EP 02

IA: Evolução, Aplicações e o Futuro do Trabalho

Discutem como a IA evoluiu, seu impacto na criatividade exponencial, produtividade e automação.

17 fev 2025

Transcrição do episódio

[00:00:10.11] – Fred Pericini

Oi, nós somos o AI Firstcast, o primeiro podcast para discutir adoção de inteligência artificial no mundo dos negócios.

[00:00:19.23] – Filipe Xavier

É isso aí! Então conta pra gente, Fred, quem é você?

[00:00:23.04] – Fred Pericini

Eu sou Frederico Pericini, fundador da Agência F2F e Gaspers.ai, Tenho mais de 20 anos no mundo do marketing, tecnologia e marketing digital. Estou aqui como entusiasta de inteligência artificial. Não posso nem dizer especialista porque não existem, né, especialistas ainda, mas um entusiasta, alguém que tá pondo a mão na massa desenvolvendo negócio em cima de inteligência artificial para provocar essa discussão, para trazer um prisma pragmático e contribuir para o AI First Cast ser um podcast de conteúdo rico sobre adoção de IA. E você, Fih?

[00:01:09.24] – Filipe Xavier

Eu sou Filipe Xavier, tô aí há mais de duas décadas me divertindo em comunicação e marketing, perdi os meus cabelos colecionando histórias e uma das que mais me encantou foi inteligência artificial. Me apaixonei bastante por esse tema, é algo que tem me mostrado uma movimentação muito grande do ponto de vista da capacidade humana. Isso tem especialmente me provocado e acho que daí surgiu uma coisa bacana entre nós dois e é por isso que a gente está aqui hoje, né? Então acho que a gente quer Provocar efervescência e fazer com que as pessoas utilizem mais AI. E essa vai ser a nossa missão nos próximos episódios do AI First Cast.

[00:01:59.23] – Fred Pericini

É isso aí. O Filipe é cliente da agência F2F, agência que eu sou sócio fundador. Ele trabalha na GE Healthcare e nós vamos trazer diversos convidados ao longo dos episódios Para fomentar uma discussão de aplicação de desafios. E aí eu quero te propor uma brincadeira, cara. É o desafio de AI. Eu jogo uma pergunta, você dá a sua opinião, você joga uma pergunta para mim, eu dou a minha opinião. Topa?

[00:02:33.26] – Filipe Xavier

Bora, vou usar o meu prompt cerebral aqui e responder.

[00:02:37.12] – Fred Pericini

Beleza. Fih, o que você sentiu quando você interagiu pela primeira vez com a inteligência artificial?

[00:02:45.17] – Filipe Xavier

Ruptura total. Eu senti que a minha, como se eu tivesse abrindo o meu potencial inexplorado, basicamente isso assim, né. Eu sempre achei que ao longo do tempo eu tava refinando muito a minha habilidade de escrita assim, né. Acho que eu tenho um texto hoje que eu gosto, né. É algo que eu busco evolução constante assim. E cara, quando eu brinquei ali, eu falei, caraca, não acredito que o ponto de partida me ajuda, né? Então assim, eu antes começar um texto, às vezes você não tá com a inspiração, às vezes você tem outras coisas o ponto de partida ficou mais fácil, né? Jogo lá e me vem. Ou o contrário também, eu posso pegar algo que eu já em tese finalizei e eu refino. Então as duas opções são válidas e eu gosto. E depois que eu tenho ele em tese finalizado e eu brinco lá, eu volto nele depois e o meu human touch tem mais valor ainda, né? Então eu senti de fato esse, como se eu passasse para o meu próximo nível. Foi essa a minha, é o Super Fih, a Super Fih, como se eu tivesse me achado ali o meu superpoder.

[00:04:26.14] – Filipe Xavier

E você, teu, tua primeira experiência, como é que você se sentiu, Fred? Você lembra?

[00:04:32.11] – Fred Pericini

Cara, eu lembro porque ela é razoavelmente recente para todos nós, né? Apesar da inteligência artificial ser um tema desde 1950, a verdade é que para todo mundo é em 21, 22, 23 que isso ficou mais claro, né?

[00:04:50.11] – Filipe Xavier

A democratização, né? Ela é outra coisa.

[00:04:53.05] – Fred Pericini

E essa democratização veio com o advento do ChatGPT, né?

[00:04:58.04] – Filipe Xavier

Totalmente.

[00:04:58.28] – Fred Pericini

Que a hora que jogaram um modelo na nossa mão e falaram, brinca aí. Antes disso era muita ficção científica e a inteligência artificial em outras versões que não a generativa. Cara, a primeira vez que eu olhei para generativa eu tive uma sensação parecida que quando eu mexi com Orkut e Facebook lá atrás. Eu senti que o mundo seria outro depois daquilo. Quando eu olhei para o Facebook e percebi o poder de conexão, o poder de integração, de facilidade de comunicação, eu logo percebi que nós iríamos adotar como pessoas e que, portanto, as empresas precisariam também adotar. Com a inteligência artificial eu tive uma sensação parecida de, cara, pera, tem um mundo antes e depois disso aqui. Me deu uma sensação de, é uma disrupção, veio para ficar, é aplicável e eu consigo ver valor sendo gerado com a aplicação disso, né? Foi uma sensação assim tão forte A ponto de a gente lá na agência F2F revisitar completamente nossas crenças, nossos processos e inclusive passar a investir mais fortemente em desenvolvimento de tecnologia, por acreditar que agora com AI toda empresa é uma empresa de tecnologia e por acreditar também que a adoção de tecnologia, a adoção de E inteligência artificial passa por processos, dados, né?

[00:06:56.20] – Fred Pericini

Então precisa, pra essas coisas estarem integradas, precisa de desenvolvimento de tecnologia. Cara, resumindo, foi um uau!

[00:07:05.01] – Filipe Xavier

Splash moment.

[00:07:06.02] – Fred Pericini

Splash moment na minha frente, assim. E dessa vez eu me sinto… Tô mais velho, já rodei um pouco o mercado. Me sinto mais tranquilo em ver essa transformação. Não é uma transformação que me gera ansiedade, mas sim me gera uma sensação de oportunidade que nós estamos vivendo. Fih, onde isso vai parar, cara?

[00:07:44.29] – Filipe Xavier

Não sei, e acho que essa pergunta não, não pergunta para o ChatGPT, não tem a resposta. Essa não tem a resposta. Eu acho, Fred, sinceramente, é, estamos diante de uma revolução sem precedentes. O potencial da inteligência artificial, ele é ilimitado. Essa é a minha convicção pessoal. Em todos os setores você aplica. E o ganho em escala em todos os setores é sem precedentes. Se você pensar em educação, cara, a gente vai ver uma revolução. Se você pensar em saúde, mesma coisa. Name it.

[00:08:31.11] – Fred Pericini

E por aí vai.

[00:08:32.22] – Filipe Xavier

É só você escolher e por aí vai, né? Se você pensa na relação que você tem com os seus filhos, se você usar de uma maneira inteligente, Você pode revolucionar, né? Não consigo te responder. Para mim, o potencial, ele é ilimitado, o que traz grandes questões. Mas de qualquer maneira, eu acho que é o maior salto que a gente vai ver, pelo menos a nossa geração, é o maior salto que a gente vai ver. E E vai ser muito interessante o que vamos assistir.

[00:09:11.11] – Fred Pericini

Somos privilegiados de estar vivendo esse momento, né?

[00:09:14.03] – Filipe Xavier

Somos privilegiados. Espero que a gente use da melhor forma possível, assim, né, pensando no bem-estar coletivo e ganhos que cuidem das pessoas. Eu sou, eu sou um otimista de natureza, eu sempre eu sempre penso no coletivo, no próximo. Eu sou muito pessoa, né? Tenho esse olhar para a humanidade. Então eu acredito que ainda que esse potencial ele seja ilimitado, ele é para fazer o bem para muita gente, né? Então quando a gente pensa em educação, é para levar uma educação de qualidade, de um jeito mais fácil de se aprender e de se aprender melhor. Na saúde é a mesma coisa, né? Então eu acho que o mundo vai ser muito mais bacana para muita gente, de verdade. Agora é o seguinte, o que que você pensa?

[00:10:16.14] – Fred Pericini

Cara, eu também não sei onde isso tudo vai parar e a gente cria várias teorias, né? Eu vejo discussões acerca de será que a gente vai um dia trabalhar para máquina? Será que é o começo do fim do mundo? Eu não sei responder. Eu acredito que é uma tecnologia poderosa. Como tal, pode ser utilizada para o bem e para o mal. Torço para que a gente tenha responsabilidade desde os dos agentes desenvolvedores dessa tecnologia até as pessoas que usam, aplicam no dia a dia. Eu vejo muitas possibilidades de usos maléficos, deepfake, estelionato, entre outros.

[00:11:14.21] – Filipe Xavier

O que já existe, né? A gente já vê.

[00:11:16.21] – Fred Pericini

De alguma maneira já existe. Como eu vejo E é o nosso propósito aqui nesse podcast, que é destacar as possibilidades positivas. Eu acredito que a humanidade vai viver um momento de crescimento de produtividade, PIB per capita mesmo. Obviamente alguns países vão capturar mais, outros menos, mas será um momento na história de crescimento da produtividade humana, assim como foi a Revolução Industrial. Na minha visão. E acredito muito em geração de empregos qualificados do ponto de vista de adoção de AI, de criação de AI e um mundo melhor pra gente viver. Acredito que tem muitos problemas que hoje são intocáveis, difíceis e que a inteligência artificial tem o potencial de trazer solução. Eu vou dar um exemplo besta, né? O semáforo do Rio de Janeiro e de São Paulo tem AI hoje em dia para decidir, né, o fechamento e o tempo nos horários de rush, visando o quê? Ter um trânsito mais fluido e melhorar a vida das pessoas.

[00:12:42.21] – Filipe Xavier

E pode ter em horário também de não circulação madrugada, coisa assim, onde o motorista tá exposto a—

[00:12:51.08] – Fred Pericini

é só um exemplo de uma aplicação que vem para melhorar o nosso dia a dia como seres humanos, assim como já tem outras N, né? Detecção de câncer de mama, a gente vê como já tem a possibilidade de uma detecção mais rápida, mais assertiva usando AI. A gente vê a possibilidade de cruzamento de dados para aumento de eficiência das empresas. Eu acredito que a gente vai viver um momento bom, né? Assim como a internet trouxe muita novidade e muita prosperidade, eu acho que a inteligência artificial é nessa linha também. Não acredito em no discurso de o ser humano será substituído pela máquina. Eu acho que isso é o nosso lado animal, que tem o instinto de sobrevivência, e aí corre, né, o cérebro reptiliano, né? Ou se finge de morto ou ataca. E, cara, não, eu acho que a gente vai crescer como humanidade. Acho que as pessoas vão entender que elas podem ter uma produtividade muito muito maior, que as empresas também podem ter uma produtividade muito maior.

[00:14:15.24] – Filipe Xavier

Acho que isso tá todo mundo falando, né? Será mais bem-sucedido quem trabalhar melhor com inteligência artificial, né? Acho que isso é também é inegável. Acho que não dá para nem querer lutar contra. Acho que esse não é, não serei eu nem você que vai falar primeiro, é fato. Uma coisa que eu acho que a gente vai ver mais e mais É como estudar para usar melhor inteligência artificial, né? Como é que você vai fazer prompts que são mais assertivos? Como você vai criar os agentes mais eficientes? Esse tipo de— o que era o programador de anos atrás, agora esse tipo de visão a gente vai buscar em todo tipo de profissional. Eu acho que essa mudança a gente vai ver um pouco no mercado. Você acha que vai por por esse caminho também?

[00:15:08.11] – Fred Pericini

Eu acho. Agora, como toda grande transformação, tem um pouco de barulho excessivo. Muita empresa hoje em dia, você vai ver, ela não consegue se definir sem usar a palavra inteligência artificial ou dados, e isso vai gerando um buzz que atrapalha, né? Eu acredito que A adoção vai nos trazer aprendizado. Então, pôr a mão na massa em coisas simples, sabe, cara? Você pagar o seu ChatGPT, usar uma versão mais robusta, né? Exercitar o seu dia a dia em como pedir para máquina, estudar sobre os agentes, pensar em casos de negócio de aplicação no seu dia a dia. É tudo um processo, né? E esse processo, ele é evolutivo. E para mim, é a adoção mais rápida gera diferencial competitivo, seja o seu diferencial competitivo como trabalhador, como pessoa, seja um diferencial competitivo da empresa. É uma mudança grande e E o primeiro valor que eu acredito que tá na mesa se chama eficiência operacional. Ele tem vários apelidos: redução de custo, agilidade… Mas ele é o primeiro valor que tá na mesa. É como a gente faz mais rápido, como a gente faz melhor, como a gente escala com menos custo. E… É aí que eu acredito que os executivos, eu, você, temos que quebrar a cabeça num primeiro momento, né?

[00:17:03.15] – Fred Pericini

Num segundo momento, cara, eu acho que a inteligência artificial vai ajudar a gerar novas linhas de receita. Eu acho que a inteligência artificial vai acabar se integrando nos produtos das empresas. Mas a corrida inicial é de eficiência operacional. Como que você pensa, Fih?

[00:17:23.29] – Filipe Xavier

Eu penso bem semelhante. Eu acho que eu vou segurar o que eu ia falar porque eu vou transformar em uma pergunta para você na sequência, mas eu penso bem semelhante. E eu vejo empresas que ainda estão num estágio inicial, essa é o caminho, né? Você vai ter ali o a inteligência artificial sendo muito utilizada nas áreas operacionais, nas áreas de apoio, e você tem esse ganho muito claro, né? Um segundo momento aparece empresas já num estágio mais maduro. A minha é um exemplo, né? A GE Healthcare já tem uma jornada de inteligência artificial há mais tempo, né? Nós estamos no topo do FDA, que é o órgão dos Estados Unidos que regula aprovações de inteligência artificial na saúde. A gente tá no ranking de aprovações, então a gente já tem uma série de softwares que rodam nos equipamentos da empresa com inteligência artificial para gerar maior produtividade, maior assertividade nos exames, que é o que você falou, a gente consegue gerar uma detecção mais precisa, isso ajuda médicos a laudar melhor os exames, então É um outro momento, né? A gente já tá falando aí de um impacto real na vida das pessoas a partir de inteligência artificial.

[00:18:56.23] – Filipe Xavier

E o que você vê é um equipamento que ele já sai de fábrica com inteligência artificial embarcada. Isso é um momento diferente de um ganho puro em eficiência operacional. Então, quando você pensa AI first, que é o que a gente quer discutir aqui, vai te levar a ganhos reais e concretos, não é?

[00:19:31.07] – Fred Pericini

Eu queria aproveitar o ensejo, né, o momento aí. Por que AI first? Excelente.

[00:19:40.21] – Filipe Xavier

E veja só, a gente tava num almoço, eu e você, há um tempo atrás, discutindo um tema lá de negócio de marketing. E você tava me contando da tua jornada, como tinha sido a concepção de Gaspers e tudo mais. E eu falei, Fred, pô, muito bacana. E o teu momento me fez pensar que dá para pensar AI first nas coisas que a gente faz, né? Então, pô, o próximo momento, porque na nossa área, na nossa área, a gente tá sempre correndo atrás do rabo de tanta novidade e inovação que surge, né? E sempre assim, tem muita coisa acontecendo, a gente é bombardeado por todos os lados. A gente tá numa busca incessante para gerar mais, seja conteúdo, seja resultado. A gente não dá conta, a gente não dá conta. Então a gente falou assim, cara, se a gente pensar aí, aí for sempre.

[00:20:51.23] – Fred Pericini

E o nome também vem do momento de mercado que a gente viveu há uns anos atrás aí, quando a gente Tinha os nossos sites bonitões em web, né? E aí, pera, e aí pera, vai, ó quem surgiu aí, é o celular surgiu. E aí a gente teve que correr refazer as aplicações web, os sites, tudo mobile first. Então, para ser responsivo, a gente fixou esse tema, né, de cara, não, o que quer dizer o first? O first é Eu preciso pensar como eu resolvo o meu problema adotando essa tecnologia. E a gente acha que isso se casa perfeitamente para inteligência artificial, porque os problemas de negócio estão aí, estão na mesa, né? Toda empresa quer ser mais eficiente, mais ágil, gerar mais receita. E a ferramenta inteligência artificial, ela é tão poderosa que se a gente sempre que for encarar os problemas ponderar o que que dá para resolver com a inteligência artificial, provavelmente a gente vai sair em resultados melhores.

[00:22:07.03] – Filipe Xavier

Ela converge ali.

[00:22:08.23] – Fred Pericini

É isso aí.

[00:22:09.20] – Filipe Xavier

E o que eu ia te perguntar vai nisso aí. Eu falei, eu vou segurar para transformar em uma pergunta: AI é para todo mundo?

[00:22:17.17] – Fred Pericini

AI é para todo mundo, mas não é. A minha opinião, ela é uma ferramenta que você tem uma premissa aí que o usuário sabe pedir as coisas, que o usuário sabe perguntar as coisas, que o usuário tem bagagem e referência para pedir, né? Portanto, apesar de super acessível, tá aí, né? Gemini, ChatGPT, só digitar no seu browser que você chega lá. Apesar disso, existe uma exigência de nível de preparação do ser humano. Tem que ter um mínimo de escolaridade para você conseguir ter técnicas de perguntar coisas, dar um contexto, pedir uma ação. Separar muito bem o contexto da ação que você tá pedindo. Existem técnicas para isso. Portanto, a resposta é assim: tá ali, tá acessível, mas eu não acredito que é tão fácil de usar a ponto de qualquer ser humano conseguir tirar proveito. E o que pode ser que traga aí um pouco de diferença social. É que é um alerta, né? É uma tecnologia ferrada, vai trazer muito diferencial competitivo para quem adotar. Mas e quem não adotar?

[00:23:52.26] – Filipe Xavier

Ó, vou refinar o meu prompt: AI é para todo líder de empresa?

[00:23:59.18] – Fred Pericini

AI é para todo líder de empresa, cara. Ah, essa eu não tenho dúvida para responder, porque existe um valor em cima da mesa a ser capturado, que é eficiência operacional. Eu tenho certeza, não tem uma empresa que você mergulha que não dê, não tenha como fazer mais rápido, mais ágil e mais escala as coisas. E aí ela vem para trazer essa eficiência para os processos, né? O que é mais, cara, ela potencializa o nosso lado humano. Então você é um líder, você consegue ter uma equipe mais criativa, você consegue ter uma equipe mais estratégica quando você garante a adoção estruturada de inteligência artificial por parte da sua equipe. Eventualmente uma equipe até mais enxuta do que você precisava antes. Então é para todo líder, E agora, liderar na era da AI é um desafio, porque liderar sem pôr a mão na massa não é liderar. Você vira ali um pedido, você fica pedindo coisas, né? Não, vai, faz com AI que eu sei que dá, que é melhor. Mas, cara, existem limitações, existem casos de uso que AI já tá super pronto para aplicar. E que você tem que saber as possibilidades para você poder liderar, né?

[00:25:37.21] – Fred Pericini

Então é para todo mundo e todos os líderes precisam se debruçar, na minha visão, em cima do assunto. E é por isso que existe o AI First Cast. É para você, líder, que tá no dia a dia, que sente esse desafio de se atualizar frente à tecnologia. Nós vamos trazer pessoas aqui que estão no dia a dia de grandes empresas, que vão compartilhar o conhecimento, os desafios que estão enfrentando, além de nós dois também, para que essa discussão gere a riqueza de conhecimento e que a gente consiga, como nação, país, também capturar valor em cima da inteligência artificial?

[00:26:24.15] – Filipe Xavier

Boa! A oportunidade está aí, né? A gente quer avançar como pessoa, como nação. O potencial inovador do Brasil é riquíssimo, né? Nós somos reconhecidos como inventivos e inovadores, né? Então acho que se a gente pensa em trazer AI para isso, é bem bacana. Acho que o que a gente se propõe a fazer aqui vai ter bastante valor. Acho que os nossos convidados vão agregar bastante no nosso papo. Tô muito feliz de tocar esse projeto com você, Fred. Obrigado por abraçar essa, essa ideia. Eu vou te confessar que eu tinha um desejo antigo de ter um projeto como esse, assim, fazer um podcast. Eu adoro conversar com as pessoas, então vai ser muito interessante trazer pessoas para nossa mesa e fazer elas falarem e compartilharem suas histórias e levar insights relevantes para audiência e ver AI virar uma coisa substancial para a evolução do Brasil.

[00:27:34.28] – Fred Pericini

Boa, Fih! Vamos tentar deixar um insight para turma aproveitando aí. Há 2 anos atrás, o que que você sabia sobre AI?

[00:27:45.16] – Filipe Xavier

Olha, Cara, que bela pergunta, gostei. Eu sabia que AI tinha um potencial de fazer cruzamento de dados e a partir disso gerar uma resposta mais efetiva. Essa era a minha, a minha percepção.

[00:28:12.09] – Fred Pericini

E hoje?

[00:28:13.23] – Filipe Xavier

Hoje eu tenho uma visão muito mais rica de todas as possibilidades, né? Eu te diria que o meu nível de profundidade e conhecimento das aplicações de AI são mais ricas. E como eu falei, o potencial para mim, ele é ilimitado, né? Então eu acredito que, eu acredito consciente, acho que essa é a grande diferença, né? Que AI mudou o jogo em todos os setores.

[00:28:45.13] – Fred Pericini

E me fala uma coisa, então seu nível de conhecimento ou de avaliação própria sobre o seu conhecimento saiu do ponto A para o B, evoluiu muito.

[00:28:56.29] – Filipe Xavier

Drasticamente.

[00:28:58.11] – Fred Pericini

O que você fez, cara, para aprender sobre AI e para estimular a adoção de AI na GE?

[00:29:06.17] – Filipe Xavier

Olha, eu fui em diferentes frentes. Primeiro que eu tenho o privilégio de trabalhar em uma empresa que adota inteligência artificial. Então eu pude conversar com pessoas que estão fazendo isso na prática, que faz muita diferença. Eu trabalhei com desenvolvedores de projetos em AI. Tive uma oportunidade aí talvez que poucas pessoas tiveram nos últimos 2 anos. Trabalhei com cientistas de AI, né? Então isso faz diferença. Busquei literatura sobre o tema, ouvi muito podcast ao longo desses 2 anos, basicamente. Trabalhei com parceiros que desenvolvem soluções em AI. E óbvio, testei muito, né? Acho que a prática também desenvolve um músculo que é fundamental. Sem você fazer, não tem jeito, né? Então acho que toda essa combinação me levou a sair. E acho que eu não tava vendo nem a pontinha do iceberg. Acho que eu avistei algo no mar e aí eu comecei a explorar. Acho que agora eu vejo a ponta do iceberg. Eu ainda não sei o que tá nesse oceano profundo.

[00:30:31.28] – Fred Pericini

E quando a gente começa a entender, muda tudo, né?

[00:30:34.19] – Filipe Xavier

Muda tudo, muda tudo. E você fica— e de verdade, eu falei, é um tema que ele é apaixonante. É apaixonante, assim, eu vejo hoje como um tema apaixonante. Acho que é por isso que a gente tá aqui, né? Eu, assim, é um negócio que talvez vá mudar a minha vida. E eu não vejo com outros olhos. Eu tô embarcando nessa. É como se você falasse assim, Filipe, tá, sabe, tem duas pílulas aqui, ó, vai.

[00:31:07.09] – Fred Pericini

E eu iria. No mundo de agências de comunicação, que é o meu mundo, não tem como imaginar mais é o segmento sem AI. Hoje, a produção de conteúdo, a produção de campanhas de mídia, elas eram muito artesanal e manual, dependente de muitos seres humanos com conhecimentos específicos. O redator, o planner, o mídia, cada um fazendo um pedacinho do processo, né? Com o advento da inteligência artificial, a gente consegue e deve ter equipe humana com agentes de AI. Você consegue ter para cada cliente o redator específico, treinado com o guia de marca, com o tom de voz, conhecendo qual é o jeito de escrever para cada canal. De uma maneira que a primeira versão desse agente é muito melhor do que a primeira versão de um analista mais júnior, minimizando o erro num nível— isso é, então a composição de equipe entre seres humanos especialistas, experientes, com repertório, com agentes de AI e, né, os robôs, é uma combinação que que traz um ganho que não tem como voltar atrás, né? A gente fala em produtividade, mas tem outros benefícios em cima da mesa: aumento de criatividade, aumento de capacidade analítica, aumento de geração de resultados.

[00:33:01.24] – Fred Pericini

Então é assim, não tem como voltar atrás. Inclusive estimulo as empresas que estão buscando agências a questionar e aprofundar como a agência está adotando AI.

[00:33:17.13] – Filipe Xavier

Sim, desafiar, né?

[00:33:18.24] – Fred Pericini

É.

[00:33:19.06] – Filipe Xavier

Faz o challenge.

[00:33:20.21] – Fred Pericini

Parte do critério de seleção da agência é entender como ela está adotando AI. Por quê? Porque, cara, no curto, médio prazo, você vai precisar que essa agência esteja madura em AI para te puxar.

[00:33:33.24] – Filipe Xavier

E talvez até além. Você vai precisar, porque o público vai consumir este conteúdo, vai ser este conteúdo que ele vai esperar, porque já é este tipo de conteúdo que a gente tá vendo.

[00:33:49.05] – Fred Pericini

Sim, né?

[00:33:51.23] – Filipe Xavier

Então, cara, eu acho que a nossa missão é nobre, ela é divertida e ela é entusiasmante. Eu tô empolgadíssimo. Eu acho que você também.

[00:34:04.18] – Fred Pericini

Vamos com tudo, vamos com tudo! Serão bate-papos de 30 a 40 minutos, bate-papos informais. A gente traz o convidado aqui e conversa como se tivesse numa mesa de restaurante batendo um papo tranquilo. Espero que seja leve, divertido, mas que te traga conhecimento. Para você no seu dia a dia conseguir aplicar. Esse vai ser um das nossas diretrizes, é sair do campo teórico, é sair das nuvens, das buzzwords, e aterrissar para casos de uso, aterrissar para desafios reais, para que vocês, ao acompanhar esse podcast, consigam de fato trazer provocações para dentro da organização onde vocês trabalham, abrir a mente de vocês e quem sabe no futuro breve estarem aqui conversando com a gente.

[00:35:04.26] – Filipe Xavier

É isso aí, vida longa AI First Cast.

[00:35:08.00] – Fred Pericini

Muito obrigado, até a próxima.

APRESENTADORES

Quem apresenta o AI First Cast

Fred Pericini

Fred Pericini

Co-fundador da Agência F2F, Engenheiro de Produção pela UFSCAR, empreendedor com mais de 10 anos de experiência em Marketing Digital, foi consultor na McKinsey, diretor comercial do Groupon Brasil e Groupon China.

Filipe Xavier

Filipe Xavier

Especialista em marketing digital, branding e estratégia de conteúdo. Experiência c-level, visão ampla de comunicação e tecnologia e entusiasta early-adopter de inteligência artificial.