EP 38

Adoção de IA nas empresas brasileiras — PESQUISA EXCLUSIVA

Neste episódio especial do AI First Cast, gravado diretamente de um evento exclusivo F2F Talks para líderes de marketing de grandes empresas, os hosts Fred Pericini e Filipe Xavier apresentam a pesquisa 'Adoção de IA nas Empresas Brasileiras'.

10 ago 2026

Transcrição do episódio

[00:00:11.06] – Fred Pericini

Bem-vindos, bem-vindos todos aqui. A gente faz um evento trimestral, F2F Talks, e vem mudando o estilo dele para um estilo mais de bate-papo, menos palestra. Menos o conteúdo unidirecional e mais uma troca. A gente tá de cabeça aí no mundo da inteligência artificial e tô aqui com meu co-host do podcast. A gente conduz junto um podcast chamado AI First Cast. Deixar ele se apresentar. E aí, Fih, você tá bem?

[00:00:49.01] – Filipe Xavier

Eu tô ótimo. Eu sou Filipe Xavier, para quem eu ainda não conheço. Trabalho com comunicação e marketing há mais de 20 anos. Hoje cuido de branding, comunicação e sustentabilidade na GE Healthcare. E estamos no AI Firstcast há quase 2 anos. Isso aí.

[00:01:05.10] – Fred Pericini

Falando um pouco sobre como que vai ser, a gente tem uma gravação aqui de 30 minutos sobre uma pesquisa que a gente lançou, a gente fez, a gente contratou um instituto de pesquisa para entender como está a adoção de inteligência artificial no Brasil. Essa pesquisa não foi divulgada, a primeira vez que nós vamos falar sobre ela é aqui, e depois o nosso patrocinador, o SoftBank, vai trabalhar relações públicas dessa pesquisa para ela ser veiculada, e só depois a gente começa a lançar conteúdo sobre ela. Nós temos aqui um vídeo Porque a gente, quando combinou o evento, organizou, o Edu ia vir, mas ele teve— o Edu é do SoftBank, nosso parceiro do podcast, mas ele teve uma agenda, está em Nova York, mas ele mandou um vídeo para compartilhar aqui com a gente.

[00:02:04.09] – Eduardo Vieira

Oi, pessoal, tudo bem? Aqui é Eduardo Vieira, sócio e líder da área de relações institucionais, marketing e comunicação do SoftBank para a América Latina. Queria estar muito aí presente, estar aí presente com vocês presencialmente, mas infelizmente eu tive uma alteração de agenda e estou viajando nesse momento que vocês estão me vendo aqui, me ouvindo, estou viajando para Nova York para uma série de eventos na semana que vem sobre o tema justamente desse encontro aqui, que é inteligência artificial. Como vocês sabem, a gente vive uma onda de otimismo no mundo muito grande, 78% das empresas globais já declaram que utilizam inteligência artificial, No caso das brasileiras, 77% dessas empresas, das empresas declaram que estão utilizando. E temos aí diversos investimentos nessa área no mundo inteiro. O SoftBank hoje é o maior investidor de infraestrutura de inteligência artificial. Somos o maior acionista da OpenAI, acionistas do projeto Stargate, que investe em data centers. Temos uma empresa de energia, SB Energy. Somos os maiores acionistas da Arm, que também trabalha na parte de chips de computação. E existe todo aí um movimento global de investimentos nos 3 layers principais das camadas de inteligência artificial do mundo, que são justamente o layer de energia, o layer de infraestrutura, o layer de data center.

[00:03:33.12] – Eduardo Vieira

E depois vem o layer das LLMs e das aplicações. Então, quando a gente foi convidado aqui a participar e dar apoio ao AI Firstcast, para a gente foi maravilhosa essa oportunidade. E deu um match perfeito justamente para a gente poder discutir isso um pouco mais de profundidade e fazer uma pesquisa de fato para entender se existe algum tipo de correlação entre esses grandes investimentos que estão acontecendo no mundo globalmente falando e a realidade das empresas aqui no Brasil. Então fomos a campo, fomos ouvir mais de 500 profissionais de muitas empresas, empresas com mais de 100 funcionários, para entender um pouco de líderes e de liderados qual é a percepção da inteligência artificial. Tem tanto de adoção quanto de benefício que essa tecnologia pode trazer. E nós encontramos alguns gaps, né, como vai ser discutido hoje aí à noite com vocês. O principal gap para mim é um descompasso entre não o uso, né, porque realmente de fato os liderados eles ainda usam muito mais, os líderes ainda usam muito mais que os liderados, né. Na verdade, os líderes usam 48% dos líderes declaram que utilizam inteligência artificial nas operações e só 23% dos liderados. Mas o problema é que os liderados, 61% dos liderados não percebem que os líderes tratam AI como uma prioridade dentro das organizações.

[00:05:04.05] – Eduardo Vieira

E quando não existe um orçamento declarado, não existe um projeto claro de AI dentro das organizações, a confiança é ainda menor. Por outro lado, quando existe um orçamento declarado, a utilização, o nível de confiança e a produtividade crescem muito. Então, enfim, são alguns dados que vão ser esmiuçados na pesquisa essa noite, nos debates que a gente vai ter, mas eu gostaria muito de chamar a atenção de vocês para isso que para mim é uma coisa muito, muito importante, que Sem você ter uma estrutura declarada, sem você ter uma estratégia bem clara, a IA fica só como se fosse uma ambição. Ela não vira um motor operacional, ela não vira uma ferramenta de fato, uma tecnologia transformadora, uma tecnologia que de fato vai ser um motor de crescimento para as empresas. E o Brasil tem tudo para aproveitar essa oportunidade e para acabar com esse gap. O Brasil tem velocidade de adoção, tem talento, tem espírito criativo. O que falta eu acho que é um pouco de estrutura, um pouco de capacitação, e é fazer com que líderes e liderados de alguma maneira andem juntos nessa jornada. Então, para mim, assim, muito, uma satisfação grande ter participado desse projeto mais uma vez.

[00:06:30.09] – Eduardo Vieira

Acho que a I-Forcecast, tanto em termos de audiência como em termos de alcance e profundidade dos debates, tem sido um fórum muito importante de discussão de adoção nas empresas. E espero que vocês aproveitem aí presencialmente esse encontro, porque o nosso intuito é sempre de buscar elevar o conhecimento em relação à AI. A pesquisa feita no Brasil vai nos ajudar a entender onde é que essa tecnologia está e o que precisa mudar para capturar o valor real de toda essa transformação que a gente, na verdade, nem começou a ver direito, porque é só a pontinha do iceberg de uma transformação profunda e estrutural que a gente está vivendo no mundo inteiro. Vocês vão ter aí a íntegra dos dados disponível para vocês, mas a coisa mais importante para mim é olhar para dentro das organizações de vocês, entender em qual estágio vocês estão e como utilizar essa ferramenta tão transformadora para fazer com que o trabalho de vocês de fato evolua. É isso, uma ótima noite. Desejo que esses findings permitam que vocês evoluam como profissionais. Espero estar junto presencialmente numa próxima oportunidade. Obrigado e até a próxima.

[00:07:40.22] – Filipe Xavier

Você se lembra que eu te provoquei, né?

[00:07:43.08] – Fred Pericini

Sim.

[00:07:43.15] – Filipe Xavier

Falei, Fred, vamos fazer uma pesquisa sobre inteligência artificial e entender um pouco se esse nosso trabalho de tentar educar as pessoas nesse tema faz sentido ou não. E o que a gente vai fazer aqui hoje?

[00:07:54.10] – Fred Pericini

Nós vamos falar sobre os resultados dessa pesquisa.

[00:07:57.06] – Filipe Xavier

Como chama essa pesquisa, Fred? Vamos começar pelo começo.

[00:08:00.04] – Fred Pericini

Vamos lá, pessoal. A gente primeiro precisa dizer que estamos muito agradecidos ao parceiro SoftBank, A gente, junto com o SoftBank, viu que seria interessante rodar uma pesquisa para entender o nível de adoção de inteligência artificial das empresas brasileiras. A gente vê muita pesquisa com empresas de fora, a gente vê muita coisa na internet com estatísticas soltas e a gente Queria ir lá e medir, né, do nosso jeito, rodar uma pesquisa com um instituto sério de pesquisa, com significância estatística, e foi isso que nós fizemos. A pesquisa chama Adoção de IA nas Empresas Brasileiras. E nós objetivamos fazer um raio-X para entender se as empresas estão usando ou não estão usando, em quais camadas, lideranças, líderes, se existe diferença de visão entre eles.

[00:09:06.15] – Filipe Xavier

E aí, Fih, sabe uma coisa que eu sei falando? Eu quero também que você conte para nossa audiência qual foi a amostragem que a gente usou para fazer a nossa pesquisa.

[00:09:15.20] – Fred Pericini

Essa é uma boa pergunta. A gente entrevistou mais de 500 pessoas e todas as pessoas que não trabalhavam em uma empresa com mais de 100 funcionários não estão consideradas nas respostas, não estariam aptas a participar, né? Isso era um filtro, né? Então, por quê? A gente queria conversar com empresas de médio e grande porte, porque a gente entende que são essas empresas que tendem a se beneficiar mais da eficiência que a inteligência artificial traz e que também tem estrutura, orçamento, time para poder fazer uma adoção melhor. Esse número não é mágico, né, de 500, foi um cálculo. Para a gente poder dizer que essa é a realidade muito próxima do Brasil como um todo. A gente fez em abrangência nacional, obviamente que os respondentes têm maior concentração no eixo Sudeste.

[00:10:18.02] – Filipe Xavier

E tem uma coisa também bacana, né, a gente usou essa consultoria para trazer qual seria a amostragem e a gente fez um recorte também nisso, né, então a gente usou metade da população respondente de líderes e a outra metade é de liderados, para conseguir entender justamente a maturidade nessa relação. Se um grupo está puxando o outro, se um se sente amparado pelo outro, qual é a inter-relação entre eles, porque isso também pode ser decisivo nesse momento.

[00:10:46.02] – Fred Pericini

A gente, no diagnóstico, queria entender como que a IA está penetrando nas diversas camadas da pirâmide organizacional. E aí tem uma definição importante. O que é um líder para a nossa pesquisa? Um líder para a nossa pesquisa, ele tem sob sua supervisão 3 ou mais pessoas e ele tem um orçamento que ele gerencia. Essas duas condições juntas, a pessoa era qualificada como um líder. Lembrando que obrigatoriamente dentro de uma empresa com mais de 100 funcionários.

[00:11:26.08] – Filipe Xavier

Todos esses filtros eram respondente líder, senão eram liderados.

[00:11:30.10] – Fred Pericini

Exatamente.

[00:11:31.18] – Filipe Xavier

Eu vou te fazer uma pergunta antes de você entrar em detalhes. Você se surpreendeu com o que a gente achou nessa pesquisa?

[00:11:38.20] – Fred Pericini

É interessante essa pergunta, porque sim e não. Quando eu olhei para os números crus, Eu falei, cara, tá, mas ferrou, né? Não tem nada novo pra eu contar pro mercado. O nosso objetivo, que é aprender e chamar uma atenção sobre a adoção, não tem nada novo. Depois a gente esmiuçando conseguiu encontrar sim insights poderosos, mas muito do que a gente tem aqui a dizer é uma coisa que talvez já esteja internalizado em todos que estão estudando inteligência artificial.

[00:12:23.11] – Filipe Xavier

Uma das coisas mais maravilhosas que eu vejo hoje em dia é diversidade de pensamento, né? E isso é muito importante para o mundo. Você teve a sua resposta, a minha ela é diferente da sua na totalidade, porque eu me surpreendi logo de cara, né? Quando a gente pensa em liderados, é uma Em tese, de uma maneira geral, você está dizendo de uma população que ainda vai se desenvolver bastante, uma população mais jovem dentro das organizações, enquanto os líderes já têm uma mentalidade mais sênior. Para um entendimento à distância, você tende a achar que as pessoas que são entrantes, elas são mais pró-tecnologia e vão fazer uso das coisas com mais velocidade. Talvez. E uns findings que a gente tem aqui, muitos deles vão na contramão disso. E eu fiquei muito surpreso quando eu observei isso.

[00:13:12.22] – Fred Pericini

Essa é uma boa observação, realmente.

[00:13:15.05] – Filipe Xavier

E aí, quando a gente entrar aqui no detalhe, eu vou te fazer provocações, você deve fazer outras, mas acho que a gente tem aqui uma pesquisa que ainda não tinha em caráter nacional com essa abrangência, né, cobrindo essas duas populações. Então acho que a gente, de novo, né, na nossa proposta de AI Firstcast, a gente vai levar um pouquinho de educação e quem sabe um pensamento mais AI First para quem nos ouve.

[00:13:40.21] – Fred Pericini

Pessoal, essa pesquisa ela vai estar disponível no nosso canal, link na bio do nosso canal, é só acessar lá, vão cair numa página e nessa página é só se cadastrar que você tem a pesquisa completa. Tá?

[00:13:58.01] – Eduardo Vieira

Boa.

[00:13:58.23] – Fred Pericini

Bom, a gente, esmiuçando os dados, nós tiramos dois grandes insights dessa pesquisa. Um primeiro insight é que existe uma animação muito grande, tanto de líder quanto de liderado. Quando são perguntados sobre se enxergam que o futuro passa pela inteligência artificial nas organizações, Existe um ânimo grande, porém a realidade é que existe pouca estrutura. E é uma palavra que o Edu usou no vídeo, ele fala muito sobre estrutura, equipe alocada, orçamento, capacitação. Isso é estrutura, né? A gente identificou na pesquisa que 61% dos líderes não têm orçamento ou não identificam orçamento dentro da companhia para implementação de IA. Um percentual alto. Teve um outro percentual que me chamou atenção: dos que identificam IA como prioridade estratégica, um terço não tem orçamento. E aí é um paradoxo, né? Como é que é uma prioridade estratégica sendo que não tem orçamento? Então não é. Ou é pelo ânimo, pela visão, mas não na prática mesmo, porque sem orçamento não tem como implementar.

[00:15:34.01] – Filipe Xavier

Aqui eu te faço uma primeira provocação: será que as pessoas têm a percepção do que é investimento em orçamento? Será que para elas orçamento significa ter um X alocado dentro do seu budget para usar em AI versus empresa fazendo movimento e trazendo tecnologia para dentro de casa?

[00:15:53.15] – Fred Pericini

Eu acho que é um mix dos dois. Eu acho que a pessoa que respondeu, quando ela disse que não tem orçamento, ela deve estar respondendo pensando em: eu não tenho, ninguém me paga a ferramenta, eu que pago a minha própria ferramenta para usar. Ah, ninguém me paga uma capacitação, sou eu que estou indo atrás e correndo ali. E também não estou vendo a organização implementar um projeto de maneira estruturada, organizacional, com processos, dados. Então eu acho que tem essas três coisas dentro dessa resposta.

[00:16:28.04] – Filipe Xavier

E como a gente transforma isso então num insight do tipo: se você não percebe o que a sua organização está fazendo, porque você concordou um pouco com o que eu te falei. Qual seria o teu conselho para essas pessoas? O que elas podem fazer e não devem esperar da empresa?

[00:16:43.23] – Fred Pericini

Então, tem um recorte que eu fiz nos dados que eu achei muito interessante. Quando a gente compara dimensões de capacitação, de governança, de resultado, de estratégia— vou dar um exemplo: a inteligência artificial está alinhada aos objetivos estratégicos do negócio? Quanto que você concorda com isso? Quando o líder responde, deu 29%. Quando o líder que tem orçamento responde, deu 54%. Em todas as métricas, todas as dimensões de resultado, de capacitação, de governança, de estratégia, todas elas têm um salto enorme de percepção de geração de valor, de implementação entre os líderes que têm orçamento. Isso me chamou a atenção e talvez seja aí um gatilho, né? Uma vez a alta gestão da organização identificando como prioritário a adoção, precisa entre definir um dono para o assunto ou ou vários donos, uma governança, existe uma necessidade de algum nível de investimento. Sem nenhum investimento, uma organização com mais de 100 funcionários não vai conseguir nem a implementação mais básica, que é: vamos usar todo mundo o cloud, por exemplo. Cara, vamos usar todo mundo o cloud aqui? Só os líderes. Beleza, já é $25 por líder. Então já exige algum nível de investimento e nós não estamos nem falando em adoção estruturada.

[00:18:34.16] – Fred Pericini

E o salto não é pequeno, tá? É de 29 para 54, de 26 para 52, de 27 para 48, ou seja, quase dobra a percepção de que a empresa está aprendendo, implementando, capacitando e gerando mais resultado. Então eu achei esse insight muito interessante sobre a visão do líder sem orçamento para isso e a visão do líder que tem algum orçamento.

[00:19:02.12] – Filipe Xavier

E olha, você trouxe o 61 como o dado, né, dos líderes que veem o orçamento. Agora eu vou fazer um paralelo aqui, Fred. E eu falei que esse nosso podcast ele era histórico, né? Vocês que nos ouvem possivelmente estão percebendo que não é o nosso cenário habitual do AI Firstcast. Essa é a primeira vez que a gente faz um episódio com audiência. Então estamos em um local de São Paulo justamente para compartilhar esses dados e fazer com que essa pesquisa tenha ainda mais potência daqui uns dias. Mas veja também o que eu tenho aqui: 61% dos liderados não percebem que a sua liderança incentiva o uso de inteligência artificial. Esse dado, ele isolado, já é chocante para mim.

[00:19:48.22] – Fred Pericini

Eu acho que aí a gente entra num segundo grande insight da pesquisa. O primeiro é: tem ânimo, mas não tem estrutura ainda. Esse é o momento das empresas brasileiras. Então não adianta a gente tentar: ah, mas está gerando valor com IA? Não, não está, porque está sem estrutura. Essa é a realidade. E o outro grande insight é: o liderado está ficando para trás nessa transformação. Não porque ele quer, mas existe toda uma estrutura de adoção que o liderado tá ficando para trás. E aí eu queria, aproveitando, você já contou uma estatística que comprova isso, mas conta outras.

[00:20:32.04] – Filipe Xavier

E aí observa, né? Então, se ele não tá sentindo isso, um primeiro insight que fica é dentro das organizações. A gente tá falando sobre inteligência inteligência artificial. Isso não deve ser só um papel do liderado, nem do líder. Eu acho que tem que ser de times. Os times precisam falar sobre inteligência artificial. É uma crença minha, tá? E aí, quando eu vejo aqui, inteligência artificial aumenta a minha produtividade, olha o choque de novo, né? Para líder, isso é uma verdade para 40% dos líderes. Liderados, esse número é de apenas 23%. Ou seja, um quarto das pessoas que estão trabalhando hoje não percebem que eventualmente inteligência artificial pode trazer benefício e produtividade para o que eles fazem. Esse dado me incomoda muito.

[00:21:20.22] – Fred Pericini

Pois é, 3/4 na verdade, né? Porque 24% diz que sente.

[00:21:24.11] – Filipe Xavier

É, 1/4 sente, 3/4 não sente. É muito alto.

[00:21:28.00] – Fred Pericini

E por que o liderado não percebe valor?

[00:21:32.12] – Filipe Xavier

Não é nem que ele não percebe valor, eu acho que ele ainda não entendeu o que é, para que serve e como pode ser aplicado.

[00:21:39.06] – Fred Pericini

Mas por quê?

[00:21:40.10] – Filipe Xavier

Porque as empresas talvez não estejam falando sobre isso o suficiente. E aí eu volto para o teu dado. Se você não percebe a estratégia, se você não percebe que está conectado com a alta gestão da tua organização, faz sentido para você dentro da grande quantidade de coisas que você tem para fazer no seu dia? É um question mark aqui para todo mundo. Eu acredito justamente no contrário, igual você. A gente acha que o pensamento AR First, ele te conduz para caminhos melhores. E aqui o que eu vejo é uma oportunidade gigantesca para as pessoas, sejam elas liderados que querem crescer, ser mais produtivos, ou para líderes que precisam que os seus times trabalhem melhor. Essa, essa para mim é a entrelinha invisível quando eu leio esses números.

[00:22:29.01] – Fred Pericini

Eu também tenho uma cabeça muito de ver oportunidade nas coisas. Isso para mim soa como uma oportunidade total, porque se a liderança tá enxergando que isso é uma ferramenta que vai transformar o dia a dia e que utiliza no dia a dia, e os liderados não estão com essa visão igual, né, tá tendo um gap, então o liderado que estudar esse assunto e capitanear esse assunto dentro da organização vai ser promovido.

[00:23:00.18] – Filipe Xavier

Possivelmente.

[00:23:01.13] – Fred Pericini

Vai ter uma carreira mais rápido.

[00:23:03.02] – Filipe Xavier

Possivelmente. E veja, aqui a gente fala menos, a gente sempre deixa os nossos convidados falarem mais, certo? Mas hoje a gente está numa dinâmica diferente, então o microfone aberto pra gente talvez possa ser um perigo. Mas, gente, observem, o mundo não tá ficando mais fácil, né? A quantidade de adversidades que a gente tem que lidar só aumenta. Se você não tiver capacidade de ser melhor, você vai ficar para trás. É o que eu acredito, e eu falo isso para quase todas as pessoas que eu posso. Você tem que achar um jeito de ser melhor no que você faz. Inteligência artificial pode ser essa ajuda para você. Esse é um insight que eu acredito e eu vivo ele. Eu sou muito melhor desde que eu incorporei inteligência artificial na minha vida, seja profissional ou pessoal, porque eu uso nas duas de maneira equivalente até.

[00:23:56.05] – Fred Pericini

E complementando, eu acredito que uma transformação, para ela ser grande, ela precisa envolver todas as camadas da organização. Então, o liderado precisa ir junto. E aí tem um papel do líder, tá? Se os liderados estão enxergando menos valor, estão tendo mais objeção, estão adotando menos, o problema volta para o líder. Por quê? Será que você está dando acesso às ferramentas adequadas? Será que vocês estão criando projetos estruturantes dentro da organização e envolvendo os liderados na criação desses projetos? Estão estimulando? Estão discutindo casos de uso? Estão dando voz a quem está implementando dentro da sua organização? Isso tudo conta, né? Recentemente eu ouvi de um colega que inclusive está aqui, o Flávio, ele conversando com uma grande empresa de tecnologia e o CEO disse que tem um email semanal para a organização de quem mais utiliza AI dentro da organização, uma organização de 10 mil funcionários para cima. Semanalmente rola um email de quem tá utilizando mais, quem é para dar spotlight, para dar luz, né, para aquelas pessoas. E o mais surpreendente, o RH entrou na dança dessa empresa e começou a dar bônus em tokens para as pessoas que mais batem metas. Isso eu achei super interessante, eu ainda não tenho uma opinião formada, obviamente que eu gosto de bônus em dinheiro, não em tokens.

[00:25:42.02] – Filipe Xavier

Mas eu adoro o que você falou e se você me entender corretamente no que eu vou dizer, está linkado ao meu ponto anterior. O que essa empresa está fazendo, ela está estimulando os funcionários a serem melhores. Pelo modelo mais saudável que existe, que é a competição.

[00:26:00.06] – Fred Pericini

É, quem tá entregando as metas tá ganhando mais tokens para ser utilizado.

[00:26:05.11] – Filipe Xavier

Vou fazer um combo muito rápido.

[00:26:07.04] – Fred Pericini

Vai lá.

[00:26:08.07] – Filipe Xavier

Liderança estimula o uso de inteligência artificial. A resposta para líderes é de 35%, liderados 17%. Minha área tem iniciativas em inteligência artificial, líderes 32%, Liderados 15% apenas. Empresa investe em capacitação, líderes 27%, liderados apenas 14%. Não esperem, façam. AI First é o nosso convite para você se educar e você evoluir com inteligência artificial. Dê esse passo, você vai agradecer a gente depois.

[00:26:43.21] – Fred Pericini

O meu encerramento, ele vem com um um pedido, né, para que as empresas, os líderes olhem com mais estrutura para o assunto. A gente precisa entender que se não destacar capital humano, capital financeiro para a implementação acontecer de maneira estruturada, vai ficar nesse blá-blá-blá, buzzwords, e você vai perdeu uma oportunidade tremenda de ganhar eficiência operacional, reduzir custo ou aumentar sua receita, e ou, né. Então espero que na próxima pesquisa que a gente faça, a gente veja mais estrutura nessa adoção e a gente veja mais uniformidade entre líderes e liderados, com organizações que puxem Todos juntos para essa transformação acontecer.

[00:27:42.08] – Filipe Xavier

Legal que eu te provoquei de fazer uma pesquisa e você já dobrou a aposta, né? Vamos ter que fazer outra agora para poder mensurar a evolução, né? Beleza, é isso aí, vamos aproveitar esse nosso episódio mais uma vez para agradecer o SoftBank que nos apoiou e tá junto dessa pesquisa. Então esse primeiro movimento que a gente faz aqui, um subproduto do nosso podcast. Obrigado, SoftBank. E acho que paramos por aqui, né?

[00:28:07.23] – Fred Pericini

É isso, episódio destinado à adoção de IA, a pesquisa que nós fizemos de adoção de IA nas empresas brasileiras. Quem tiver curiosidade, basta acessar o link que tá na nossa bio e vocês vão ter acesso à pesquisa completa.

[00:28:26.12] – Filipe Xavier

E se vocês tiverem sugestões de nomes de empresas ou pessoas Pra gente falar sobre esses dados e outras coisas sobre inteligência artificial, manda pra gente, a gente olha tudo. Obrigado.

[00:28:36.15] – Fred Pericini

Até a próxima.

[00:28:37.17] – Filipe Xavier

Valeu.

[00:28:39.23] – Fred Pericini

Boa.

[00:28:40.23] – Filipe Xavier

Boa. Obrigado, gente.

APRESENTADORES

Quem apresenta o AI First Cast

Fred Pericini

Fred Pericini

Co-fundador da Agência F2F, Engenheiro de Produção pela UFSCAR, empreendedor com mais de 10 anos de experiência em Marketing Digital, foi consultor na McKinsey, diretor comercial do Groupon Brasil e Groupon China.

Filipe Xavier

Filipe Xavier

Especialista em marketing digital, branding e estratégia de conteúdo. Experiência c-level, visão ampla de comunicação e tecnologia e entusiasta early-adopter de inteligência artificial.