é advocatício.
É difícil para eles, né? Gera uma insegurança natural. E assim, a advocacia ela se move, ela tenta se mover o mais devagar que ela puder para tentar acompanhar o ritmo. E aí mudou muito porque deu para todo mundo que não é advogado estar no entorno dizer: você tem que implantar, se você não usa você tá para trás. Então, um FOMO absoluto assim, um medo de tô perdendo alguma coisa. Enorme dentro desse setor, enorme.
E você sabe que a gente até, eu fiz um desafio até para o Fred um tempo atrás, de nós aqui do AI Firstcast conduzirmos uma pesquisa justamente para entender onde as pessoas estão, líderes ou pessoas que estão começando no mercado de trabalho. E muito em breve a gente vai ajudar a galera a entender um pouquinho, com um pouco mais de profundidade e dados, como a inteligência artificial pode apoiar esse tipo de decisão. Então acompanha aí.
É, a gente tem aí alguns meses rodando essa pesquisa com o instituto e a gente tinha uma vontade muito grande de entender qual a diferença de percepção e de adoção entre líderes e liderados.
Bem legal.
Lançaremos aí em breve. Em breve.
Ouvimos mais de 500 pessoas no Brasil.
Então acho que é super importante assim, porque a gente tem várias camadas de líderes liderados, né? Então a gente normalmente precisa convencer o diretor ou diretora jurídica, que convencido uma vez convence o seu C-level, seja ele qual for normalmente, né? Mas chega até ele através da pessoa que ele lidera e que em alguma medida não entende também, não tá, não é o operador das dores que tem. Então ele precisa do outro liderado, né? Então é uma cadeia muito longa de mobilização e engajamento para entender como que funciona. A gente já implantou tecnologia super bacana para quem liderava a equipe, mas a equipe nunca usou. A gente já implantou esteira de acordos. Eu tenho contrato que eu tenho com empresa enorme, contrato ativo, tá lá, não recebo processo para negociar. Porque não existe o convencimento pelo caminho, pelo outro caminho que você está apresentando, que normalmente traz a tecnologia.
Então eu diria que o seu ICP de decisão é o diretor jurídico, mas quem te dá tesão de usar seu produto, seu serviço é o analista mesmo, é o advogado.
Em paralelo desse movimento do direito nasceu uma área que nós que existia antes, que é Legal Operations, que é uma área que foi criada fora, foi criada dentro do Google, veio com as empresas, grandes empresas de tecnologia, com lideranças que eram os responsáveis pelo jurídico e não eram advogados. Então foram essas pessoas que conceberam essa função, só que tinham que ter algum nome, né? Eu não posso dizer que eu sou diretor jurídico, não sou advogado, mas eu que sou responsável por esses problemas daqui para frente. Foi daí que nasceu esse conceito de legal ops, que é um conceito que tem sido muito difundido. E nos últimos 5 anos, grande parte das grandes empresas no Brasil foram implantando esses núcleos em formatos diferentes, né? Alguns como uma área mesmo independente, outras como uma função dentro da equipe. Tem todo tipo de desenho, mas foram justamente escolhendo uma pessoa para se instruir a partir de competências mais diversas que não técnicas. É um jeito de incentivar parte dos advogados internos ou que querem trabalhar em empresa a irem pelo caminho muito ligado à gestão e tecnologia. Ou seja, eu não quero que você saiba me dizer o que está escrito naquela decisão do processo trabalhista.
Eu quero que você, que é advogado, me diga como é que eu vou fazer a gestão dos 5 mil. Qual é a eficiência do meu time interno? Qual é a eficiência dos meus advogados externos? Quem ganha mais? Quem perde? Como que a gente faz eles trabalharem melhor? Como que eu troco? Como que eu uso um sistema mais eficiente? Como que a gente reduz? Até para você ter essa conversa. Imagina você chegando para um gerente jurídico trabalhista, ele vive do trabalhista, ele tem a equipe dele com 5 pessoas, e, né, você pede para ele decidir como é que você implementa a tecnologia para reduzir a sua equipe. A chance dele caminhar rápido é muito pequena, entendeu? Ele vai caminhar aos pouquinhos. Quando você cria uma equipe paralela, autônoma, com objetivos diferentes, você cria uma pessoa muito incentivada a fazer com que aconteça e que você possa ter essas conversas que às vezes são sensíveis. Não significa que essas pessoas não vão ter espaço no mercado de trabalho também, que eu acho que é uma loucura assim. Elas vão ter espaço, mas elas vão ter que ter espaço com outras funções. Totalmente. Então acho que é nesse lugar assim que tem criado muito essa, essa pessoa que normalmente é uma pessoa advogada de empresa há bastante tempo, há 5, 10 anos, e que começou a se dedicar a aprender sobre um universo que não é mais sobre a temática do direito, é sobre a temática da gestão, da operação, da eficiência, da tecnologia e agora, portanto, da IA.
Essa pessoa é muito, se ela não é a responsável pela decisão, ela é quem recomenda a decisão. Então, se eu não tenho essa pessoa alinhada com o que eu tô oferecendo no desenho da solução que eu tô fazendo, não adianta. E o caminho às vezes do top-down, ah, conheço um conselheiro da empresa tal que me empurra para dentro do jurídico. Bicho, é assim, além da perda de tempo na quantidade de atrito que você tem, é a tecnologia subutilizada, porque não bota para rodar. Ou bota para rodar de um jeito que não funciona. E aí diz que é a tecnologia que não funciona quando não é necessariamente essa questão.
Mas ele não opera a tecnologia, você provê o serviço.
Esse é um dos motivos pelos quais eu nunca fui por aí. Mas sempre vai ter um lugar, como em todas as legaltechs, elas se inserem normalmente em vácuos mesmo de funções que não são exclusivamente jurídicas. Mas a gente obviamente depende desse ecossistema, a gente depende desse entorno. Então essa pessoa sempre vai ter um mecanismo ou de atrapalhar ou de eventualmente te ludibriar de algum jeito. Às vezes nem é de propósito, para ser sincero. Às vezes é uma consequência da falta de produtividade que aquela equipe tem. Então, se eu negociasse cegamente, eu negociaria muita coisa errada. Usando as bases que estão lá da auditoria, com as provisões que estão lá, se eu pegar aquilo e negociar, vai sair coisa errada, entendeu? Grande parte do que a gente faz está ligado a estruturar o dado, interpretar o dado e dizer: dizer aqui tá errado, aqui não, aqui não é o que você tá dizendo que é. E isso foi um desafio a gente criar, como a gente nasceu no acordo, né, a Pact nasceu para fazer acordo, isso era muito incômodo porque eu fazia isso como um subproduto, que no meu ponto de vista era ótimo. Você manda mil processos, eu te devolvo 200 dizendo que eles estão encerrados, não existem mais.
Eu te devolvo outros 150 que na verdade não estão essas características que você disse que você pode negociar. Isso parece ofensivo. Está dizendo então que eu não sou, que eu não faço certo? É, a verdade é essa. Só que isso soava ruim. Então, como que a gente, o jeito que a gente foi aprendendo também a empacotar isso de uma maneira que fosse uma forma de empoderar o trabalho do cliente que tá do outro lado e ele entender que aquilo é para engrandecer o que ele faz. E como é que a gente empacotava essas soluções para que ele pudesse consumir de maneira autônoma e se sentir dono daquilo. E não uma coisa que lá vem a parte dizer para o meu chefe que tem 200 processos que eu mandei para negociar e que nunca existiram, não existem há muito tempo e está provisionado. Essa conversa é muito ruim mesmo. Então empacotar isso de uma maneira que se torne uma ferramenta de dia a dia para ele foi fundamental para que eu tivesse ele engajado no que a gente tem a oferecer, senão você vai ser visto como uma ameaça, com certeza.
E vai na veia ali, né? Porque está provisionado algo que não precisa provisionar, aquilo corta outro tipo de investimento.
Assim, existe ainda em todo lugar do mundo, mas no Brasil esse tema é muito sensível, de novo, porque as características da justiça no Brasil são muito específicas, mas existe ainda um processo muito conflituoso de interesse no processo de provisionamento. As auditorias estão muito atentas desde os escândalos que a gente teve nos últimos anos, que são públicos, né? Casas Bahia, Lojas Americanas foram problemas importantes de balanço e o viés trabalhista foi muito relevante. Alguns deles chegou a R$4 bilhões de desvio de provisão trabalhista, porque os processos eram, e aí enfim, investigações várias para descobrirem se aquilo é um equívoco ou se aquilo de fato é um processo fraudulento, né, de combinado. Em algumas delas foi um processo fraudulento, onde o processo era encerrado propositalmente dia 26 de dezembro e ele era reativado dia 26 de janeiro. Então, no seu fechamento, 1000 processos desapareciam. Só que isso foi se tornando tão sistemático que esses 1000 viraram 10 mil, que viraram 20 mil, que virou R$4 bilhões. R$4 bilhões mal informados à CVM, mal informados aos acionistas. Uma grande loucura de uma dívida muito grande. Então isso foi fechando também muito o cerco para que a conversa saísse do lugar da subjetividade.
É lógico que tem processos muito atípicos no Brasil e que assim não tem jeito, vão passar pela subjetividade da decisão jurídica. A gente não tem a referência. Não é o caso do trabalhista. Pode ser o caso do trabalhista nos entregadores por plataforma que a gente não tem uma regulamentação clara. Dos motoristas de Uber. Acho que verdade, difícil mesmo discernir ali. Agora, numa indústria que existe há um tempão, no varejo, os pedidos são sempre os mesmos, decisões muito similares, com algum padrão regional, mas o maior padrão que a gente encontra na verdade é da relação mesmo. Então, você é uma empresa que tem determinadas práticas e você tem empregados que entenderam essas práticas. Eles aprenderam onde você erra e você não aprendeu onde você Você erra e não conserta. Então você começa a ter um volume de ações com os mesmos tipos de decisão. Ah, o juiz sempre decide assim, se a gente ver como, olhar como o juiz decide, a gente vai saber. Não, a verdade é que a gente tem que entender o seu padrão. O padrão das Casas Bahia é totalmente diferente da Magazine Luiza e totalmente diferente da Pernambucana, por mais que sejam empresas muito similares, região de atuação, passem pelos mesmos juízes, têm decisões muito diferentes.
O seu RH é um, RH do outro é outro. O jeito que você faz o seu organograma é diferente do outro e isso faz toda a diferença nessa relação. Então compreender esses padrões e começar a ter essa história para que você forneça algo mais pragmático ou para defender de não faz sentido provisionar o que acontece ou para você defender que é melhor a gente passar a provisionar isso aqui até para que o resultado apareça. Essas equipes… Que o resultado seja real. Até da reversão tem uma… Frustração muito grande de lideranças jurídicas de não conseguirem mostrar o sucesso do trabalho deles no balanço. Então todo mundo é avaliado naturalmente pela diferença que você faz no resultado final, muito mais aqueles, aquelas equipes jurídicas que respondem para CFO. Só que se você não provisiona, como que você mostra que você ganhou? Porque se você não provisiona porque você já ganhou no início, legal, aparece: nossa, você tá ganhando no início, a gente não provisiona. Mas se você não provisiona e provisiona na hora de pagar, mas pagar menos, como é o caso do meu acordo, por exemplo, fui lá e fiz acordo para a empresa, 30% de economia para ela.
Era 100 e não tinha provisionado. Mas ela não tinha provisionado. Mas foi do 0 para o 70.
Isso aí. Aí ela tem que provisionar 70. Então parece que você causou um problema, na verdade. Então a correção dessas práticas é muito relevante até para que se avalie de maneira correta o quão eficiente é na geração de resultado aquela equipe jurídica. A gente tem cliente para os quais a gente faz R$200 milhões de acordo por ano. Se olhar quanto de debênture eles levantaram nos últimos 3 anos, é R$300 milhões. Está gastando mais em fazer um jurídico funcionar de maneira eficiente do que captou para investir em trem, para investir em maquinário. Ah, que loucura! Não é loucura. Esses R$150, R$200 eram, na verdade, 400%. Se não fossem proativos, se não tivessem essa gestão, não seria esse o número, ele seria maior. Mas se ela nunca contou essa história e nunca mostrou esse cenário, a única coisa que essa pessoa vai ouvir do seu CFO, do seu CEO, é: vocês são um bando de maluco, entendeu? Você gasta muito dinheiro. Como se esse dinheiro não fosse ser gasto de qualquer maneira, entendeu? De uma maneira financeiramente muito mais ineficiente. Dívida trabalhista corrigida à Selic. Algumas a Selic +1, alguns ainda a Selic +1 IPCA. Eu tenho muita empresa que está com uma dívida muito melhor do que isso.
Então, por que você está carregando essa dívida? Normalmente é porque você não sabe disso, porque nenhum CFO é estúpido, todos eles sabem fazer boas contas. Mas se você não conta para ele qual o tamanho mesmo, se eu não contar para você que você tem R$200 milhões de dívida, você quer R$50 milhões?
E nem como corrige.
Pronto, aí é um prato cheio.
Se contar que corrige por Selic mais 1% mais IPCA, ferrou, cara. O OC subiu lá em cima.
É isso aí, é esse o legal.
Eu tenho uma última pergunta, se você puder responder. Qual é a próxima fronteira que você vê para adoção de inteligência artificial na parte?
Olha, na parte eu acredito muito que seja no lugar da gente conseguir ter uma gestão autônoma, não gestão autônoma da parte, né, mas ofertar para o cliente a gestão autônoma. Hoje o que a gente oferece para ele são os dados estruturados transformados em indicador de uma maneira muito célere, muito ágil, mas a gente ainda não conseguiu criar um sistema que faça gestão por ele. Então que seja autônomo no processo de gestão, que consiga ser responsivo à atividade dos seus escritórios de advocacia, por exemplo, porque é muito difícil, por mais que essa liderança esteja empoderada com orientada por eles, com indicadores estruturados. Acontece, os processos andam todos os dias, o advogado faz pergunta todos os dias para empresa. Essa responsividade, ela não funciona no tempo hábil só com isso. Então, a criação de uma gestão autônoma nesse sentido, com certeza absoluta, seria a próxima fronteira para gente.
E o que falta para chegar lá?
Falta segurança, falta assertividade. O que a gente tem ainda não é bom o suficiente para confiar na recomendação que ele dá. Então o lugar onde a gente consegue estar hoje é em recomendar para essa pessoa caminhos de decisão, o que já é um adianto, tá? Mas ainda assim exige que ele pense, que ele decida daquilo. Então você conseguir transformar isso num processo de tomada de decisão efetiva, uma recomendação hoje ela já consegue gerar, mas tomar a decisão no lugar do decisor hoje ainda não é seguro o suficiente para que aconteça em processos que eventualmente são muito sensíveis, de temas que são muito sensíveis, né? Esse é o desafio.
Legal, uma grande aprendizagem, né?
Com certeza absoluta.
Muito obrigado, o tempo passou voando.
Sem dúvida.
Tenho certeza que assim como eu, Fih, todos vocês aí, né, vão ter aprendido bastante bastante, além de se espantado com mais uma peculiaridade do nosso Brasil aqui, né, que podemos caminhar para evolução.
Que é cheio de oportunidade, porque de fato é cheio de problemas sui generis, não tenho dúvida alguma.
E vem do ir aprendendo, né. E vem do ir aprendendo, é isso aí. 92% dos processos trabalhistas do mundo estão aqui.
Esse prêmio a gente tem.
Muito trabalho para a Pacte, né, nessa linha.
Muito, sem dúvida alguma.
Mas obrigado por Obrigado por tudo que você trouxe, compartilhou e nos ampliou o nosso horizonte. Fred, palavras finais desse episódio para o seu lado?
Eu quero te agradecer pelo tempo, pelo papo de qualidade e a gente conseguir aprender em mais um segmento da economia. Isso para nós é muito valioso. Quero também agradecer ao SoftBank por acreditar na gente e nos patrocinar e a gente consiga assim mover nossas atividades e trazer pessoas e papos como esse, para democratizar conhecimento e inteligência artificial.
Fundamental.
É isso, com certeza. Lucas, palavras finais?
Eu queria agradecer vocês, acho muito bacana, né? Falei para vocês antes, vocês tocarem um conteúdo de uma maneira tão agnóstica, tão diversa. Eu acho que isso é muito importante, tem muito aprendizado que não tá no nosso nicho, tá no nicho do lado, e que se a gente não consegue ter esse diálogo, a gente avança mais devagar ainda, né? Então super obrigado.
Boa, viu? Parabéns pelos negócios.
Obrigado.
É isso aí, ficamos por aqui. Até a próxima, valeu!
APRESENTADORES
Quem apresenta o AI First Cast

Fred Pericini
Co-fundador da Agência F2F, Engenheiro de Produção pela UFSCAR, empreendedor com mais de 10 anos de experiência em Marketing Digital, foi consultor na McKinsey, diretor comercial do Groupon Brasil e Groupon China.

Filipe Xavier
Especialista em marketing digital, branding e estratégia de conteúdo. Experiência c-level, visão ampla de comunicação e tecnologia e entusiasta early-adopter de inteligência artificial.